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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

ALGUNS APONTAMENTOS HISTÓRICOS ACERCA DA SAGA DE NATAL




  
Por Eduardo Hoornaert.


Aqui vão alguns apontamentos de caráter historiográfico acerca da base histórica (ou não histórica) de três narrativas evangélicas que compõem a ‘saga de Natal’ que celebramos nos dias de hoje: (1) o nascimento de Jesus; (2) o local de seu nascimento; (3) o massacre dos inocentes, promovido pelo Rei Herodes o Grande.

Antes de começar, lembro que tudo que se possa dizer sobre a vida histórica de Jesus tem inevitavelmente a marca da incerteza, já que nossos informantes, os evangelistas, não eram historiadores no sentido que hoje damos ao termo, mas antes narradores teológicos, ou seja, narradores imbuídos de insistentes apelos teológicos. Não sabemos ao certo onde Jesus nasceu, nem se teve irmãos (provavelmente sim), nem como se pode definir, segundo atuais critérios médicos, o que eram ao certo as muitas curas e as repetidas expulsões de demônios que ele praticou, etc. No claro-escuro entre probabilidades e incertezas há, decerto, como desenhar um perfil mais ou menos delineado de Jesus histórico. Mas é um perfil, não um ‘retrato’.



1. Acerca do nascimento de Jesus parecem ter circulado, nos primeiros tempos, duas narrativas paralelas. De um lado ele é mencionado como ‘filho de José’ (Lc 4, 22; Jo 1, 45 e 6, 42), de outro lado como nascido de uma virgem ‘por obra e graça do Sopro Santo’. Essa última tradição aparece com muito realce no primeiro capítulo do Evangelho de Mateus e no terceiro capítulo do Evangelho de Lucas, ambos redigidos por volta do ano 80, aproximadamente 50 anos após a morte de Jesus. Essas narrativas representam uma evolução já avançada de uma tradição consolidada por uma transmissão oral que é, como se sabe, muito sensível aos sabores do tempo.  Há quem relaciona o paralelismo das narrativas (pai humano, pai divino) de Mateus e Lucas a uma tradição judaica, segundo a qual pessoas importantes teriam ao mesmo um pai humano e um pai divino (Lincoln, A. T., Born of a Virgin?. London, 2013).



2. Acerca do local do nascimento de Jesus existem igualmente duas tradições. Há textos que fazem crer que Jesus tenha nascido em Nazaré. No trato comum, os contemporâneos falam em ‘Jesus de Nazaré’, o que pressupõe que ele teria nascido naquela aldeia (Jo, 1, 46 e 7, 41; Mt 2, 23). Mas existe uma insistente tradição, que se expressa em pelo menos sete textos (Mt 1, 1; Lc 1, 32; At 2, 29-32; Rm 1, 3; 2Tm 2, 8; Ap 22, 16 e Hb 7, 14), que situam o local de nascimento de Jesus em Belém. Uma insistência teológica, sinal da importância que os primeiros escritores deram à imagem de ‘Jesus Ungido (em grego: Cristo)’, ou seja, à imagem de um novo Messias do tipo Davi, um ‘filho de Davi’ (lembre-se que Davi foi ungido três vezes). Eis uma das primeiras preocupações teológicas que se detectam em torno da figura de Jesus. Já faz tempo que os biblistas detectaram falhas nas ‘árvores genealógicas’ que tanto Mateus (capítulo 1) como Lucas (capítulo 3) apresentam como justificativas de uma pretensa origem davídica de Jesus. Elas são muito deficientes. Há também um fator cultural, relacionado à mentalidade da época. É possível que, no tempo de Jesus, famílias importantes tenham tido o cuidado de construir ‘árvores genealógicas’ com a intenção de comprovar alguma descendência davídica que lhes conferisse consideração. Quantas ‘árvores genealógicas’, através dos tempos e das culturas, não se baseiam nesse tipo de justificativa de grandeza?

Outro ponto: comparando as narrativas de Mateus e de Lucas se detectam várias incongruências: Mateus dá a entender que o casal José e Maria, já antes do nascimento do filho, vive em Belém, enquanto Lucas apela para um censo demográfico que teria sido organizado pelo governo central do Império e que teria ocasionado o deslocamento do casal para a cidade paterna, ou seja, Belém. Esse censo não encontra confirmação nos registros históricos do Império romano.

