O Jornal On Line O PORTA-VOZ surgiu para ser o espaço onde qualquer pessoa possa publicar seu texto, independentemente de ser escritor, jornalista ou poeta profissional. É o espaço dos famosos e dos anônimos. É o espaço de quem tem alguma coisa a dizer.
Dessa vez, minha experiência foi
diferente. Em vez do tradicional filme na terça-feira, fui na quinta conhecer o
Drive-in Cinema. São 3 telas, você paga 17 dólares por carro, estaciona,
sintoniza o rádio na estação especifica da tela que você vai ver os filmes e
aproveita. La vende pipoca, refrigerante, algodão doce e outras coisas não
muito saudáveis, como em todo cinema. São dois filmes por noite. No meu caso,
Planes e The Lone Ranger (que farei o comentário semana que vem).
Quando falei aqui sobre Rack it Ralph,
comentei sobre o fato de que as animações de hoje em dia estão cada vez mais
voltadas para o público adulto, com muitas piadas e referências a coisas que
crianças não poderiam jamais entender. Planes foge um pouco desse padrão. Não
tenho nem muito o que falar. Assim como Cars, achei ele bem sem graça. A
história não tem nada de novo. Um avião pulverizador que tem complexo de avião
de corrida e sonha em ganhar uma grande competição. Ai vai lá, vem cá... tem o
avião do mal que tenta sacanear ele e no final o bem triunfa... sério... isso
já deu o que tinha que dar. E nem engraçado o filme é...
Enfim... se você tem um filho pequeno,
vale a pena por toda aquela lição de moral que nunca é demais. Mas se você for
ver só por que gosta de animações... não indico não.
Rossana Menezes é jornalista, fotógrafa e designer gráfica.
Fui assistir a esse filme quase
totalmente desprovida de informação sobre ele. Foi na base do: Hummmm o que
está passando hoje?? Uni Duni Tê o escolhido foi você!
Pouco antes de sair para ir ao cinema
um amigo me falou que era uma comédia britânica. Foi então que fui atrás de uma
sinopse e achei uma de 2 linhas que dizia algo sobre 5 amigos que iriam a um
bar chamado The World's End sem saber que o fim do mundo estava realmente
próximo.
E é quase isso. O filme se passa em
uma cidade do interior da Inglaterra onde 5 amigos tentaram, nos idos dos
anos 90, fazer o caminho de ouro que nada mais era do que um caminho dentro da
cidade que passava por 12 bares diferentes. O objetivo deles era tomar uma pint
(um copo com cerca de 500ml) de cerveja em cada um dos bares. Mas eles não
conseguem. Cada um dos cinco tomou um rumo diferente na vida, menos Gary King
(Simon Pegg) que resolve, 20 anos depois, reunir os amigos e tentar refazer o
caminho de ouro.
Eles voltam à cidade natal e não
demoram muito para perceber que algo está errado.
O filme tem um estilo de comédia que
me lembrou Monty Python. Meio sem noção, meio sem pé nem cabeça, mas
extremamente divertido, sem apelar pra baixaria. Não tem muito o que
errar.
Está mais do que recomendado.
Rossana Menezes é jornalista, fotógrafa e designer gráfica.
Eu não lembro da
existência de um programa de fidelidade nos cinemas em Recife. Não sei se
existe hoje em dia, mas na minha época eu acho que não tinha. Aqui existe o
Scene, da rede Cineplex. Você tem um cartão com um número e toda vez que compra
um ingresso (online ou no próprio cinema), pipoca, refrigerante, etc, você
junta pontos. Se você for cliente do Scotia Bank, eles tem um cartão de crédito
que te dá mais pontos extras no Scene. Esse pontos são revertidos em ingressos
gratuitos. Então eu geralmente vou no cinema nas terças, pois é o dia da
promoção aqui. Mas como ganhei um ingresso de graça, no Scene, resolvi aloprar.
Fui no sábado (dia 10 ) e fui no IMAX. Gente, como eu amo aquele telão. Sei que
economizei 20 doletas.
Mas, vamos ao filme...
Escrito e dirigido
por Neil Blomkamp, Elysium se passa no ano de 2154, em uma época onde a
segregação social atingiu o seu ápice e os mais abastados deixaram o planeta
para viverem em uma estação espacial longe de todos os problemas que conhecemos
hoje. Um mundo sem violência, sem doenças, sem pobreza, sem escassez.
