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quarta-feira, 24 de abril de 2019

A DIFÍCIL ARTICULAÇÃO ENTRE O JESUS DA FÉ E O JESUS DA HISTÓRIA.




Por Eduardo Hoornaert.

O Jesus da fé.

Sem dúvida, a pergunta fundamental acerca de Jesus continua sendo: Quem é Jesus para mim hoje? Onde encontro Jesus? Como? Eis a pergunta deveras mais importante. O primeiro escritor cristão, Paulo de Tarso, que começa a redigir suas cartas apenas vinte anos após a morte de Jesus, não demonstra interesse em conhecer a biografia de Jesus de Nazaré, mas vai direto ao âmago: quem é esse Jesus, que aprendi a conhecer entre militantes de seu movimento? O que ele traz para minha vida? A resposta de Paulo, que repercute por séculos: Jesus é liberdade, amor, universalismo. Eis o primeiro Jesus da fé.

O Evangelho de Marcos, escrito por volta do ano 70, procura igualmente fazer com que as pessoas descubram o Jesus da fé. Apresenta um Jesus que não quer atrair a atenção sobre si mesmo, mas que orienta as pessoas a viverem sua vida numa perspectiva de amor, perdão, liberdade, fraternidade, cuja alegria consiste em ver que as pessoas entendem sua proposta e a traduzem em ações concretas.

E assim, ao longo desses dois mil anos de cristianismo, inúmeras pessoas se fizeram a mesma pergunta: quem é Jesus para mim? O que ele significa na minha vida? O que ele tem a me dizer hoje, nas circunstâncias em que vivo? Onde o encontro? Na igreja, na missa, na prece, nos doentes acamados em corredores de hospital, na interminável fila de pessoas que procuram emprego, nos presídios, entre pobres, negros, indígenas, sem terra, sem teto, sem amparo, sem voz?

O Jesus da história.

O Jesus da fé tem de se articular com o Jesus da história, pois este constitui a condição indispensável para que se chegue a uma fé consistente. Há de se evitar, a todo custo, de firmar sua fé num Jesus imaginativo, produto da imaginação. Infelizmente, esse Jesus imaginativo funcionou ao longo de séculos por meio de imagens nem sempre justificadas. Assim se entende que, no século XIX, pessoas, como o francês Ernest Renan, começam a falar em ‘Jesus histórico’ e acabam criando um movimento consistente de pesquisa histórica, linguística, arqueológica. Hoje existem diversos centros em que se estuda o Jesus da história sem interferências por parte de confissões religiosas ou interesses políticos. Assim, por exemplo, o ‘Jesus Seminar’, fundado nos Estados Unidos em 1985 por Robert Funk e John Dominic Crossan, que hoje se constitui num espaço livre em que se discute o Jesus da história. Esse ‘Jesus Seminar’ já produziu excelentes resultados nos trabalhos de John Gager, John Kloppenborgh, Jonathan Reed, Marcus Borg, John Spong (bispo anglicano), Bart Ehrman, Karen Armstrong (ex-religiosa católica), Elaine Pagels, Luke Johnson, Reza Aslan (iraniano), etc. A Alemanha não deixa por menos e continua publicando textos fundamentais (por meio da Casa Editora Mohr Siebeck de Tübingen, por exemplo). A França perdeu espaço nesse terreno, enquanto a América Latina, até hoje, pouco contribui nesse campo.

A difícil articulação.