Tudo indica que a razão de uma localização do nascimento de Jesus em Belém esteja expressa nos versículos 4 a 6 do capítulo 2 de Mateus:


E tu, Belém, terra de Judá,

Tu não és a menor das cidades de Judá,

Pois tu darás ao meu povo Israel seu pastor

Aquele que o governará.

Esses versos são uma adaptação ligeiramente modificada de versos do profeta Miqueias alusivos ao nascimento de Davi:


E de tu, Belém Efrates

Pequena demais para ser contada entre as cidades de Judá

Sairá aquele que governará Israel (Mi 5, 1).


Com tudo isso, não se pode excluir totalmente a possibilidade de Jesus ter nascido em Belém. Afinal, não sabemos nada de certo acerca do local de nascimento de Jesus. O que sabemos é que ele nasceu entre os anos 7 e 4 aC, pois no ano 4 aC Herodes o Grande faleceu.

3. Umas breves palavras ainda sobre o ‘massacre dos inocentes’. É estranho que o historiador judeu Flávio Josefo, que descreve em detalhes numerosos atos de crueldade praticados por Herodes na época do nascimento de Jesus, não tenha uma palavra sequer sobre o massacre em Belém. Isso também fragiliza a hipótese de Jesus ter nascido em Belém.


 Eduardo Hoornaert foi professor catedrático de História da Igreja. É membro fundador da Comissão de Estudos da História da Igreja na América Latina (CEHILA). Atualmente está estudando a formação do cristianismo nas suas origens, especificamente os dois primeiros séculos.


www.eduardohoornaert.blogspot.com.br/


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

MANIFESTO DA ESPERANÇA TRANSFORMADORA



Por Marcelo Barros

Há várias formas de celebrar o Natal. O Natal do Pai Noel, das publicidades comerciais e do consumo. No meio disso, há o Natal das confraternizações de família e de amigos. Nas comunidades e principalmente no campo, o Natal é marcado por celebrações tradicionais. As comunidades de base fazem novenas. Em várias regiões do Brasil, saem os grupos de folia lembrando os Santos Reis. No Nordeste, ainda se fazem pastoril e reizado. É ótimo que o Natal seja ocasião de comunidades e grupos se encontrarem e retomarem suas raízes culturais. Entretanto, a proposta mais profunda da liturgia cristã do Natal vai além de tudo isso. Recorda o nascimento de Jesus para propor uma renovação de vida. Nos séculos antigos, os pais da Igreja afirmavam: "Cristo se fez homem para que todo ser humano seja divinizado".

O melhor mesmo é celebrar o Natal de modo que favoreça esse processo de uma humanização que nos diviniza. No Natal, as pessoas são convidadas a renovar a esperança em si mesmas e em todo ser humano. É sempre bom insistir: todos nós somos capazes de nos transformar. Celebrar o Natal deve nos ajudar a reviver no mais íntimo de cada um/uma de nós algo da inocência do primeiro amor.

Nós somos feitos de amor e para o amor. Conforme a carta de João, "somos aqueles que acreditamos no Amor". Estamos todos em busca de um céu que está escondido no próprio coração humano e que pode acolher a vastidão de nossos sonhos. Queremos captar a linguagem dos corações que suspiram por um olhar, desejam uma carícia e acolhem o mais profundo de bom que existe em cada pessoa e mesmo em cada ser vivo.

Nos dias anteriores ao Natal, as comunidades cristãs costumam ler textos dos evangelhos que pedem a todos a atitude permanente da vigilância. Conforme a Bíblia, vigiar é manter-se acordados e com os olhos bem abertos sobre o que está acontecendo em torno de nós e no mundo. A palavra de Deus nos ensina a ser sempre críticos em relação à realidade. No entanto, como lembrava o Mahatma Gandhi, devemos começar por nós mesmos a mudança que pedimos ao mundo. É preciso que a celebração desse Natal nos fortaleça no esforço de uma transformação interior que é permanente.

Quem acompanha as notícias e vê a realidade do mundo atual percebe que os meios de comunicação e os governantes se uniram na tarefa de provar que o ser humano é visceralmente mau e que a sociedade humana não tem solução, nem remédio. O jeito é sobreviver todos contra todos na barbárie nossa de cada dia. Por isso, a celebração desse Natal precisa ser uma profecia contra esse pessimismo. Como dizia Dom Helder Camara: "Quanto mais a noite é escura, mas a madrugada será luminosa".

