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segunda-feira, 27 de junho de 2022

BARBÁRIE E TESTEMUNHO NA FLORESTA

                 Maria Clara Bingemer


 

            Muito já se escreveu, em todas as mídias, sobre o desaparecimento e assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e de Dominic (Dom) Philips, jornalista britânico radicado no Brasil em viagem pela Amazônia. Ambos tinham em comum a paixão pela floresta e a dedicação aos povos indígenas. A última vez em que foram vistos foi no último dia 5 de junho.  A viagem que deveria durar duas horas, da comunidade de São Rafael a Atalaia do Norte, foi brutalmente interrompida e jamais aportou onde devia. 

Dom e Bruno viviam impulsionados pela dedicação à causa que os apaixonava: a floresta e os indígenas.  Bruno oferecia sua experiência de indigenista, de profundo conhecedor das etnias e línguas daqueles povos. Dava suporte à União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) em diversos projetos. Era experiente e profundo conhecedor da região, tendo sido Coordenador Regional da Funai de Atalaia do Norte por vários anos.  Dom punha à disposição do país que amava e escolhera para viver sua experiência de jornalista colaborador do jornal “The Guardian”. Nos últimos 15 anos, trabalhou em diversos periódicos importantes, sempre com temas ligados ao Brasil. No momento, reunia material  para um livro que pretendia escrever sobre meio ambiente.  Para isso fazia a viagem, apoiado na experiência de Bruno. 

Lamentavelmente o Brasil não devolveu a eles tudo o que deram de si, de suas vidas e energias. Quando as famílias dos dois já não conseguiam contato, a mídia e a opinião pública denunciavam  o desaparecimento de ambos, as autoridades brasileiras demoravam a mobilizar-se e davam declarações infelizes ao classificar de “aventura não recomendável” o que era elemento constitutivo de uma paixão: conhecer mais a região, os problemas que sofria, os desafios que apresentava para poder denunciar, noticiar, ajudar. A floresta ameaçada mobilizava Dom e Bruno, mas as autoridades do país que amavam moviam-se lentamente e retardavam as buscas. 

Dez dias após a última viagem de Dom e Bruno, confirmou-se a notícia dos bárbaros assassinatos.  Dois suspeitos foram presos e um deles levou a Polícia Federal até o local onde a embarcação do indigenista e do repórter foi submersa.  Restos humanos foram encontrados e encaminhados à perícia.

Os suspeitos confessaram o crime. O país baixa a cabeça, envergonhado e triste, diante da barbárie perpetrada em seu território.  A floresta amazônica, grande tesouro do Brasil, converteu-se em terra de ninguém.  Terra sem lei, sem proteção, onde campeia o crime, a violência, a ganância, e os povos indígenas vivem constantemente ameaçados, assim como aqueles que os defendem. 

Dom e Bruno entregaram suas vidas por aquilo em que acreditavam e amavam intensamente: a floresta e os indígenas.  Seus assassinos querem destruir a floresta e subjugar os indígenas a seus interesses de lucro e ambição. São predadores da natureza e da vida, responsáveis pela tragédia climática que ameaça o mundo inteiro e pela catástrofe ética e política que envolve sombriamente o Brasil, onde 33 milhões passam fome e mais de 600 mil pessoas morreram vítimas da Covid 19, muitas pelo atraso na chegada das vacinas. 

Apesar da tristeza pela perda de Dom e Bruno, pode ser consolador o fato de terem representado uma réstea de luz em um país que nos últimos tempos só respira dor e morte.  Como eles, existem  pessoas que não se conformam com a iniquidade e lutam com todas as forças para transformar a realidade.  São combatentes e lutadores impregnados da utopia que dá força a um projeto vital: salvar a vida que pulsa na floresta e também a de seus habitantes.  Pertencem à linhagem dos muitos que os precederam na mesma luta sem quartel: Dorothy Stang, Chico Mendes e tantos outros que com eles compartilharam trajetória e destino. Hoje, são luminosa inspiração para os que prosseguem nessa mesma caminhada.  

Assim serão recordados Dom e Bruno de agora em diante: como testemunhas. No início do Cristianismo, a palavra mártir equivalia a testemunha.  O jornalista britânico e o indigenista brasileiro são testemunhas eloquentes da causa da ecologia e do meio ambiente.  A trajetória radical de suas vidas os transformou em mártires da causa ecológica e deve inspirar todos que clamam por uma conversão à causa do planeta, conversão à vida e ao futuro da Terra e da humanidade. 

Vítimas da barbárie, da incúria, da violência e da corrupção que imperam no Brasil, são testemunhas veneráveis da luta difícil e necessária pela Amazônia e pelos povos indígenas. Que o testemunho de ambos possa brilhar sempre mais, para que a justiça aconteça e a esperança vença a opressão que pretende esmagar a beleza e a vulnerabilidade da vida. 