O que instigou pessoas como Ernest Renan a empreender estudos acerca de Jesus histórico? E por que esses estudos costumam encontrar oposição em ambientes eclesiásticos? A razão é simples: mais de dois mil anos nos separam do Jesus da história, do Jesus que atuou na Galileia.
Ao longo desse tempo todo, muita gente ‘mexeu’ com sua imagem. O escritor americano Jaroslav Pelikan publicou em 1985 um livro intitulado ‘Jesus through the Centuries’, publicado em São Paulo em 2000 (Cosac & Naify) sob o título: ‘A imagem de Jesus ao longo dos séculos’. Nele se mostra que a imagem Jesus passou pelas mãos de muita gente, foi muito ‘manipulada’. Há o Jesus do Império Romano, do Império Bizantino, das Cruzadas, da Inquisição, da colonização europeia, da reação contra essa colonização. Há o Jesus da libertação, da prosperidade, do sucesso nos negócios, da boa saúde, do bem-estar. Há o Jesus católico e o Jesus luterano, judeu e islamita, espírita, africano, indígena, feminista. Há mesmo um Jesus ateu. Na maioria dessas imagens não se percebe interesse em saber como Jesus viveu efetivamente, o que ele fez, o que disse, o que pensou. Pelo contrário, essas imagens, na maioria dos casos, revelam como instâncias interesseiras, sejam elas romanas, bizantinas, medievais, islamitas, católicas, protestantes, espíritas, ateias, apresentaram Jesus. Muitos teólogos se deixam levar por essas instâncias interesseiras, a tal ponto que se imaginaram e ainda hoje se imaginam um Jesus ‘conveniente’.

O fundamentalismo.

Você já percebeu onde quero chegar. Quero falar com você sobre o fundamentalismo.Quando um pregador, hoje, cita textos bíblicos para defender sua própria maneira de pensar, quando ele parte do pressuposto que a Bíblia e os Evangelhos estão de acordo com o que sua igreja prega e propaga, ele está sendo fundamentalista. Um professor meu, nos idos de 1954, certa feita, terminou a exposição de uma matéria do nosso curso teológico com as seguintes palavras: ‘Mais uma vez conseguimos provar que a Bíblia está de acordo conosco’. Não podia definir melhor o fundamentalismo. A Bíblia e os Evangelhos de acordo conosco.

Ora, atualmente, esse fundamentalismo virou uma onda crescente, que ameaça inundar os campos cristãos, em todas as denominações. Para dizer a coisa em toda franqueza: o que me motiva a escrever estas palavras é que nelas encontro uma oportunidade de refletir com você sobre o fundamentalismo reinante no Brasil e ponderar com você como erguer um dique contra esse tsunami. Pois, quando fundamentalistas estão no poder, toda a sociedade corre perigo.

Em muitos casos, o fundamentalismo não tem nome. Conto aqui um caso que ocorreu 17 séculos atrás. Você decerto já ouviu falar da ‘reviravolta constantiniana’. Diz-se que o próprio Imperador Romano, de nome Constantino, teria se convertido ao cristianismo. Acontece que, no ano 325, esse Imperador convoca bispos cristãos, provenientes de diversas regiões do Império Romano, a se reunir em sua Residência de Verão, situada num subúrbio de Bizâncio chamado Niceia. Uma surpresa total, pois seu antecessor Diocleciano havia deflagrado a mais cruel perseguição contra as comunidades cristãs. O novo Imperador, pelo contrário, se dispõe a ajudar os bispos a resolver determinados problemas de desunião existentes entre comunidades locais. Ele se apresenta com quem quer ajudar os bispos a unificar o movimento cristão. Será que essa é sua real intenção? Não será que ele pretende se valer das energias atuantes no movimento cristão para enfrentar problemas burocráticos de desunião a serem resolvidos na administração do Império, no sentido de tentar conglomerar imensos territórios, onde vivem as mais diversas etnias, sob sua única autoridade? Não será que a imagem do Cristo Único, apresentada nos mais distantes rincões do Império, lhe aparece apropriada a realizar seus intentos políticos unificadores?

Segundo as informações que possuímos acerca dessa assembleia episcopal (o concílio de Niceia), os bispos parecem mal perceber, por detrás das palavras e dos gestos de gentileza, as intenções reais do Imperador. Não é por menos. Eles, que chegam do interior, do mundo rural analfabeta, agora são recebidos com honrarias que nunca dantes receberam. Muito lhes impressiona a recepção por parte do Imperador e de dignitários de sua Corte. São homens do povo, agora tratados como se fossem Senadores do Império, com direito a honras militares e protocolares. Podemos presumir que entre eles haja analfabetos, pois a população em geral, naqueles tempos, é iletrada. É claro que eles se fazem acompanhar de secretários capazes de lidar com letras, ler as Escrituras Sagradas, falar a linguagem da Corte e redigir textos no devido estilo imperial. Mas os bispos mesmos ficam impressionados. Um deles, ao ver o Imperador conversando com seus colegas, exclama: ‘é o Cristo! O próprio Cristo está entre nós!’.

