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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O CAPITALISMO SALVARÁ A HUMANIDADE?


 Frei Betto

 

       O ano novo começou com uma notícia estarrecedora. Em 2021, em pleno pique da pandemia, a fortuna das 500 pessoas mais ricas do mundo aumentou em mais de 1 trilhão de dólares. No câmbio daquela de segunda, 3/1, o montante equivalia a R$ 5,57 trilhões. Para se ter ideia de quanto isso significa basta saber que o PIB do Brasil, em 2020 - a soma de todos os bens e serviços de uma população de 212 milhões de pessoas -, foi de R$ 7,5 trilhões. 

       Se somarmos o patrimônio líquido desse seleto clube de 500 superbilionários, ele chega a 8,4 trilhões de dólares (R$ 49,9 trilhões), mais que o PIB de qualquer país do mundo, exceto EUA e China.

       Entre os 500, dez superbilionários ficaram quase R$ 2,15 trilhões mais ricos. São eles:

       1) Elon Musk (EUA), 50 anos. Fortuna de 270 bilhões de dólares. Em 2021 ficou US$ 114 bi mais rico. Investidor, é fundador da Space X, que fabrica naves espaciais e tecnologia de ponta; da The Boring Company, que atua na abertura de túneis e infraestrutura de construção; e da maior fábrica de carros elétricos do mundo. Nasceu na África do Sul, mas tem nacionalidade estadunidense. Quer privatizar o espaço...

       2) Jeff Bezos (EUA), 57. Fortuna de US$ 192 bi. Ganhou, em 2021, US$ 2,04 bi. Dono de mídias, investidor, engenheiro de computação e, como Musk, busca a privatização do espaço e promove turismo espacial. É dono da Amazon.

       3) Bernard Arnault (França) 72. Fortuna de US$ 178 bi, com ganho de US$ 63,6 bi em 2021. Investidor e colecionador de arte, controla a LVMH-Louis Vuitton SE, que produz artigos de luxo, inclusive refinadas bebidas como champanha e conhaque. 

       4) Bill Gates (EUA), 66. Fortuna de US$ 138 bi, acrescida de mais US$ 6,39 bi ano passado. É um dos donos da Microsoft.

       5) Larry Page (EUA), 48. Fortuna de US$ 128 bi, com ganho de US$ 46 em 2021.  Cientista da computação, é cofundador do Google.

       6) Mark Zuckerberg (EUA), 37. Magnata da mídia e empresário da Internet, fundou a Meta Platforms, que controla o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, entre outras subsidiárias.

       7) Sergey Mikhaylovich Brin (EUA), 48. Fortuna de US$ 124 bi. Ganho de US$ 43,7 bi em 2021. Cientista da computação, nasceu em Moscou e tem cidadania estaduninense. Junto com Larry Page, fundou o Google. Deixou o seu controle em 2019.

       8) Steve Ballmer (EUA), 65. Fortuna de US$ 124 bi, com acréscimo de US$ 39,3 bi em 2021. Foi presidente da Microsoft (2000-2014) e é dono do Los Angeles Clippers, time de basquete profissional.

       9) Warren Buffett (EUA), 91. Fortuna de US$ 109 bi, com ganho de US$ 21,3 bi ano passado. Investidor, preside a Berkshire Hathaway, holding diversificada cujas subsidiárias atuam em seguros, transporte ferroviário de carga, geração e distribuição de energia etc.

       10) Larry Ellison (EUA), 77. Fortuna de US$ 107 bi, ganho de US$ 27,5 bi em 2021. Empresário e investidor, presidiu a Oracle Corporation, segunda maior empresa de software do mundo em receita e capitalização de mercado.

       A maioria dos superbilionários controla a mídia, em especial a eletrônica. Faz a nossa cabeça. Esses dez homens detêm até mesmo poder de detectar cada um de nossos passos e elencar nossas preferências. Possuem mais poder que a maioria dos chefes de Estado. 

