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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Há maneiras de evitar o fim do mundo?

 Leonardo Boff


Em todas as épocas, desde as ancestrais, como por ocasião da invenção do fogo,surgem imagens do fim do mundo. De repente, o fogo poderia queimar tudo. Mas os seres humanos conseguiram domesticar os riscos e evitar ou protelar o fim do mundo. Atualmente não é diferente. Mas a nossa situação possui uma singularidade: de fato, não imaginariamente, podemos, efetivamente, destruir toda a vida visível,assim como a conhecemos. Construímos o princípio de autodestruição com armas nucleares, químicas e biológicas que,ativadas,podem de fato eliminar a vida visível sobre a Terra,salvaguardados os micro-organismos que aos quintilhões de quintilhões se ocultam debaixo do solo.

Que podemos fazer diante deste eventual Armageddon ecológico? Sabemos que cada ano, milhares de espécies de seres vivos, chegados ao seu clímax,desaparecem para sempre, depois de terem vivido milhões e milhões de anos neste planeta. O desaparecimento de muitos deles é causado pelos comportamentos vorazes de uma porção da humanidade que vive um super-consumismo e dão de ombros aos eventuais desastres ecológicos.

Será que chegou a nossa vez de sermos eliminados da face da Terra, seja por nossa irresponsabilidade, seja porque ocupamos quase todo o espaço terrestre de forma não amigável mas agressiva? Não teríamos, desta forma, criado as condições de um não retorno e daí de nosso desaparecimento?

 O planeta inteiro, afirmam alguns microbiólogos (Lynn Margulis/Dorion Sagan), seria uma espécie de “placa de Petri”: são duas placas contendo bactérias e  nutrientes. Ao perceberem o esgotamento deles, elas se multiplicam furiosamente e, de repente, todas morrem. Não seria a Terra uma placa de Petri com  o nosso destino semelhante a estas bactérias?

 Com efeito, os  humanos ocupamos 83% do planeta, exaurimos quase todos os nutrientes não renováveis (the Earth Overshoot), a população cresceu, no último século e meio, de forma exponencial e assim entraríamos na lógica das bactérias da “placa de Petri”. Iríamos fatalmente ao encontro de um fim semelhante?

Como somos portadores de inteligência e de meios técnicos além de valores ligados ao cuidado da vida e de sua preservação,não teríamos condições de “protelar o fim do mundo” (na expressão do líder indígena Ailton Krenak) ou de “escapar do fim do mundo,”expressão usada por mim? Não esqueçamos a advertência severa do Papa Francisco em sua encíclica Fratelli tutti (2021): “estamos todos no mesmo barco: ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”. Temos que mudar, caso contráro vamos ao encontro de um desastre ecológico-social sem precedentes.

Aduzo algumas reflexões que nos apontam para uma possível salvaguarda de nosso destino, da vida e de nossa civilização. Parece-nos esperançadora a afirmação recente de Edgar Morin:

“A história várias vezes mostrou que o surgimento do inesperado e o aparecimento do improvável são plausíveis e podem mudar o rumo dos acontecimentos”. Cremos que ambos – o inesperado e o plausível – sejam possíveis. A humanidade passou por várias crises de grande magnitude e sempre conseguiu sair e de forma melhor. Por que agora seria diferente?

Ademais, existe em nós aquilo que foi aproveitado pelo Papa na referida encíclclica:”convido-os à esperança que nos fala de uma realidade enraizada no profundo do ser humano, independentemente das circunstâncias concretas e dos condicionamentos históricos em que vive”(n.55).Esse princípio esperança (Ernst Bloch) é fonte de inovações, novas utopias e práticas salvadoras.

O ser humano é movido pela esperança e comparece como um ser utópico, vale dizer, um projeto infinito. Sempre poderá escolher um caminho de salvação, pois, o desejo de vida, mais e melhor,  prevalece sobre o desejo de morte.

Geralmente, este novo possui a natureza de uma semente: começa em pequenos grupos, mas carrega a vitalidade e o futuro de toda semente. Dela brota lentamente o novo até ganhar sustentabilidade e inaugurar uma nova etapa do experimento humano.

Por todas as partes no mundo estão atuando os novos Noés, construindo suas arcas salvadoras, vale dizer, ensaiando uma nova economia ecológica, a produção orgânica, formas solidárias de produção e de consumo e um novo tipo de democracia popular, participativa e ecológico-social.

Estas são sementes, portadores de um futuro de esperança. São elas que poderão garantir uma forma nova de habitar a Casa Comum, cuidando dela, todos os ecossistemas incluídos, vivendo, quem sabe, o sonho andino do bien vivir y convivir.

Leonardo Boff é ecoteólogo, filósofo e escritor e escreveu Cuidar a Terra-proteger a vida:como escapar do fim do mundo, Record,Rio 2010.