Há muitos outros exemplos de fundamentalismo ao longo da história do cristianismo, modos mais ou menos claros, mais ou menos patente, frequentemente ocultados, de se manipular a imagem de Jesus.

Em busca de Jesus de Nazaré.

É nesse sentido que, de uns anos para cá, costumo convidar pessoas a partir comigo para uma viagem no tempo, ‘em busca de Jesus de Nazaré’. Recentemente, publiquei um livro com esse título (Paulus, São Paulo, 2016). Gosto de convidar as pessoas a uma viagem em que se contemplam paisagens diferentes daquelas que estamos habituados a ver. Penetramos num mundo novo. Teremos de colocar, por enquanto, ensinamentos recebidos sobre Jesus entre parênteses, para dedicar toda a nossa atenção ao que observamos ao longo do caminho, talvez pela primeira vez. Certamente, não é por meio de uma reflexão de alguns instantes, pela leitura de um texto como este, que nossos questionamentos serão desnuviados. O que escrevo aqui não pode ser mais que um aceno para ir cavando, um convite para estudar em profundidade a articulação entre o Jesus da fé e o Jesus da história.

Eduardo Hoornaert foi professor catedrático de História da Igreja. É membro fundador da Comissão de Estudos da História da Igreja na América Latina (CEHILA). Atualmente está estudando a formação do cristianismo nas suas origens, especificamente os dois primeiros séculos.


sábado, 3 de novembro de 2018

NOTA DE SOLIDARIEDADE A LEONARDO BOFF



Nesses dias pesados todas as pessoas comprometidas com a justiça e a paz e todos os grupos que creem na Democracia estão vivendo sob o impacto do resultado desastroso dessas eleições presidenciais.

Nesse contexto desejamos poder contar com o maior número possível de aliados que possam, conosco, unir-se para defender o país. Por isso, nossos grupos de base, representados nessa nota pelo Fórum Articulação de Leigos e Leigas e pelos grupos que a compõem Grupo Encontro da Partilha, Grupo Fé e Política Dom Helder Camara, CEBI – Centro de Estudos Bíblicos, Trapeiros de Emaús, Turma do Fláu, MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos, Grito dos Excluídos, Renovação Cristã do Brasil, MCC – Movimento de Cursilhos da Cristandade da Arquidiocese de Olinda e Recife, Mulher Maravilha, Tenda da Fé, Movimento de Mulheres Contra o Desemprego, GIN – Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova, CPT – Comissão Pastoral da Terra e MIRE – Mística e Revolução, viemos a público para protestar contra a desrespeitosa e vil ofensa que em recente declaração, Ciro Gomes emitiu contra o nosso profeta e amigo querido Leonardo Boff, inspiração para todos/as os/as brasileiros/as que ouvem o grito dos pobres e o une ao grito da mãe Terra. A relação de amizade e de solidariedade que une pessoas como Leonardo Boff e Frei Betto ao presidente Lula em sua injusta prisão, só os engrandecem e são para nós exemplos a serem seguidos.

Sabemos que todos os brasileiros estão habituados a conviver com os destemperos verbais de Ciro Gomes, mas era de se esperar ao menos a civilidade de tratar os outros com educação e a ética de não atacar pessoas que, agora, não podem se defender publicamente, como é o caso do presidente Lula.
Aos irmãos, objetos da ira e do ressentimento de Ciro, só podemos lembrar as palavras de Jesus: Felizes sereis vós quando vos insultarem e disserem contra vós todo o mal por causa de mim. Alegrai-vos e exultai porque será grande nos céus a vossa recompensa” (Mt 5, 12).

Leonardo Boff nos representa!!!