       Dos dez, apenas um não vive nos EUA: o francês Bernard Arnault. E, como se sabe, os EUA são, hoje, um império mais poderoso do que o romano dos césares, o persa de Ciro, o grego de Alexandre Magno. Possui poderes ideológico (em especial, via indústria do entretenimento, como o cinema), econômico (o dólar e o euro são as únicas moedas internacionais, excetuando as virtuais) e bélico (possui 3.750 ogivas nucleares). Vale ressaltar que esses nove estadunidenses têm um incomensurável poder eleitoral, já que nos EUA é permitido o financiamento privado de campanhas políticas. 

       E por que essas dez pessoas possuem fortunas tão espantosas? Porque vivemos no sistema capitalista, que instaurou a naturalização da desigualdade social, a convicção de que a natureza existe para ser extorquida, a crença de que todos são livres para ascender da pobreza à riqueza (meritocracia), o poder de ditar leis e monitorar governantes e, como explica Max Weber, o espírito de que possuir fortunas é sinal de bênção de Deus...

       Enquanto isso, dos 7,9 bilhões de pessoas que habitam este planeta devastado pelo capital, 857 milhões padecem fome (das quais 24 mil morrem por dia); 780 milhões sobrevivem na miséria (renda de apenas R$ 320 por mês); 785 milhões não têm acesso à água potável; e mais de 3 bilhões vivem na pobreza (renda mensal de, no máximo, R$ 938). 

       Nossa era pode ser definida como a do capitaloceno. Hoje, o poder do capital fala mais alto que o direito à vida dos seres humanos e da natureza. A apropriação privada da riqueza é vista como mérito e direito, protegidos por leis e forças policiais. 

       Os mais ricos são invejados, cortejados, bajulados e admirados, enquanto os mais pobres são menosprezados, rejeitados e excluídos. 

       Detalhe: 84% da população mundial (6,63 bilhões de pessoas), acreditam em Deus... Não é em vão que nas cédulas de dólar está impresso “In God we trust” (Em Deus confiamos). Na verdade, deveriam corrigir e acrescentar a letra ele: “In Gold we trust” (Em Ouro confiamos). 

       Também tenho fé, de que no capitalismo nem a humanidade nem a natureza têm salvação. E esperança de que, um dia, a humanidade haverá de encarar esse sistema como desumanamente abominável.

 

Frei Betto é escritor, autor de “Reinventar a vida” (Vozes), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

 

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terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Sinodalidade para as Igrejas e para o mundo

 

Marcelo Barros


O papa Francisco convoca a Igreja Católica para que, no mundo inteiro, a partir das bases, todas as comunidades católicas, assim como padres, religiosos/as e bispos, aprofundem um processo de diálogo em preparação à XVI sessão do Sínodo dos Bispos. Concretamente, o papa propôs um caminho em três etapas. Até abril de 2022, deve ser a fase diocesana, constituída por ampla consulta às bases. A segunda fase, de abril a setembro deste ano, será a etapa nacional. A fase continental irá até abril de 2023. Finalmente, esse caminho comum confluirá para o encontro mundial dos bispos, em outubro de 2023 em Roma. A proposta do papa é que o Sínodo se torne um modo novo de viver a fé. Em grego, o termo syn odos significa caminho em comum. O papa Francisco afirmou: “O caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milénio é a sinodalidade”. (Alocução,17 de outubro de 2015)[1]”.

Desde que, a partir da Idade Média, o bispo de Roma se tornou chefe de toda a Igreja ocidental, é quase a primeira vez que um papa enfrenta oposição dentro do próprio clero e hierarquia. Alguns cardeais, bispos e muitos padres não aceitam o papa e o criticam abertamente. O problema é que, mesmo no meio dos padres e bispos que o aceitam, muitos ouvem sua palavra, mas não a traduzem em novo modo de ser Igreja.