 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

NÃO BASTA SER BOM, HÁ QUE SER MISERICORDIOSO

 Leonardo Boff


 

A lei áurea, presente em todas as religiões e caminhos espirituais é:”ame o próximo como a ti mesmo”. Ou dito de outra forma: “não faças ao outro o que não queres que te façam a ti”.

O Cristianismo incorpora essa ética mínima e assim se inscreve dentro desta tradição ancestral. Entretanto, ele abole todos os limites ao amor para que seja realmente universal e incondicional. Afirma:”amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem para serdes filhos de vosso Pai. Pois Ele faz nascer o sol para bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes a quem vos ama, que vantagem tereis? Não o fazem também os cobradores de impostos? Se saudardes apenas vossos irmãos, que extraordinário há nisso? Não fazem também os pagãos?(Mt 5,44-47).

Instrutiva é a versão que São Lucas dá em seu evangelho:”Amai vossos inimigos. Assim sereis filhos e filhas do Altíssimo porque é bondoso para com os ingratos e maus; sede misericordiosos como o Pai é misericordioso”(6,35-36).

Essa afirmação é profundamente consoladora. Quem não se sente, por vezes, “ingrato e mau”? É então que nos conforta estas animadoras palavras: o Pai é bondoso, apesar de nossas maldades.E assim aliviamos o fardo de nossa consciência que nos persegue por onde quer que vamos. Aqui ressoam as consoladoras palavras da primeira epístola de São João:”se nosso coração nos acusa, saiba que Deus é maior do que seu coração”(1Jo 3,20). Estas palavras deveriam ser sopradas ao ouvido de todo o moribundo com fé.

Tanta compreensão divina nos reporta às palavras de um dos mais alentadores salmos da Bíblia, o salmo 103:”O Senhor  é rico em misericórdia. Não está sempre acusando nem guarda rancor para sempre. Quanto se elevam os céus sobre a terra, tanto prevalece sua misericórdia. Como um pai sente compaixão pelos filhos e filhas, assim o Senhor se compadece dos que o amam, porque conhece a nossa natureza e sabe de que somos pó (9-14).

Uma das características do Deus bíblico é sua misericórdia, porque sabe que somos frágeis e fugazes “como as  flores do campo; basta o bafejar do vento para não existirmos mais”(103,15). Mesmo assim nunca deixa de nos amar como filhos e filhas queridos e de se compadecer de nossas debilidades morais.

Uma das qualidades fundamentais da imagem do Deus que o Mestre nos comunicou foi exatamente sua misericórdia ilimitada.  Para ele não basta ser bom. Tem que ser misericordioso. A parábola do filho pródigo o ilustra com rara ternura humana. O filho saíra de casa, malbaratou toda a herança numa vida dissoluta e, de repente, saudoso, resolveu voltar para casa. O pai ficava longo tempo, esperando-o, olhando para a esquina da estrada para ver se ele aparecesse. Eis  que: ”ainda longe” como diz o texto, “o pai  viu o filho e, comovido, lhe correu ao encontro e se lançou ao pescoço cobrindo-o de beijos”(15,20). Eis o supremo amor que se faz misericórdia. Nada lhe cobra. Basta com estar de volta à casa paterna. E preparou-lhe, cheio de alegria, uma grande festa.

Esse pai misericordioso representa o Pai celeste que ama os ingratos e maus. Acolheu com infinita misericórdia o filho que se havia perdido na vida. O único filho que é criticado é o filho bom. Serviu o pai em tudo, trabalhou, observou todos os mandamentos. Era bom, muito bom. Mas para Jesus não bastava ser bom. Tinha que ser misericordioso. E não o foi. Por isso é o único a receber uma reprimenda por não compreender o irmão que regressou.

Mas releva enfatizar um ponto que mostra a singularidade da mensagem do Nazareno. Ele quer ir além de simplesmente amar o próximo como nos amamos a nós mesmos. Quem é o próximo para Jesus? Não  é o meu amigo, nem aquele que está próximo, ao meu lado. Próximo para Jesus é todo aquele de quem eu me aproximo.Pouco importa sua origem ou sua condição moral. Basta ser um humano.

A parábola do bom samaritano é emblemática (Lc 10,30-37). Jaz à beira da estrada, ”semi-morto” um joão-ninguém, vítima de um assalto. Passa um sacerdote, talvez atrasado no seu serviço no templo; passa também um levita, apressado, na preparação do altar. Ambos o viram e “passaram ao largo”. Passa um samaritano, um hereje para os judeus; “teve cuidado dele e teve misericórdia para com ele”, curando-lhe as feridas e levando-o a uma hospedaria e ainda deixando tudo pago e mais que fosse preciso. “Quem dos três foi o próximo”? pergunta o Mestre. Foi o hereje que se aproximou da vítima dos assaltantes. O amor não discrimina, cada ser humano é digno de amor e de misericórdia. Seguramente o sacerdote e o levita eram gente boa, mas lhes faltava o principal: a misericórdia, o coração que se comove diante da dor do outro.

