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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

QUEM TEM MEDO DO PENSAMENTO?


Por  Maria Clara Bingemer 

Atribui-se a Melanie Klein, psicanalista austríaca conhecida como pós-freudiana, a afirmação de que quem come do fruto do conhecimento é sempre expulso de algum paraíso. Para a pioneira e criadora da psicanálise em crianças, o pensamento é algo tão fundamental para o ser humano e tão complexo que não é tão somente uma atividade intelectual, mas totalizante e vital. 

Por isso mesmo, pensar é uma atividade perigosa e arriscada.  Mobiliza não apenas a mente e o raciocínio, mas os afetos, as emoções, deixando emergir novas sínteses elaboradas a partir da reflexão sobre experiências vividas na crueza do encontro com a própria humanidade e a diferença do outro. 

Simone Weil, filósofa e mística francesa, em sua experiência de trabalho na fábrica como condição prévia para pensar as condições do trabalho moderno, deu-se conta de que ao longo da semana e do duro trabalho nos fornos da indústria metalúrgica francesa, sua capacidade de pensar se atrofiava.  Durante o fim de semana, os pensamentos voltavam dispersos para na segunda feira sofrerem novo golpe e enfraquecerem-se mais.  Concluiu, então, que toda pessoa submetida àquele ritmo sem uma interrupção que lhe permitisse restaurar-se acabaria despojada de sua humanidade e transformada em uma besta de carga. 

Weil percebeu que o acesso ao conhecimento impediria que os operários fossem expulsos da vida digna que um trabalho não escravo poderia proporcionar-lhes, dando-lhes direitos e condições decentes de existência.  Por isso, era preciso impossibilitar-lhes o conhecimento ou reduzi-lo ao mínimo, a fim de que as portas da vida em plenitude não lhes fossem abertas.  Se começassem a pensar, chegariam à conclusão de que as fábricas modernas os transformavam em coisas e se rebelariam sobre suas condições de vida.

Todas essas reflexões me ocorrem a propósito da celeuma que se levantou por ocasião da visita da filósofa estadunidense Judith Butler ao Brasil.  Foram feitos abaixo-assinados contra sua vinda, protestos, rituais semelhantes a verdadeiros autos da fé medievais, com direito a fogueira e gritos contra aquela que seria a bruxa, a feiticeira que viria derrubar os valores de um povo cheio de moral e zeloso pelos bons costumes. 

O conhecimento que a Professora Butler veio trazer provoca medo e insegurança.  Por quê?  Porque abre as mentes para novas possibilidades e aciona o pensamento para que inicie a jornada em direção ao conhecimento libertador.  Mas seus detratores são tão obtusos e violentos que sequer se informam corretamente sobre os fatos que criticam e contra os quais protestam.

É fato que Judith Butler é uma das maiores, senão a maior autoridade sobre teoria de gênero no mundo.  Mas a conferência que vem dar no Brasil não é sobre gênero e sim sobre sionismo e o conflito entre Israel e Palestina.  O livro que lança pela Editora Boitempo: Caminhos Divergentes. Judaicidade e Crítica do Sionismo trata justamente disto e não da teoria queer, da qual é grande especialista.  

O efeito da chuva de protestos contra ela e seu pensamento não se fizeram esperar.  Sua conferência teve lotação esgotada e a fila de pessoas querendo assistir sem poder entrar era enorme. Talvez tivesse passado mais despercebida, atraindo apenas audiências acadêmicas e especializadas, não fosse a grita monumental que a precedeu e a pôs em relevo em todas as mídias e redes sociais. 

Não creio que seja obrigatório concordar com Judith Butler e sintonizar com seu pensamento quanto à forma e conteúdo.  Tampouco é mandatório achar fascinantes suas posições e comungar plenamente com elas.  No entanto, o conhecimento por ela produzido deseja comunicar-se e tem direito de encontrar espaço para sê-lo.  Impedir isso de acontecer é, por um lado, desrespeitar a pensadora e, por outro, tratar seus ouvintes e receptores como idiotas incapazes de discernir e pensar com a própria cabeça.  