Ao falar em sinodalidade, o papa sabe que a maioria das pessoas que coordenam as comunidades, assim como bispos, padres, religiosos/as e agentes de pastoral são preparados para obedecer e mandar e não para o  diálogo e o caminhar juntos. O Vaticano é a única monarquia absoluta que ainda persiste no Ocidente. Sua política continua arbitrária e sem transparência. Em nome do papa, o Vaticano nomeia bispos; os bispos nomeiam os padres e os padres quase só precisam prestar contas ao bispo. Não adianta o papa Francisco denunciar o clericalismo, se este é o próprio sistema atual e se sustenta pela divisão que, a partir do século IV dividiu a Igreja entre clérigos ordenados e leigos não ordenados. Enquanto este sistema não for estruturalmente modificado, falar em sinodalidade parece brincadeira para disfarçar a sobrevivência do autoritarismo eclesiástico.  

A proposta da sinodalidade que o papa faz à Igreja corresponde à democracia participativa e direta que os movimentos populares fazem à sociedade civil e aos Estados. No mundo, os sistemas políticos também estão em crises. Os partidos parecem desacreditados e os governos precisam mostrar que não são apenas gerentes credenciados pelo Capitalismo financeiro para administrar os países a serviço dos lucros da elite.

Desde algumas décadas, na América Latina e na África, os povos originários propõem para toda a humanidade o paradigma do Bem-viver, centrado na primazia da vida, no respeito aos bens comuns da humanidade e na comunhão entre as pessoas, entre os povos e com toda a natureza. Se as comunidades católicas e seus ministros levarem a sério a proposta da sinodalidade, se as Igrejas cristãs se converterem ao caminhar juntos como modo de viver o discipulado de Jesus, finalmente, poderá se tornar verdade a afirmação de um pastor da Igreja do século IV quando afirmou: “A Igreja cristã deve se organizar, como um ensaio do mundo do jeito, que Deus quer que o mundo seja”.

     

 Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, autor de 57 livros dos quais o mais recente é "Teologias da Libertação para os nossos dias", Ed. Vozes, 2019Email: irmarcelobarros@uol.com.br  

 



[1] - Cf. Francisco, Conmemoración del 50 aniversario de la institución del Sínodo de los Obispos (17 de octubre de 2015), n https://www.vatican.va/content/francesco/es/speeches/2015/october/documents/papa-francesco_20151017_50-anniversario-sinodo.html

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

A EPIFANIA: MANIFESTAÇÃO DO DESEJADO

                Maria Clara Lucchetti Bingemer 


Guiados por uma estrela no céu do Oriente, Belchior, Gaspar e Baltazar — os três reis magos — visitam o recém-nascido Jesus Cristo e sua mãe, Maria, em Belém, trazendo como presentes ouro, incenso e mirra. O acontecimento, narrado na Bíblia no evangelho de Mateus, é celebrado no dia 6 de janeiro, ainda hoje conhecido como o Dia de Reis, ou festa da Epifania, termo em grego que significa “manifestação”, que seria a revelação de Jesus Cristo - o Messias desejado e esperado - ao mundo. 

Na Antiguidade, o Natal e a Festa da Epifania eram uma coisa só. No século IV, com Constantino, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, e as comemorações do nascimento de Cristo se uniram às festas pagãs que reverenciavam o solstício de inverno.

No solstício de inverno, a Terra mergulha nas trevas e tem seu dia mais curto. É nesse dia que o planeta começa a reemergir em direção ao Sol. Esse culto que os romanos celebravam, portanto, como a festa do Sol Invicto, será incorporado pelo Cristianismo que identifica Cristo como esse Sol que brilha e nunca se apaga. O que seria o Natal foi assim conectado à festa pagã, ressignificada por aquela que era agora a religião oficial do Império.

A Festa da Epifania, nesse contexto, ficou conectada à figura dos três reis magos que seguem uma estrela vinda do Oriente, de onde se acreditava que viria a salvação. Eles trazem presentes para o Menino e são cada um de uma latitude diferente, de uma raça diferente… A epifania, portanto, representa a manifestação de Cristo a todas as nações.