RELIGIOSOS E RELIGIOSAS

1. Francisco de Assis Secchin Ribeiro
2. Frei Aloísio Fragoso – frade franciscano
3. Frei João Xerry
4. Gislane Simões Campos
5. Helivete Ribeiro – pastora Coletivo Vozes de Maria
6. Irmã Arlete - Franciscana Maristella
7. Irmã Aurieta
8. Irmã Carolina - Franciscana Maristella
9. Irmã Cláudia - Franciscana Maristella
10. Irmã Gertrudes - Franciscana Maristella
11. Irmã Jociária - Franciscana Maristella
12. Irmã Cleide Fontes
13. Irmã Lusimar - Provincial - Franciscana Maristella
14. Irmã Maria da Glória Bastos Silva
15. Irmã Maria José Cardoso
16. Irmã Maria dos Anjos – Franciscana Maristella
17. Irmã Marinez - Franciscana Maristella
18. Kinno Alves Cerqueira – presbítero da Igreja Batista
19. Marcelo Barros – Monge Beneditino
20. Maria da Conceição Leitão
21. Maria das Graças Ferreira da Silva
22. Maria Rosely Oliveira
23. Maria Vanda de Araújo
24. Mons. José Albérico Bezerra
25. Odja Barros - Pastora Batista
26. Pe. Fabio Potiguar Santos
27. Pe. Marcos Augusto Brito Mendes SJ
28. Pr. Bruno Moreira da Silva Clemente - Pr. Batista
29. Pe. Pedrinho RS
30. Sebastião Armando – Bispo da igreja Anglicana