Parece incrível que isso aconteça ainda no século XXI, quando já vai ficando distante no tempo a pretensão de Immanuel Kant de despertar a humanidade do sono dogmático em que se encontrava mergulhada. O tempo passou, a modernidade chegou, entrou em crise, já nadamos em águas pós-modernas, mas o obscurantismo parece que teima em retornar.  

Não será levantando barreiras de acesso ao pensamento que se construirá uma humanidade melhor. Pelo contrário, o paraíso artificial onde a mesma estará confinada sem o acesso livre ao conhecimento é muito mais semelhante à letargia do sono dogmático denunciado por Kant e outros filósofos.  Deste paraíso é digno e justo ser expulso.  Pois do outro lado estará não o pecado que mata, mas a verdade que liberta, oferecendo-se como fruto saboroso e maduro à “mastigação” do conhecimento que fará a humanidade caminhar e evoluir.   

Deixemos Judith Butler falar.  Abramos as portas aos pensadores vários que desejam comunicar o fruto de suas reflexões.  Não somos obrigados a concordar com eles ou com elas.  Mas sim convidados a não permanecer na paradisíaca zona de conforto da ignorância e adentrarmos o caminho duro, mas belo da aventura do conhecimento, guiados por essas mãos ou por outras. 

Por  Maria Clara Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio. A teóloga acaba de lançar sua nova obra, Testemunho: profecia, política e sabedoria, Editora PUC-Rio e Reflexão Editorial.

Copyright 2017 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato: agape@puc-rio.br>

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O SENTIDO DA VIDA NÃO SE PERDEU



por Leonardo Boff

Quem olha o panorama brasileiro sob a ótica da ética (toda ótica produz sua ética) não deixa de ficar desolado e profundamente entristecido. Um presidente não é apenas portador do poder supremo de um país. O cargo possui uma carga ética. Ele deve testemunhar, por sua vida e atos, os valores que quer que seu povo viva.
Aqui temos o contrário:um presidente tido por corrupto, não só por acusação de políticos, nem sequer por delações, sempre discutíveis, mas por investigação séria da Polícia Federal e de outros órgãos como o Ministério Público. Mas a desmesurada vaidade do cargo e a total falta de respeito face ao seu próprio país, se mantem à base de corrupção feita à luz do dia, comprando votos de deputados e oferecendo outros benesses. E os deputados, gaiamente, se deixam corromper, porque muitos são corruptos, aproveitam a ocasião para conquistar funções e outros benefícios.
A república apodreceu de vez. Temos que refundar o Brasil sobre outras bases pois aquelas que até agora mancamente o sustentaram já não conseguem dar-lhe digna sustentabilidade.
A despeito disso tudo, não deixamos a esperança morrer, embora nesse momento, no dizer de Rubem Allves, se trata de uma “esperança agonizante”. Mas ela ressuscitará desta agonia e nos resgatará um sentido de viver. Se perdermos o sentido da vida, o próximo passo poderá ser o completo cinismo e, no termo, o suicídio. Quero retomar a questão do sentido da vida.