 

 

-Maria Clara Bingemer é professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio e autora de “Mística e testemunho em Koinonia – a inspiração que vem do martírio de duas comunidade do século XX” (Paulus Editora), entre outras obras. 

 

Copyright 2022 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato: agape@puc-rio.br>

 

 

Maria Helena Guimarães Pereira
MHP Agente Literária - Assessoria
mhgpal@gmail.com

 

sábado, 11 de junho de 2022

Civilização x Barbárie

 Prof. Martinho Condini


 

Caras amigas e amigos estamos há quatro meses das eleições mais importante da história da nossa república, porque, não vamos escolher apenas o próximo presidente da república, mas se queremos garantir a manutenção da democracia reconquistada com tanta luta há trinta e oito anos, bem como o Estado de Direito ou a continuidade de desgoverno necropolítico e abjeto.

Sem dúvida avançamos positivamente a partir da promulgação da constituição de 1988 até hoje, em aspectos sociais e no âmbito das políticas públicas e conquistas de direitos. Esse avanço ocorreu em alguns governos a partir da redemocratização, entre os anos de 1994 a 2016. Mas também é verdade que há muita coisa a fazer e atualmente refazer em nosso país.

Nos últimos seis anos entramos numa espiral de retrocesso e ignorância, de causar inveja ao período medieval, onde uma  gentalha desqualificada  muito se orgulha do pensamento e das práticas desse ogro, nojento e indigesto presidente.

Ele simboliza e representa o que há de pior no ser humano. É inconcebível alguém ainda apoiar e defender esse desgoverno, sem compromisso algum com a população brasileira. Este desgoverno nos envergonha pelo auto grau de incapacidade e canalhice. E ainda conta com a “Trupe dos horrores”, composta pelos pastores neopentecostais inescrupulosos, da bancada da bíblia, com os milicianos da pior espécie (se é que há de boa espécie), da bancada da bala e os representantes do agronegócio do mal (se é que há o do bem), da bancada do boi.

E para completar, esse desgoverno tem o apoio dos “vagabundos mor” da nação brasileira, os militares das forças armadas, que diante de todos os absurdos falados e cometidos por esse “capetão da reserva”, que ainda está presidente, se calam em troca de vultuosos soldos para lá de generosos.

E agora, em pleno 2022 estamos diante desse desgoverno neofascista,  que a quatro anos aterroriza o cotidiano brasileiro. Em sete de setembro de 2021 o inominável presidente tentou dar um golpe com o apoio do seu gado acéfalo, o resultado foi um fiasco como todos nós sabemos. Mas de lá para cá as asneiras continuaram a ser cometidas por esse desgoverno.

Diante desse caótico quadro que nos aflige, penso que é chegada a hora de todas as pessoas, sensatas, lúcidas, civilizadas e que gostam do seu país, se unirem em prol da decência, do respeito, da dignidade, da democracia e do esperançar de que podemos novamente retomar a soberania do nosso país, por meio de um projeto de governo que priorize o emprego, a saúde, a educação, a ciência, a cultura e a vida.

Para isso é necessário que elejamos Lula Presidente no primeiro turno, porque a luta é da civilização contra a barbárie.       

Enfim, para que isso ocorra sigamos as palavras do educador Paulo Freire:  É preciso unir os divergentes, para melhor enfrentar os antagônicos. ”

Boa sorte e até breve, amigas e amigos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

“Eu só sou eu através de você”:Ubuntu: uma saída da barbárie

 Leonardo Boff


A pandemia mostrou uma abissal desigualdade mundial e uma falta cruel de solidariedade para com aqueles que não podem fazer o distanciamento social e deixar de trabalhar senão não têm o que comer.Para sermos concretos: não abandonamos ainda o mundo da barbárie e se já a havíamos deixado, retornamos a ele. O nosso mundo não pode ser chamado de civilizado porque um ser humano não reconhece e acolhe outro ser humano,independente do dinheiro que carrega no bolso ou tem depositado no banco ou de sua visão de mundo e de sua inscrição religiosa. A civilização surge quando os seres humanos se entendem iguais e decidem conviver pacificamente. Se isso é assim, estamos ainda na antessala da civilização e navegamos em plena barbárie. Esse cenário é dominante no mundo de hoje, agravado ainda mais pela intrusão do Covid-19.Ele ganhou sua mais perversa expressão pela cultura do capital,competitiva,pouco solidária, individualista, materialista e sem nenhuma compaixão para com a natureza.