PERNAMBUCO

31. Adérito de Aquino Filho
32. Adriana Bezerra
33. Adriana Ribeiro Alves Lins
34. Aldenize José
35. Alexandre Fragoso
36. Alexandre Telles
37. Alice Leonardo
38. Amaro Henrique Pessoa Lins
39. Ana Amâncio
40. Ana Beatriz Ribeiro de Paiva
41. Ana Catarina Teles Novaes Campelo
42. Ana Cláudia Barbosa
43. Ana Maria Tenderini
44. Ana Maria Oliveira de Araújo
45. Ana Nigro
46. Ana Patrícia Morais Barbosa
47. Ana Paula Albuquerque Rodrigues
48. Anderson Gusmão
49. Ângela Maria Alves de Barros
50. Ângela Maria de Lima Nascimento
51. Antônio Carlos Maranhão Aguiar
52. Antônio Silvio De Barros Pessoa
53. Ari Alves de Lucena
54. Aurinete marques
55. Bárbara Aguiar
56. Bete Barbosa
57. Bruno Ribeiro
58. Carmen de Castro Chaves
59. Carmen Lima
60. Carolina Menezes
61. Célia Costa
62. Célia Maria de Albuquerque Trindade
63. Christina Ribeiro de Paiva
64. Clarinda F. R. Aguiar
65. Denise Coutinho
66. Djanyse Barros Mendonça Villarroel
67. Edelomar Barbosa
68. Edla Maria Noronha Galvão
69. Edna Barbosa Ferreira
70. Edvaldo Telles Neto
71. Elenice Godoy Ramos
72. Eliane Bezerra
73. Elza Maria Andrade Mota
74. Fátima Wanderley
75. Filipe Xavier
76. Flávia Simone de Sousa Campelo
77. Francisca Chaves
78. Francisco de Assis Esmeraldo de Oliveira
79. Francisco Ilo Bezerra Cardoso
80. Francisco Sérgio Alves Pinheiro
81. Francisco Tavares
82. Geraldo Ferreira da Silva
83. Geraldo Luiz dos Santos
84. Germana Siqueira
85. Goretti Santos
86. Helena Cortez
87. Helena Maria Tenderini
88. Heloísa Maria da Silva
89. Icaro Cavalcante Pessoa
90. Iolanda Silva
91. Isabel Linda
92. Izabel Lins
93. Isaura Rodrigues
94. Iuri Cavalcante Pessoa
95. Izabel Célia Lima Melo
96. Jacilene Luiza de Oliveira Barreto
97. Jane Cristina Gonçalves Correia
98. Janete Esmeraldo
99. Janete Leitão
100. Jean Carlos Ramos da Silva
101. Jean Tessier
102. João Alves do Nascimento Júnior
103. João Luiz Vieira de Oliveira
104. Joao Paulo Medeiros
105. João Pedro Rodrigues
106. João Ricardo Tavares
107. Joenilda Alves Feitosa
108. José Arnaldo Guimarães
109. José Carlos Cavalcante
110. José Josélio da Silva
111. José Maria Marinho Falcão
112. Josefa Fernandes de Oliveira
113. Joventina Santos
114. Kelly Coelho
115. Laura Germana Araújo da Silva
116. Laura Sousa
117. Laura Susana Duque-Arrazola.
118. Lêda Telles
119. Leny Barros
120. Leonila Veridiana Araújo da Silva
121. Lia Margarida Ribeiro da Silva
122. Lilian Sibely Cavalcante Silva
123. Lívia Maria Araújo da Silva Fernandes
124. Luana Filgueiras
125. Lúcia Alves De Lima
126. Lúcia Moreira
127. Luciana Valença
128. Luciano de Farias
129. Luciene Malta
130. Lucy de la Mora
131. Luigi Tenderini
132. Luiz Carlos Oliveira de Figueiredo
133. Luís Carlos da Silva Lins
134. Luis Carlos de Siqueira Bezerra
135. Luis de la Mora
136. Ma. Elziclecia R. de Aquino
137. Magnolia de Melo Jucá
138. Maíra Barbosa
139. Manoel Moraes
140. Márcio Tavares
141. Margareth Mayer
142. Maria Ângela de Araújo Lima
143. Maria Angelina de Oliveira
144. Maria Augusta Soares de Oliveira Ferreira
145. Maria José Coelho
146. Maria Cristina Cortez Uchoa de Miranda
147. Maria de Fátima Alencar Diniz
148. Maria de Fátima Araújo de Oliveira
149. Maria de Fatima de Araújo Vieira Santos
150. Maria de Fátima Glasner
151. Maria de Fátima Silva - Sertão do Pajeu
152. Maria de Jesus de Luna Alves Campelo
153. Maria Laura Pessoa
154. Maria de Lourdes Araújo Luna
155. Maria do Carmo Araújo Silva
156. Maria do Socorro Carneiro
157. Maria Fernanda Coelho
158. Maria Hermínia Martins
159. Maria Inês do Rêgo
160. Maria Luiza Martins Alessio
161. Maria Nina Ramos Silva Cavalcanti Melo
162. Maria Raquel de Almeida
163. Maria Vanise Pires de Rezende
164. Marinalva Cavalcanti
165. Maristela Pinto de Menezes
166. Marta Maria Soares de Camargo
167. Míriam Damasceno
168. Missimere Maria da Anunciação
169. Mônica Virgínia Monteiro Pereira
170. Nadja Urt Almeida de Moraes
171. Narciso Cechinel
172. Normândia Macedo de Medeiros
173. Paolla Rêgo Barros
174. Patrícia Maria Uchôa Simões
175. Paulo Rubem Santiago
176. Pedro Telles
177. Penha Barros
178. Rejane Menezes
179. Renata Valéria de Araújo Lima
180. Ricardo Swain Alessio
181. Rogério Cavalcanti dos Santos
182. Rosa Maria Maranhão Pessoa
183. Rosilda Moura
184. Rubia Telles
185. Sara Maria Tenderini
186. Sérgio Menezes
187. Severino Ramos Barbosa
188. Sofia de Sena Costa - Brasília
189. Teresa Maria Braga de Moraes
190. Teresinha de Jesus Braga de Moraes
191. Tereza Cristina de Assis Carvalho
192. Tereza Viana Bezerra
193. Téta Barbosa
194. Valdenice Raimundo
195. Valdemir Alves de Medeiros
196. Valmir Assis da Silva Filho.
197. Vera Lúcia Anderson
198. Vera Scheidegger
199. Veralúcia Oliveira Coutinho Ramos
200. Verônica Freitas
201. Vilma Abadie Guedes
202. Vilma Dornelas da Silva
203. Virgínia Araújo dos Santos
204. Xavier Uytdenbroek
205. Zacharias Ernani Candeias Junior
206. Zezé Moura
207. Zilmar Medeiros