Não obstante a desesperança e a existência do absurdo face ao qual a própria razão se rende, acreditamos ainda na bondade fundamental da vida. O homem comum que somos a grande maioria, se levanta, perde precioso tempo de vida nos ônibus super lotados, vai ao trabalho, não raro penoso e mal remunerado, luta pela família, se preocupa com a educação de seus filhos, sonha com um Brasil melhor, é capaz de gestos generosos auxiliando um vizinho mais pobre que ele e, em casos extremos, arrisca a vida, para salvar  uma inocente menina  ameaçada de estupro. O que se esconde atrás destes gestos cotidianos e banais? Esconde-se a confiança de que, apesar de tudo, vale a pena viver porque a vida, na sua profundidade, é boa e foi feita para ser levada com coragem que produz auto-estima e sentido de valor.
Há aqui uma sacralidade que não vem sob o signo religioso  mas sob a perspectica do ético, do viver corretamente e do fazer o que deve ser feito.  O grande sociólogo austríaco-norte-americano Peter Berger, há pouco falecido, escreveu um brilhante livro, relativizando a tese de Max Weber sobre a secularização completa da vida moderna com o título:”Um rumor de anjos: a sociedade moderna e a redescoberta do sobrenatural (Vozes 1973). Aí descreve inúmeros sinais (chama de “rumor de anjos”) que mostram o sagrado da vida e o sentido que ela sempre guarda, a despeito de todo caos e dos contrasensos históricos.
Aduzo apenas um exemplo que me vem à mente, banal e entendido por todas as mães que acalentam seus filhos. Um deles acorda sobressaltado dentro da noite. Teve um pesadelo, percebe a escuridão, sente-se só e é tomado pelo medo. Grita pela mãe. Esta se levanta, toma o filhinho no colo e no gesto primordial da magna mater cerca-o de carinho e de beijos, fala-lhe coisas doces e lhe sussurra:” Meu filhinho, não tenhas medo; sua mãe está aqui. Está tudo bem e está tudo em ordem, meu querido”. O menino deixa de soluçar. Reconquista a confiança da noite e um pouco mais e mais um pouco, adormece, serenado e reconciliado com as coisas.
Esta cena tão comum, esconde algo radical que se manifesta na pergunta: será que a mãe não está enganando a criança? O mundo não está em ordem, nem tudo etá bem. E contudo, estamos certos: a mãe não está enganando seu filhinho. Seu gesto e palavras revelam que, não obstante a desordem que a razão prática aponta, impera uma ordem mais fundamental.
O conhecido pensador Eric Voegelin (Order and History, 1956) mostrou magistralmente que todo ser humano possui uma tendência natural para a ordem. Onde quer que surja o ser humano, aí aparece uma ordem das coisas, valores e  certos comportamentos.
A tendência para a ordem implica a convicção de que a vida possui sentido. Que no fundo da realidade, não vigora a mentira, mas a confiança, o consolo e o derradeiro aconchego.
Assim cremos que o tempo da grande tribulação da desolação por causa corrupção que destrói  a ordem, voltaremos a celebrar e desfrutar o sentido bom da existência.
Leonardo Boff é articulista do JB on line e acaba de escrever: Brasil: continuar a refundação ou prolongar a dependência?  a sair pela Vozes brevemente.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A DISTÂNCIA QUE NOS SEPARA