A Epifania do Senhor é uma festa religiosa do Catolicismo, comemorada dois domingos após o Natal. Além da visita dos magos, há nas narrativas evangélicas outros dois eventos com características epifânicas: a Epifania por ocasião do batismo que João Batista realiza em Jesus no rio Jordão; e a ocasião em que Jesus se torna conhecido como Messias/Cristo, por ocasião do milagre das festas de bodas de Caná. Com isso, o Novo Testamento quer significar que a vida cristã, no seguimento de Jesus, está a todo momento divinamente “ameaçada” pelo extraordinário dentro da trama ordinária da vida cotidiana.

        Neste sentido, a vida de fé é um entrelaçamento da epifania com a diafania.  Por um lado, existem marcos inesquecíveis em nossa vida de todos os dias que nos fazem dar saltos qualitativos em termos de conhecimento interior e abertura ao mistério. Por outro, na medida em que caminhamos e amadurecemos, vamos percebendo que toda a realidade está permeada por essa luz que sentimos poderosamente em alguns determinados instantes.  Essa transparência, luminosidade fundamental e global, é o que se denomina diafania.

            O desafio maior é saber captar a presença de Deus em toda parte. Para isso, é necessária uma educação do olhar, de forma a vislumbrar a diafania de Deus, sua “universal transparência” na criação e na história. O ser humano, como diz Teilhard de Chardin, já está sempre inserido no Meio Divino. O que é necessário é dar-se conta disso, abrir os olhos para perceber essa sua imersão permanente no Mistério.

No entanto, o que se manifesta epifanicamente é o que já está inscrito como desejo no fundo de nós mesmos.  Ao acontecer a epifania, podemos reconhecê-la.  Assim quando passa o momento de maior fulgor e intensidade, podemos reconhecer na espessura e aparente banalidade do cotidiano a dimensão diáfana da revelação constante daquilo que é o mais profundo de nós mesmos: vida plena, amor, solidariedade, laços comunitários profundos, afeto e coragem para lutar por um mundo melhor para todos e um futuro bom para o planeta. 

Tomara que neste ano de 2022 que ora iniciamos, os Magos nos tragam este presente: saber estar abertos humildemente para as Epifanias que possam acontecer em nossas vidas.  Mas ao mesmo tempo exercitar-nos e buscar a diafania que se encontra permanentemente oferecida a nossos sentidos pelo simples fato de estarmos vivos.

Maria Clara Bingemer é professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio e autora de Teologia Latino-Americana: raízes e ramos, entre outros livros.

 

Copyright 2022 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato: agape@puc-rio.br>

 

sábado, 8 de janeiro de 2022

Martin Luther King e Silas Malafaia: Oi????

 



Prof. Martinho Condini

As religiões, ocidentais ou orientais tem em suas composições várias alas, grupos ou tendências, e as pessoas que as frequentam pertencem a diferenciadas classes sociais.

Seguindo essa lógica, afirmo que no Brasil o movimento evangélico é plural. E por causa desse pluralismo, temos a ala defensora do extremismo evangélico. Seus membros denominam-se terrivelmente evangélicos e são fanáticos apoiadores desse desgoverno genocida. Mas temos também outros grupos no movimento evangélico, progressistas conscientes em relação ao atual contexto político e social em que estamos inseridos e uma criticidade sobre a atualidade.

Entretanto, o extremismo evangélico é uma ameaça à nossa democracia, aos direitos humanos e as diversidades culturais, bem como um perigo para às mulheres, negros, indígenas e às comunidades LGBTQA+. Além do que apoiam a utilização de armas pela população, talvez tenham essa atitude em nome de Jesus ou com a permissão divina, quem sabe?