Resumindo,quando Jesus manda amar o próximo, significa amar esse desconhecido e discriminado; implica amar os invisíveis, os zeros sociais, aqueles que ninguém olha e passam ao largo, amar aqueles que no momento supremo da história, quando tudo será tirado a limpo, ele os chama de “os meus irmãozinhos menores”.”Quando amastes a um desses, foi a mim que o fizestes”(Mt 25,40).

A Covid-19 está mostrando,especialmente, nas periferias, junto aos criticados membros do Movimento dos Sem Terra e dos Sem Teto e de outros,que a mensagem do amor misericordioso, vivida pelo Filho do Homem não se apagou e está ainda viva e acesa.

Leonardo Boff é teólogo e escreveu Jesus Cristo Libertador,Vozes 1971, várias edições.

 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O MELHOR PARA RELIGIÃO E ESTADO É O LAICISMO CONSTITUCIONAL. RELIGIÃO-PARTIDO NÃO FAZ SENTIDO DESDE HÁ MUITO

por Juracy Andrade



Abordo aqui novamente o tema do Estado laico, que, no Brasil, é uma lei, ou melhor, preceito constitucional olimpicamente ignorado. 

Desde que o imperador romano Constantino decidiu, dentro do conceito antigo de religião do Estado, que o cristianismo seria a nova religião do Império Romano, a religião cristã perdeu sua velha prática baseada no “a Deus o que é de Deus, a César o que é de César”. Os bispos passaram à condição de nobres, o clero adquiriu privilégios descabidos, mosteiros enriqueceram esquecendo a pobreza evangélica. Inventaram que São Pedro tinha sido papa e usava anel (?!); até hoje se fala em “anel do pescador”. Coitado de São Pedro, arrastado quase a pulso para Roma por São Paulo. Se um papa havia, era Paulo.

Os papas passaram a ter um poder muito grande, inclusive material e territorial, que só terminou com a unificação da Itália, processo em que grande papel tiveram nossos Garibaldi e Anita. Resmungando muito, o papa ficou confinado ao Vaticano e achando que tinham cometido contra a Igreja um abominável pecado. Sempre confundindo a Igreja de Cristo com o papado. Já no século 20, o ditador fascista Benito Mussolini assinou com Pio 11 o Tratado de Latrão, pelo qual se criava o Stato della Città Del Vaticano, independente, e concedia-se extraterritorialidade a alguns edifícios romanos, como as basílicas maiores, a Universidade Gregoriana. (Quando estudei nessa universidade, comunistas perseguidos pela polícia, pois a Democrazia Cristiana não era assim tão democrática, nem tão cristã, se refugiavam ali correndo da Piazza della Pilota.)

Além disso, Mussolini concedeu uma indenização simbólica ao papa, que serviu para a criação de um Banco do Vaticano, curiosamente chamado de Istituto per le Opere di Religione (IOR). Francisco, um papa cristão, está procurando sanar as estripulias desse banco, que, sobretudo no reinado do monsenhor americano Marcinkus, envolveu-se com máfia e com assassinatos.

Atrelada ao poder político, a Igreja, através do papado, envolveu-se em iniciativas abomináveis, como as Cruzadas, a Inquisição. Já com o iluminismo e enciclopedismo, começou-se a propor uma separação entre Igreja e Estado, entre religião e política. Isso ocorreu em parte, antes, com a Reforma de Martinho Lutero, que pretendia apenas dar uma boa sacolejada em práticas delituosas do Vaticano, sobretudo a venda de indulgências e o excessivo peso do papado sobre os fiéis, maioria pobre. Mais adiante, Lutero aliou-se a príncipes alemães, uma contradição que conduziu às assim ditas guerras de religião.

Mas foi com a Revolução Francesa que o domínio político do papado caiu mesmo em desuso. Voltaire queria enforcar o último rei nas tripas do último padre. Não precisou. Aos poucos, a própria Igreja sentiu que seria muito mais autêntica com a separação.

No Brasil, a Constituição imperial ainda não havia se adaptado à Revolução Francesa. O catolicismo continuava sendo a religião oficial e o imperador tinha a palavra final sobre a nomeação de bispos. Só com a República, estabeleceu-se a separação constitucional da Igreja em relação ao Estado. Mas só teoricamente. Os bispos ainda resmungaram muito tempo e exigiram prioridades, até se darem conta de que a separação era muito melhor para ambos.