BRASILIA

208. Maria Zeneida Esmeraldo Oliveira

CEARÁ

209. Antônia Maria Ferreira

210. Cecília Maria Menezes
211. Francisca Simone de Castro Alves Nepomuceno
212. Maria Elisabeth Sousa Amaral
213. Maria do Rosário Esmeraldo Melo
214. Maria Odete Alves
215. Maria de Oliveira Alves
216. Porcina Barreto Frota

JUIZ DE FORA

217. Maria Inês Dia Viera Braga 

218. Antonio Fernando Vieira Braga 
219. Raquel Dias Vieira Braga

MATO GROSSO

220. Artemis Torres e Nicanor Palhares Sá


RIO DE JANEIRO

221. Asaino Maria Dos Anjos Cypriano Alves dos Santos

222. Sérgio Alves

SÃO PAULO

223. Anna Nigro SP

224. Alice Leonardo
225. Sérgio Abreu

CANADÁ

226. Maria Carolina Cunha de Sousa

227. Rossana Menezes

EUROPA

228. Andrea Menezes - NORUEGA

229. Simone Germano - PORTUGAL
230. Maurício Gaspari – PORTUGAL

quarta-feira, 26 de julho de 2017

NOTA DE APOIO AOS EDUCADORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE E REPÚDIO AO TRATAMENTO DISPENSADO PELA PREFEITURA.




Recife: 26 de Julho de 2017


“Política, queridas irmãs e queridos irmãos, não é só política partidária. Política é, antes de tudo, preocupação com os grandes problemas humanos e com os direitos fundamentais do homem. Cristo veio trazer paz ao mundo. Pode haver paz se as injustiças só fazem crescer? Não vão na onda de quem diz que primeiro é preciso fazer o bolo crescer, para dividi-lo. O bolo já está sendo preparado e está sendo comido”.  Dom Helder Camara - Circular, 2 de dezembro de 1980

O Fórum Articulação de Leigos Cristãos, inspirado no chamado do Papa Francisco  que nos chama a ser Igreja de saída, Igreja de rua, Igreja do povo de Deus e em comunhão com a nossa Arquidiocese, vem a público externar sua preocupação e repúdio ao lamentável tratamento que o Prefeito da Cidade do Recife, Exmo. Sr. Geraldo Júlio dispensou aos professores e professoras da rede municipal de ensino do Recife.
O lastimável impedimento do acesso de paramédicos para atendimento a pessoas em situação de risco de saúde viola completamente a moral cristã e os Direitos Humanos.
Vale salientar que a ocupação do gabinete do prefeito foi um ato desesperado da classe dos servidores da educação municipal que viu seus esforços em abrir canal de diálogo totalmente frustrados pelo administrador público. Os professores lutam há meses pela dignidade salarial e por melhores condições de trabalho.
Os diversos relatos sobre a forma como foram tratados os professores denota táticas de tortura psicológica e isso é inadmissível por todos os motivos, sobretudo em se tratando de funcionários públicos, dentro do prédio onde funciona a administração da cidade. Quem trata o professor como lixo não tem capacidade para administrar nada, muito menos uma cidade.
Queremos que o Prefeito, que se diz cristão, reflita sobre seus atos à luz do Evangelho e reveja sua determinação em não dialogar com os professores. Nosso desejo é que prevaleçam os valores humanos, que devem ser prioridade em qualquer situação.
Conclamamos os alunos e alunas, funcionários e funcionárias do setor de educação, bem como os pais dos alunos da rede municipal de ensino, a apoiarem nosso protesto contra a violência sofrida pelos professores, não apenas por solidariedade, mas pela consciência de que a luta deles é justa e visa um futuro melhor para todos.
Na esperança do cumprimento da justiça e da preservação dos valores morais, humanos e cristãos, desejamos a todos paz e bem