Este extremismo evangélico não está aí por acaso, ele tem poder político, econômico, midiático e um projeto de governo para o Brasil. Talvez não estejam sozinhos nessa empreitada, e podem estar muito bem acompanhados de outros grupos políticos e religiosos da nossa sociedade.

Essas informações me levam a concluir que o conservadorismo no Brasil nasceu com o extremismo evangélico dos terrivelmente evangélicos, pois até então em nosso país prevaleciam as ideias e práticas progressistas. Esta seria uma conclusão muito inocente e burra de minha parte, imaginar que as desgraças brasileiras começaram a partir do aparecimento dos evangélicos em nossa história.

É sempre muito importante lembrar que “o berço da nossa história foi a escravidão”, como sabiamente afirmou o sociólogo Jessé Sousa em sua obra ‘A elite do atraso’. Acrescento à afirmação de Jessé, que a nossa história e a formação da nossa sociedade foi forjada e estruturada na escravidão racista e genocida comandada pela elite branca colonialista judaico-cristã burguesa capitalista. É esse arcabouço que faz com que a supremacia branca comande a política e a economia do Brasil há séculos, e também imponha os seus valores culturais a nossa sociedade.

Na construção do nosso conservadorismo histórico, do racismo estrutural e da democracia política e social capitalista “mequetrefe” temos muitos responsáveis, inclusive o movimento extremista evangélico, que podemos considerar, hoje, um dos principais protagonistas desse projeto de poder e de sustentação ao desgoverno genocida e corrupto composto pela escória da nossa política.    

Porém, se o movimento evangélico que há 30 ou 40 anos no Brasil não significava absolutamente quase nada e sua representatividade na sociedade era praticamente nula, é impossível que ele seja o responsável sozinho, pelo conservadorismo, negacionismo, racismo estrutural e pela ignorância e estupidez que a tempo não se via tão aflorada em nossa sociedade. Mas é claro que ele faz parte e está integramente dentre desse vil processo.   

Assim sendo, o tradicional conservadorismo brasileiro nutre-se do atual extremismo evangélico, e o atual extremismo evangélico bebe na fonte do tradicional conservadorismo brasileiro. Ambos são perigosíssimos, porque se alimentam das violências históricas que assolaram e assolam o Brasil até hoje.  

Por isso, é importante que a militância progressista dialogue com os terrivelmente evangélicos e evangélicas ou não, que em sua maioria são pobres, negros, periféricos, favelados e trabalhadores, ou seja, as principais vítimas desse projeto nefasto para o nosso país, que o movimento extremista evangélico defende com unhas e dentes. Essas pessoas precisam compreender o jogo que está sendo jogado desde o golpe de 2016, que está levando o Brasil a ruína.

A elite conservadora brasileira (que está no poder há mais cinco séculos) em parceria com os “Bispos Midiáticos terrivelmente evangélicos” tem um projeto de destruição e barbárie em relação a educação, a ciência, a cultura, ao meio ambiente, a economia e a soberania nacional, como estamos vendo nos últimos anos.

Se quisermos reconstruir um Brasil com uma democracia verdadeiramente participativa, representativa e socialmente justa, teremos que separar todo o joio do trigo.

Enfim, Martin Luther King e Silas Malafaia podem até navegar no mesmo oceano, mas suas embarcações remarão sempre em direções totalmente opostas.

O Prof. Martinho Condini é historiador, mestre em Ciências da Religião e doutor em Educação. Pesquisador da vida e obra de Dom Helder Camara e Paulo Freire. Publicou pela Paulus Editora os livros 'Dom Helder Camara um modelo de esperança', 'Helder Camara, um nordestino cidadão do mundo', 'Fundamentos para uma Educação Libertadora: Dom Helder Camara e Paulo Freire' e o DVD ' Educar como Prática da Liberdade: Dom Helder Camara e Paulo Freire. Pela Pablo Editorial publicou o livro 'Monsenhor Helder Camara um ejemplo de esperanza'. Contato profcondini@gmail.com