Do outro lado a
ambientação acontece em Los Angeles. Um cenário pós guerra. Prédios destruídos,
miséria, fome, doenças e muita violência.
Blomkamp é um
escritor, diretor, produtor e, de quebra, animador, de apenas 33 anos.
Nascido na África do Sul, tem no seu currículo alguns títulos como Smallville,
Stargate e, é claro, District 9. A semelhança entre esses dois filmes é bem óbvia.
Ele deve ser apaixonado por um favelão. A questão da segregação social é bem
forte em ambos os filmes e a sua capacidade de nos fazer torcer pelos
"bandidos". De pintar de pseudo-heróis os ladrões, piratas, assassinos. Pessoas
que chegaram a esse ponto por falta de opção, por falta de oportunidade, por
falta de justiça social. Uma versão moderna, mais violenta, e talvez um pouco
menos nobre em alguns casos, de Robin Hood.
Atenção para o
detalhe de que a língua falada em Los Angeles em 2154 é o espanhol.
O filme é
inquietante. Assim como District 9, é mais do que um filme de ação. É um
daqueles exemplos que podem ser apenas uma sequência de cenas de ação, se você
quiser desligar seus neurônios, ou pode ser um material para reflexão, se tico
e teco estiverem espertos. Visualmente o filme é lindo. O ambiente na estação espacial Elysium é confortável e limpo,
apesar de desprovido de calor humano. Um ambiente frio, indiferente,
insensível, impessoal. O que restou da terra tem um ar perturbador e revoltante. Um ambiente cheio de sentimentos entre
os pobres mortais que vivem entre os escombros do que um dia foi um planeta
cheio de vida.
Efeitos visuais
sem exagero e sem erros, afinal, eu mencionei que o queridinho do Blomkamp
também faz efeitos visuais?
É um filme
inteligente. Valeu a pena o ingresso que não paguei, mesmo que tivesse pago.
Mas pra mim, a grande surpresa foi o papel de Wagner Moura. No trailer ele diz
uma frase. Achei que ia ser mais um daqueles papeis, no melhor estilo Rodrigo
Santoro em filmes Hollywoodianos. Mas não. O papel dele é grande. BEM GRANDE. E
ele não faz feio. Atuação impecável, excelente inglês. Ganhou o meu coração. O
filme conta também com a atriz Alice Braga.
De negativo, o
sotaque de Jodie Foster. ALGUÉM ME EXPLICA O QUE É AQUILO????? Era pra ser uma
francesa falando inglês, mas soa como uma britânica cheia de gardenal na cuca.
HORRÍVEL.
E o uso EXCESSIVO de Free-Camera Effect! Não suporto!! Gosto de imagens claras e paradas! Esse negócio de ficar tremendo a câmera não me passa sensação de realidade e sim de ressaca!!!
Rossana Menezes é jornalista, fotógrafa e designer gráfica.
A
onda é um filme que vai na contra-mão da maioria. Geralmente os USA aproveitam
fatos que ocorreram no mundo e o transformam em filmes. Dessa vez a Alamanha
fez um filme baseado em um fato real ocorrido em 1967 em Palo Alto,
California.
Ron Jones, professor do ensino médio que,
durante a semana de projetos da escola, fica com responsabilidade de ministrar
um mini-curso sobre autocracia. Diante da dificuldade dos seus alunos de
entenderem como o povo alemão deixou o nazismo chegar onde chegou, ele
tem a ideia de fazer um experimento para demonstrar que mesmo sociedades
democráticas não estão imunes ao apelo do facismo. Foi dito aos alunos que o
movimento, chamado de A terceira onda, objetivava eliminar a democracia, pois
essa destacava a individualidade em vez do senso de comunidade. E com o lema
"Força através da disciplina, força através da comunidade, força através
da ação e força através do orgulho" ele deu início ao seu experimento.
Apesar de não ter sido propriamente documentado na época, o ato se demonstrou
altamente efetivo e virou tema de um livro e dois filmes.
Nesse caso uma produção alemã. Gosto dos
filmes alemãs. Ainda não errei com nenhum. Apesar do fato de ter que ler
legenda e estar totalmente desacostumada com isso.