Fórum Articulação de Leigos Cristãos  na Arquidiocese de Olinda e Recife

CEBs – Comunidades Eclesiais de Base
CEBI - Centro de Estudos Bíblicos
Centro Educacional Profissionalizante do Flau (Turma do Flau)
Fé e Política Dom Helder Câmara
Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova
Grupo de Partilha Amigos para Sempre na Fé e na Vida
Encontro da Partilha
Tenda da Fé
IDHeC - Instituto Dom Helder Câmara
Mística e Revolução - MIRE
Movimento de Cursilhos de Cristandade da Arquidiocese de Olinda e Recife
Movimento de Mulheres Contra o Desemprego
Movimentos de Trabalhadores Cristãos – MTC/NE II
Pastoral Carcerária
PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular

quarta-feira, 26 de abril de 2017

FÓRUM ARTICULAÇÃO DE LEIGOS CRISTÃOS ENVIA CARTA DE APOIO A DOM FERNANDO SABURIDO

Recife 25 de Abril de 2017

Ao Reverendíssimo Arcebispo de Olinda e Recife Dom Fernando Saburido

"Quanto a você, arregace as mangas, levante-se e diga a eles tudo o que eu mandar. Não tenha medo; senão eu é que farei você ter medo deles”. (Jr 1,17)

Foi com grande alegria que ouvimos a conclamação de V. Ex.ª Revma. ao rebanho de Cristo de nossa Arquidiocese para participar da Greve Geral no próximo dia 28 de abril, legítima e legitimada pelos graves ataques feitos ao povo brasileiro.

Em um momento em que a grande mídia quando não cala, coaduna-se com as posições ilegítimas de um Governo igualmente ilegítimo, a posição firme e franca da Igreja Católica, alinhada a orientação de nosso pastor Francisco, é um farol claro e forte, apontando os rumos que devemos seguir.

Vivemos um momento histórico, em que a Igreja Católica, fiel ao exemplo se Jesus Cristo, se posiciona ao lado dos pequeninos e amados de Deus, os mais fracos, os oprimidos, dando-lhes esperança e tornando-se a sua voz.

Como tão bem o disse o nosso papa Francisco, em um de seus discursos, preocupado com o futuro dos direitos trabalhistas: "Terra, teto, trabalho. É estranho – disse –, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o Papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho. Portanto, terra, casa e trabalho são direitos sagrados, é a Doutrina social da Igreja”.

Finalizamos com as palavras de Dom Helder que, em nosso entendimento, se encaixam no momento difícil em que vivemos:

"Enfrentar sem ódio, mas com decisão, os perigos internos e externos que ameaçam a classe trabalhadora. Quem nos obriga a estar do vosso lado, para vencer ou para perder, para triunfar ou para sofrer, quem nos incita e encoraja é o amigo número 1 dos trabalhadores: Nosso Senhor Jesus Cristo". - Dom Helder Camara, 1968.

Conte conosco. Fraternalmente,



CEBs – Comunidades Eclesiais de Base
CEBI - Centro de Estudos Bíblicos
Centro Educacional Profissionalizante do Flau (Turma do Flau)
Fé e Política Dom Helder Câmara
Grupo de Leigos Católicos Igreja Nova
Grupo Mulher Maravilha
Grupo de Partilha Amigos para Sempre na Fé e na Vida
Encontro da Partilha
Tenda da Fé
IDHeC - Instituto Dom Helder Câmara
Mística e Revolução - MIRE
Movimento de Cursilhos de Cristandade da Arquidiocese de Olinda e Recife
Movimento de Evangelização Encontro de Irmãos
Movimento de Mulheres Contra o Desemprego
MPC – Movimento de Profissionais Cristãos
MTC/NE II - Movimento de Trabalhadores Cristãos –
Pastoral Carcerária
Pastoral da Saúde
PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular
RCB – Renovação Cristã do Brasil