Neste contexto vexaminoso duas alternativas nos podem salvar: a solidariedade e o internacionalismo.

solidariedade pertence à essência do humano, pois se não tivesse havido um mínimo de solidariedade e de compaixão, ninguém de nós estaria aqui falando destas coisas. Foi necessário que nossas mães nos tivessem solidariamente acolhido, nos abraçado, alimentado e amado para podermos existir. Sabemos pela bioantropologia que foi a solidariedade de nossas ancestrais antropoides que se tornaram humanos e, com isso, civilizados, quando começaram a trazer a comida ao grupo, repartirem-na solidariamente entre si e exercerem a comensalidade. Esta ação continua ainda hoje, quando muitos grupos, especialmente os Sem Terra, se mostraram solidários distribuindo dezenas de toneladas de agro alimentos e muitas centenas de marmitas para saciar a fome de milhares nas ruas e periferias de nossas cidades.

internacionalismo acompanha a solidariedade.Ele parece óbvio: se o problema é internacional,deveria haver também uma solução internacionalmente consertada. Mas quem cuida do internacional? Cada país cuida de sei mesmo como se não houvesse nada para além de suas fronteiras. Ocorre que atualmente inauguramos a fase nova da história da Terra e da Humanidade: a fase planetária, a da única Casa Comum. Os vírus não respeitam as fronteiras nacionais. O Covid-19 atacou a Terra inteira e ameaça a  todos os países sem exceção. As soberanias mostraram-se obsoletas. Que seria dos velhinhos da Itália, gravemente infectados pelo Covid-19, se não fosse a solidariedade de Angela Merkel da Alemanha que salvou a grande maioria deles? Mas isso foi uma exceção para mostrar que é pela superação do nacionalismo envelhecido em nome do internacionalismo solidário que poderá ser encontrado um caminho de saída para a nossa barbárie.

É nesta perspectiva que consideramos inspiradora uma categoria fundamental, vinda da África. Muito mais pobre que nós,  ela é  mais rica em solidariedade. Esta vem expressa pela palavra Ubuntu, que significa: eu só sou eu através de você. O outro, portanto, é essencial para que eu exista enquanto humano e civilizado. Inspirado pelo Ubuntu, o recém-falecido arcebispo anglicano Desmond Tutu encontrou, para a África do Sul, uma chave para a reconciliação entre brancos e negros, na Comissão da Verdade e da Reconciliação.

Como ilustração como o Ubuntu está enraizado na culturas africanas, consideremos este pequeno testemunho: um viajante europeu e branco  se extasiou com o fato de que, sendo mais pobres que a maioria, os africanos eram menos desiguais. Quis saber o porquê. Idealizou um teste. Viu um grupo de jovens jogando futebol num campo cercado de árvores. Comprou um bela cesta de diversos e coloridos frutos e a colocou no alto de um pequeno morro. Chamou os jovens e lhes disse: “Lá no alto há uma cesta cheia de saborosos frutos. Vamos fazer uma aposta: vocês se coloquem todos em fila e quando der o sinal, comecem  correr. Quem chegar primeiro lá no alto, ganhou a cesta de frutos e poderá comer sozinho quanto quiser”.

Deu o sinal de partida. Coisa curiosa: todos se deram as mãos e juntos correram para o alto, onde estava a cesta. Começaram a saborear solidariamente os frutos.

O europeu, estupefacto, perguntou: por que fizeram isso? Não era o primeiro a chegar e poder comer sozinho os frutos? Todos gritaram unanimemente: Ubuntu! Ubuntu! E um jovem, um pouco mais idoso, lhe explicou:“Como um de nós poderia ficar feliz sozinho se todos os demais ficariam tristes?” E acrescentou:

“Meu senhor, a palavra Ubuntu significa isso para nós“Eu só posso ser eu por meio do outro”. “Sem o outro eu não sou nada e ficaria sempre sozinho. Sou quem sou porque sou através dos outros. Por isso que repartimos tudo entre nós, colaboramos uns com os outros e assim ninguém fica de fora e triste. Assim fizemos com a sua proposta. Comemos todos juntos. Todos ganhamos a corrida e juntos desfrutamos dos bons frutos que nos trouxe. Entendeu agora?

Este pequeno relato é o contrário da cultura capitalista. Esta imagina que alguém é tanto mais feliz quanto mais pode acumular individualmente e usufruir sozinho. Por causa desta atitude reina a barbárie, há tanto egoísmo, falta de generosidade e ausência de colaboração entre as pessoas. A alegria (falsa) é de poucos ao lado da tristeza (verdadeira) de muitos.Para viver bem, em nossa cultura, muitos têm que viver mal.

Entretanto, por todas as partes na humanidade, estão fermentando grupos e movimentos que ensaiam viver essa nova civilização da solidariedade entre os humanos e também para com a natureza. Cremos que começou a construção da Arca de Noé. Ela nos poderá salvar se o Universo e o Criador nos concederem o tempo necessário.Fora da solidariedade e o do sentido internacionalista pereceremos em nossa barbárie.