Por Frei Betto

       A Oxfam Brasil divulgou, em setembro último, o informe “A distância que nos une — um retrato das desigualdades brasileiras.” Entre os dados preocupantes se destaca que apenas seis bilionários brasileiros acumulam riqueza igual à da metade mais pobre da população, cerca de 100 milhões de pessoas.

       Apesar dos avanços das políticas sociais na última década, o Brasil ainda é um dos países mais desiguais do mundo. Mais de 16 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza.

       Segundo o informe, os 47 milhões de brasileiros que ganham um salário mínimo por mês precisam trabalhar quatro anos para ganhar o mesmo que recebem, em um mês, os privilegiados que formam 1% da população. E demorariam 19 anos para juntar o equivalente a um mês de renda média do segmento 0,1% mais rico.

       Se for mantida a tendência dessa injusta distribuição de renda dos últimos 20 anos, as mulheres brasileiras terão renda igual à dos homens somente em 2047, ou seja, daqui a 30 anos. E a população negra conseguirá ganhar o mesmo que a branca somente em 2089, ou seja, daqui a 72 anos!

       Se a redução da desigualdade de renda permanecer no ritmo médio constatado desde 1988, o Brasil levará 35 anos para alcançar o atual nível de desigualdade de renda do Uruguai, e 75 anos para alcançar o patamar da Inglaterra.
       “Precisamos falar sobre as nossas desigualdades e os caminhos existentes para reduzi-las. Se no mundo a desigualdade já nos causa espanto, no Brasil essa situação é ainda mais dramática”, afirmou Katia Maia, diretora da Oxfam Brasil.
       Para ela, a situação nacional é “inadmissível” e precisa ser enfrentada por toda a sociedade para, de fato, ser solucionada. “Existe uma distância absurda entre a maior parte da população brasileira e 1% mais rico, não apenas em relação à renda e à riqueza, mas também ao acesso a serviços básicos, como saúde e educação. Atacar essa questão é responsabilidade de todos”, ponderou Katia Maia.
       O que já é absurdo, entretanto, pode piorar. A diretora da Oxfam Brasil enfatizou que estimativas do Banco Mundial indicam que, ainda neste ano de 2017, até 3,6 milhões de brasileiros devem voltar para a situação de pobreza, devido aos retrocessos do governo Temer em matéria de políticas sociais.
       Segundo a Oxfam Brasil, se o governo brasileiro acabasse com a “isenção sobre lucros e dividendos ao exterior, e juros sobre capital próprio” poderia aumentar em R$ 60 bilhões a arrecadação do país, valor igual a duas vezes o orçamento da União para o Programa Bolsa Família ou quase três vezes o orçamento federal para a educação básica.
       Nosso atual sistema tributário reforça as desigualdades. “O efeito da tributação no Brasil é, no geral, de aumentar a concentração da renda ou, no mínimo, não a alterar. Trata-se de uma situação já resolvida na maioria dos países desenvolvidos (onde a tributação, de fato, distribui renda), e que compõe barreira estrutural na redução de desigualdades no Brasil. Apesar de nossa carga tributária bruta girar em 33% do PIB – nível similar ao dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) – ela é mal distribuída, de modo que os mais pobres e a classe média pagam muito mais impostos proporcionalmente que pessoas com rendas muito altas”, afirma um trecho do relatório.
       Segundo Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam Brasil, a trajetória de redução de desigualdades que vinha desde 1988 foi interrompida e o país está hoje “dando muitos passos para trás na garantia de direitos à população”. “Enquanto isso, a concentração de renda e de patrimônio continua intocável. Se não enfrentarmos essa situação, vai ser ruim para todos no país, mas principalmente para quem pouco ou nada tem para se proteger”, afirma.

Frei Betto é escritor, autor de “Ofício de escrever” (Anfiteatro/Rocco), entre outros livros.
 Copyright 2017 – FREI BETTO – Favor não divulgar este artigo sem autorização do autor. Se desejar divulgá-los ou publicá-los em qualquer  meio de comunicação, eletrônico ou impresso, entre em contato para fazer uma assinatura anual. – MHGPAL – Agência Literária (mhgpal@gmail.com) 
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

CYLENE ARAÚJO LANÇA LIVRO SOBRE A VIDA E OBRA DE MADRE IVA, O ANJO BRANCO DE PERNAMBUCO


No próximo domingo, 12 de novembro, a cantora, jornalista e radialista Cylene Araújo estará lançando, em Recife, o livro MADRE IVA – O ANJO BRANCO DE PERNAMBUCO.



Para Cylene, através do relato desse livro,  “o ideal da Madre Iva vira uma realidade, até os dias de hoje, com muitos serviços prestados à população do Cabo de Santo Agostinho, de Pernambuco, do Brasil e do mundo”.

O livro conta a história de uma guerreira de muita fé e coragem, que após ficar paralítica por sete anos, volta a andar e dedica a sua vida a promover a dignidade dos mais necessitados, seguindo o exemplo de seu grande mestre, São Francisco de Assis.
Madre Iva morreu aos 81 anos em 02 de novembro de 1998.
Muitos títulos a ela foram dados: Iva de Deus... Iva dos pobres... Iva dos velhinhos! Mãe boa! Mais O ANJO BRANCO DE PERNAMBUCO foi o confirmado pela voz do povo.



A cidade do Cabo de Santo Agostinho acompanhou em menos de quatro anos o surgimento de um patrimônio grandioso de amor em uma obra meteórica.

AS OBRAS E O PATRIMÔNIO SOCIAL/RELIGIOSO da MADRE IVA

- Abrigo São Francisco de Assis: Fundado em 04 de outubro de 1961 e considerado de utilidade pública em 1970 - Lei municipal nº. 93.712.




- Em 1963, a Igreja de São Francisco de Assis foi inaugura com a primeira celebração eucarística.

- Em 10 de outubro de 1965-fundação da Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria. A Madre Iva Bezerra de Araújo e Frei Jorge Bertuccelli, fundaram a OFS (Ordem Franciscana Secular) na cidade do Cabo de Santo Agostinho em 10 de outubro de 1965.