O filme traz a experiência para uma cidade
grande da Alemanha atual. Rainer Wegner, um professor não muito ortodoxo,
que anda na escola com uma camiseta do Ramones e deixa seus alunos o chamarem
pelo primeiro nome, gostaria de ficar com o tema anarquia, na semana de projetos.
Em vez disso lhe é dado autocracia, ao que ele não reage muito bem. Mas passada
a frustração, ele resolve encarar o desafio. Os seus alunos não ficam muito
empolgados com o tema e o consideram ultrapassado. É aí que o professor pensa
em fazer um experimento. Após esclarecer as bases que apoiam um governo
autocrata, os alunos aceitam o chamar de Herr Wegner e seguí-lo como
lider.
Dia após dia durante uma semana as
atitudes se movem, invevitavelmente, de forma muito parecida com um governo
totalitário até culminar com um incidente inesperado.
É um filme envolvente e instigante, que
mostra os perigos de determinadas ideias e de subestimar certas ideias e
comportamentos.
Está mais do que indicado
Rossana Menezes é jornalista, fotógrafa e designer gráfica.
Na minha família, o almoço de sábado
sempre foi na casa da minha avó, dona Yolanda (ou Yoyó, como a chamamos). E
durante muito tempo, muito tempo mesmo, à tarde no canal Universal Channel,
tinha maratona de Star Trek. Meu pai, religiosamente, saia da mesa após almoçar
e ligava a TV. E a nossa tarde era regada a muita conversa e Star Trek.
Somos uma família de NERDS. Isso é fato.
Ver Star Trek, Star Wars, O Senhor dos Aneis, etc, jogar videogame, é
programação de família. Programa frequente de sábado a noite é juntar os amigos
em casa, vinho, petiscos e jogos de tabuleiro. E meus pais sempre no meio da
brincadeira. Até hoje.
Na estreia do primeiro filme dessa nova
franquia em 2009 eu estava em Campinas e fui assistir com um amigo meu, também
muito fã de Star Trek. O filme é fantástico, mas tem muita cara de blockbuster.
Não sei... faltou alguma coisa. Mas eu amei.
Quando o Into Darkness foi anunciado eu
esperei ansiosa. Sou dessas que acompanha o desenvolvimento do filme e espera,
ansiosa, o dia da estreia. JJ Abrams na direção era um bom sinal, já que ele
tinha dirigido o primeiro. Confesso que não gosto de Lost (TV Series), mas,
fora isso, gostei da maior parte das coisas que passaram pelas mãos do Abrams,
seja como diretor ou como produtor.
Essa franquia é um reboot da série e muda
algumas coisas da história original. Mas nada que não tenha ficado bem
colocado. É um filme para todo mundo. Para aqueles que acompanharam a série,
ele é recheado de referências e homenagens. A primeira cena é a cara dos meus
sábados. Para quem nunca viu um único episódio das séries antigas ele é limpo,
claro, lógico, atingindo bem o objetivo de elevar o status da franquia de
underground para o mainstream, afinal, Star Trek nunca foi sobre arrecadação e sim sobre paixão. Mas hoje em dia não existe mais lugar para isso. Apenas alguns fãs fieis não são suficiente. Há de se fazer muito dinheiro e esses novos filmes estão dando conta do recado. A arrecadação está indo muito bem obrigada e um
terceiro filme já foi anunciado.
O dueto Spok - Kirk ganha força nesse
filme, ao passo que McCoy, um dos melhores personagens na minha opinião, ainda
fica meio de lado, aparecendo apenas quando necessário. Ainda não foi dessa vez
que tivemos o prazer de presenciar as brigas hilárias dele com Spok. Mas o
grande destaque desse filme é, sem dúvida alguma, o vilão John Harrison,
interpretado por Benedict Cumberbatch. Ele conseguiu dar ao filme o ritmo que
Nero não conseguiu no primeiro. Simplesmente brilhante em todos os momentos.
JJ Abrams disse que iria elevar também a
outro patamar os efeitos 3D. Eu devo confessar que não sou lá muito fã de 3D e
vi em 2D, mas ouvi falar por aí que ele cumpriu o que prometeu e me deixou
curiosa.
Está muito mais do que recomendado. Seja
você fã ou não, vale muito a pena (desde que goste do gênero sci-fi).
E que venha o terceiro!!!
Rossana Menezes é jornalista, fotógrafa e
designer gráfica.