Leonardo Boff é eco-teólogo e escreveu Covid-19, a Mãe Terra contra-ataca a humanidade, Vozes 2020; Habitar a Terra: qual o caminho para fraternidade universal? Vozes 2121.

 

terça-feira, 18 de maio de 2021

A UNIDADE DOS CRISTÃOS E A LUTA CONTRA A BARBÁRIE

 

Marcelo Barros


 

Nesta semana, em muitos lugares do hemisfério sul, cristãos das mais diferentes Igrejas se unem na Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos. Há mais de cem anos, esta iniciativa surgiu, tanto no ambiente católico, como em meios evangélicos. Ninguém deseja a uniformidade. A meta é a unidade na diversidade e a serviço da humanidade. Nesse ano, o tema da Semana da Unidade se inspira em uma palavra, que conforme o evangelho, depois da ceia, Jesus teria dito aos discípulos e discípulas:  “Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos” (Jo 15, 5- 9). É o amor do próprio Jesus em nós que se tornará elemento fundamental na missão de manifestar a realização do projeto divino para o mundo.

Nos anos mais recentes, em todos os continentes, a concentração da riqueza aumentou enormemente. As desigualdades sociais triplicaram. Mesmo durante a pandemia, enquanto mais de um bilhão de seres humanos afunda na insegurança alimentar e na pobreza extrema, o lucro da elite dos mais ricos aumenta escandalosamente.

Para manter esta realidade, governos e empresas aumentam gastos militares. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) publicou que, em 2020, apesar da pandemia e da consequente contração da economia, o gasto dos países com armamentos alcançou US$ 1,8 trilhão, ou seja, 3,9% a mais que em 2019. Na América do Sul, o Brasil responde por mais da metade das despesas militares de todos os países juntos. Para 2021, o projeto do governo é gastar 10, 7 bilhões de reais em armas, manutenção e salários dos militares. Isso apesar de que o nosso país  não vive nenhuma guerra declarada, a não ser os massacres que, dia a dia, policiais e militares efetuam contra a população mais pobre.

Em abril de 2020, António Guterrez, secretário-geral da ONU pediu a todos os países que cessassem quaisquer atos de guerra. Toda a humanidade deveria se dedicar à guerra contra a pandemia. Apesar deste pedido, as guerras nacionais e internacionais continuaram. Para não morrerem, milhões de pessoas são obrigadas a fugir de seus territórios. 

É triste constatar que os países que mais desenvolvem a cultura armamentista e agressiva em relação aos outros são aqueles nos quais a cultura dominante é ligada a alguma religião. É mais triste ainda saber que, durante a história, o Cristianismo foi a religião que mais pregou e defendeu guerras. Apesar dos ensinamentos sociais das Igrejas que vêm do final do século XIX, o Cristianismo ainda legitima estruturas de exclusão, de racismo e de desumanidade. Milhões de brasileiros/as sofrem de desemprego e insegurança alimentar. Esta crise foi provocada não só pela pandemia. Vem de antes e tem como causa a reforma trabalhista que retirou direitos dos/as trabalhadores/as. Um dos setores que mais apoiaram essa iniquidade foi a chamada Bancada da Bíblia, formada por pastores que se dizem cristãos. Não poucos padres, bispos e grupos católicos apoiam o governo em sua opção de descuido da saúde e abandono do povo. No Rio de Janeiro o governador responsável pelo recente massacre do Jacarezinho se considera católico fervoroso e carismático. 

Diante disso, partidos e grupos políticos a favor da humanidade procuram se unir e fazer uma frente ampla para vencer o ódio e a desumanidade. Também os grupos cristãos e todas as pessoas que buscam a Deus Amor precisam se organizar em um só ecumenismo contra a barbárie. Hans Kung, o grande teólogo suíço que, partiu no mês passado, afirmou: “O mundo não terá paz se as religiões não aprenderem a dialogar entre elas e as religiões não dialogarão se as Igrejas cristãs não se unirem”.

A verdadeira unidade terá de ser construída a partir de baixo e das periferias do mundo e das Igrejas. Precisamos construí-la no na nossa vida cotidiana e no nosso trabalho. No entanto sabemos que ela é dom divino e precisamos pedi-la e nos dispor para recebê-la do Pai. Na véspera de sua paixão, Jesus orou ao Pai pela unidade de todos/as os que um dia viessem a crer nele: “para que sejam Um, assim como Eu e Tu somos um. Que eles (elas) sejam unidos, para que o mundo possa crer que Tu me enviaste” (João 17, 19- 21).

 

 

 

 Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, autor de 57 livros dos quais o mais recente é "Teologias da Libertação para os nossos dias", Ed. Vozes, 2019. Email: irmarcelobarros@uol.com.br