Em outubro ano passado, a Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria, completou 52 anos com o mesmo ideal de sua fundadora “ajudar os idosos abandonados restituir-lhe a dignidade vivendo nos princípios do Pai São Francisco de Assis de servir e amar o irmão que sofre”.

- Em 13 de março de 1976 a Madre Iva entregou a população cabense uma escola de ensino fundamental cujo nome, em memória deu à sua mãe Escola Laurinha Bezerra Amazonas, funcionando como escola particular subvencionada à PMC (Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho). As irmãs do Abrigo São Francisco também atendem as crianças na catequese. Ela está situada na Avenida Aníbal Cardoso S/N – Bairro São Francisco, Cabo de Santo Agostinho bem próxima ao Abrigo.

- Em 1990 foi inaugurada a Escola Maria Eulina de Freitas Rolim- entregue a Madre Iva pelo Sr. Sebastião Interaminense o “Tião” foi um presente deste senhor que através de orações na Capela do Abrigo São Francisco foi agraciado com um milagre - Segundo relato dele.  Escolinha a seu pedido teve o nome de sua avó e na época, começou a beneficiar l.690 crianças pobres do bairro, na educação infantil. Hoje já está na educação de Jovens e Adultos - Supletivo; Ensino Fundamental. O Abrigo São Francisco de Assis desenvolve também a catequese.

- Pela intervenção da Madre Iva, em meados dos anos sessenta surgiu a “Vila Madre Iva”. Trata-se de um assentamento com famílias carentes que precisavam de um teto e do apoio de todos. A Madre Iva levantou a bandeira, falou com o proprietário do terreno Sr. Airton Cardoso e conseguiu a permanência autorizada das quase 200 famílias no local até os dias de hoje. A vila se fortaleceu com a criação da Associação Dos Moradores da Vila Madre (fundada em 1999) que se encontra na Rua Joao Malaquias 30, no Cabo de Santo Agostinho. A ligação do Abrigo São Francisco de Assis com a vila ainda permanece com as visita de irmãs, levando sempre donativos e promovendo a educação cristã as crianças.

7º- Ainda em vida, a Madre Iva pediu aos benfeitores do abrigo, para que construíssem uma creche dentro da vila para mais de cem crianças. Com a creche pronta, sua visita era constante para levar donativos e ajudar no que podia.

- Com a sua intervenção junto aos benfeitores do Abrigo, ela conseguiu doação de instrumentos musicais para alunos da escolinha Maria Eulina e assim nasceu a Banda Marcial infantil  “SANTA CLARA” que existe a vinte anos.  

A FORTALEZA DE UM “NOME”

- Para homenagear a Madre Iva, o Governo do Estado de Pernambuco fundou no ano de 1967 a Escola Estadual Madre Iva Bezerra De Araújo que está localizada na Rua Tenente Manoel Barbosa da Silva, SN/Centro -   Cabo De Santo Agostinho A escola da rede estadual possui 1926 alunos no Ensino Médio e EJA. Escola com 50 anos de existência.

10º - Em 1999, a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho inaugurou a Escola Municipal Madre Iva Bezerra de Araújo, também em sua homenagem. Hoje a escola atende: Educação de Jovens e Adultos/Supletivo e Ensino fundamental. A escola está Localizada na Rua 39-Bairro Santíssimo, Cabo de Santo Agostinho – PE.

11ª - A Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho, inaugura mais uma escola na cidade com o nome de ESCOLA MADRE IVA na Avenida Historiador Pereira da Costa - Centro, Cabo de Santo Agostinho – PE.

12ª - A força do seu nome inspirou até uma escola e Associação Beneficente intitulada de Colégio Madre Iva em Lajeado/Cotia São Paulo. 
SERVIÇO

O QUE – Lançamento do livro MADRE IVA – O ANJO BRANCO DE PERNAMBUCO, de Cylene Araújo

ONDE – Espaço Dom Lamartine – terraço da igreja das Fronteiras, rua 
Henrique Dias, s/n, Boa Vista

HORA – 09h30 da manhã.