Quando as religiões cristãs dissidentes de Roma, sobretudo as neopentecostais, começaram a crescer em Pindorama, insufladas principalmente pela política estadunidense, que acha a Igreja Católica Romana demasiado esquerdista, é que voltou a confusão entre religião e política. Ironicamente, pois lá longe elas se ligam à Reforma Luterana. E o que vemos? As confissões protestantes (que hoje preferem ser denominadas evangélicas; será que o catolicismo não se funda no Evangelho?) têm seus partidos e fazem propaganda política com base na Bíblia. O que é absolutamente contraditório em relação a uma Constituição laica. O pior é que muitas das confissões ditas neopentecostais pregam uma Teologia da Prosperidade, que contradiz a Teologia da Libertação: recolhem muito dinheiro de fiéis, muitas vezes pobres, e se espalham por toda parte prometendo o paraíso na Terra. Infelizmente golpeando o laicismo constitucional.

 Quem quiser ter sua religião que tenha, mas sem colocá-la a serviço de partidos e fins político-partidários. Amém! Aleluia!

Juracy Andrade é jornalista com formação em filosofia e teologia.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A ALEGRIA DO EVANGELHO. NÃO HÁ QUARESMA SEM PÁSCOA, SEM PENTECOSTES


por  Juracy Andrade

 O título contém palavras do papa Francisco. Depois do meu último artigo neste O Porta-Voz, ele recebeu no Vaticano o chefe da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e tomou a iniciativa de reconhecer oficialmente o Estado Palestino. Fatos que estão intimamente ligados ao que escrevi um mês atrás. 

Falava eu então que o fundamentalismo sionista não representa o povo judeu nem a religião judaica. Ilan Pappe diz e prova que a criação do Estado de Israel obedeceu a tal fundamentalismo que incluía e continua incluindo a limpeza étnica dos antigos habitantes da chamada Terra Santa (de judeus, muçulmanos e cristãos). Essa limpeza começou, findo o mandato britânico, com a destruição de centenas de povoações palestinas e expulsão dos antigos moradores. Até hoje eles não podem voltar à terra de seus ancestrais e se espalham por campos de refugiados ou migraram para outros países, como o Brasil.

Voltando a Francisco, nunca é demais lembrar sua exortação apostólica de 2013, a Evangelii gaudium (Alegria do Evangelho), que constitui uma espécie de programa para o seu pastoreio (programa de governo, diriam os políticos). Zildo Rocha, que foi meu colega na Universidade Gregoriana de Roma e é uma pessoa de quem muito gosto, fez desse anúncio do Evangelho no mundo atual uma leitura com anotações em que me baseio para me comunicar com minhas leitoras e meus leitores.

Deixando de lado a pompa imperial e distante com a qual os papas mais recentes, João Paulo e Bento (e os medievais e renascentistas?), se dirigiam a seus colegas de episcopado, ao clero, pessoas consagradas e fiéis leigos, o bispo de Roma, como Francisco gosta de se apresentar, convida todos os católicos romanos e todos os fiéis cristãos a uma nova etapa eclesial de evangelização marcada pela alegria e indicadora de novos caminhos a serem percorridos pela Igreja. A nova etapa a que se refere tem a marca da alegria que dá título à exortação, alegria evangélica ancorada em textos de Isaías e outros profetas, enraizada no Antigo Tetamento.

As primeiras palavras do texto papal, observa Zildo Rocha, são uma ode à alegria do Evangelho, inspirada na salvação superabundante dos tempos messiânicos anunciada por Isaías (9,2; 12,6; 40,9; 49,13); no canto triunfal do rei que chega humilde montado num jumento suscitado por Zacarias 9,9: “Exulta de alegria, filha de Sião! Solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém!”; e pela consolação do profeta Sofonias (3,17) ao apresentar o próprio Deus como centro irradiante de festa e de alegria: “O Senhor Deus está no meio de ti, como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa”. No Novo Testamento, há outros insistentes convites à alegria nos Evangelhos de Lucas e João e nos Atos dos Apóstolos (Lucas 1,28,41 e 37; João 3,29; 15,11,16,22; 20,20; Atos 2,46; 8,8; 13,52; 8,39;16,34).

O sorriso e a alegria de Francisco lembram muito o sorriso de dois papas memoráveis, João 23 e João Paulo 1º. O primeiro, por um descuido dos cardeais eleitores, teve tempo de convocar o renovador Concílio dos anos 1960, que o atual papa está podendo implementar. O segundo, o breve papa que veio de Veneza, só teve um mês de vida e morreu misteriosamente. O que ocorre no Vaticano não pode ser investigado pela polícia italiana. Daí sabiamente Francisco não querer morar nos aposentos papais do assim dito Palácio Apostólico, preferindo misturar-se a gente confiável, comer no bandejão dos seus funcionários, mostrando assim mais facilmente sua alegria evangélica.



Juracy Andrade é jornalista com formação em filosofia e teologia