No Natal, costumamos armar presépios em nossas salas. É importante que esse costume não seja apenas algo rotineiro mas nos lembre que, hoje, a Belém na qual Jesus nasceu é aqui. Vamos, então, acolher a mensagem dos novos anjos que nos anunciam a salvação vinda do amor divino e nos coloquemos em caminho, como os pastores. Vamos contradizer o pessimismo de quem não crê mais em nada, superar o clima hostil de intolerância e radicalismos que invadem nossas cidades e chamar as pessoas conhecidas ou desconhecidas para olhar as estrelas e conosco cantar a alegria da fé: "Tu vens, tu vens. Eu já escuto os teus sinais".


Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, autor de 26 livros dos quais o mais recente é "O Espírito vem pelas Águas", Ed. Rede-Loyola, 2003. Email: mostecum@cultura.com.br 


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

UMA SÓ ENTRE TODAS AS MULHERES



Por Maria Clara Lucchetti Bingemer



             Naquele tempo, o anjo do Senhor dirigiu-se a uma jovem mulher, noiva do carpinteiro José.  E o nome dela era Maria.  O anjo lhe revela uma notícia impossível: uma gravidez inesperada e não planejada. Dialogando com o mensageiro divino, ela assume o incompreensível mistério que nela se realiza.  E o assume com todas as suas consequências.

            Em uma sociedade patriarcal como a de seu tempo e seu lugar, uma gravidez acontecida fora do momento certo e da instituição abrigada por lei era algo perigosíssimo.  O compromisso de noivado equivalia ao matrimônio e uma infidelidade dentro deste contexto podia resultar em severa punição, até mesmo o apedrejamento reservado às adúlteras.

            Não é difícil imaginar a dificuldade de todo o processo da concepção de Jesus que Maria enfrentaria sem o concurso de José. Igualmente é fácil  imaginar o que aconteceria a ela em uma cultura patriarcal, segundo o relato de Mateus, se José não houvesse decidido tomá-la por esposa crendo no que Deus lhe dizia e passando além da letra da lei. 

Trata-se de algo profundamente revolucionário a hipótese de que o Espírito de Deus repouse em plenitude sobre uma mulher que apresenta uma gravidez de origem ignorada ou suspeita.  Mesmo se o que acontecia na corporeidade de Maria fosse fruto de uma violência – da qual eram vítimas muitas mulheres daquele tempo, jovens camponesas que sofriam o ataque dos soldados romanos de passagem -  isso a poria em situação de extrema vulnerabilidade, ameaçada pelo desprezo da sociedade em que vivia. 

 Por isso, é ainda mais extraordinário que ela, com a força que lhe foi dada por Deus, tenha sido capaz de converter em bem uma situação de insegurança e incalculável risco.  Parece-nos que aí está em movimento e acontecendo de fato uma revelação que ilumina problemas tão contemporâneos como a violência contra a mulher, desde a pornografia até as agressões físicas, as violações e as escravidões sexuais.

            A jovem aceita o que lhe é anunciado como graça e bênção.  O menino que nascer será Filho do Altíssimo.  No centro do plano de Deus está uma mulher jovem e grávida. Uma jovem mãe.

           O Advento que vivemos e celebramos é um tempo de espera, dessa espera que acontece no ventre fecundo de Maria.  Espera lenta e gozosa, como a da gravidez de Maria e de toda gravidez.  Em seu ventre livre e disponível cresce a semente da vida, o broto do Povo de Deus, o Salvador a quem dará o nome de Jesus, que significa Javé salva. 

            Maria é única pela enorme importância que tem o mistério que nela acontece no imaginário religioso cristão.  Mistério que no fundo está presente em toda mulher habitada por outra vida, gerando um novo ser, um novo membro do gênero humano.  No caso de Maria, este que é gerado tem um destino que supera a mãe, assim como a todos os outros seres humanos. E que por isso torna sua pessoa e vocação matriz de outras relações muito ricas e complexas: a de Deus com a humanidade, a do homem com a mulher, a do filho com a mãe. 

            Com ela e a partir dela, o Cristianismo e por causa dele o Ocidente encontrou um discurso sobre a maternidade que ultimamente parece correr o risco de perder.  Um novo olhar sobre o mistério de Maria exorciza esse risco, pois reabilita a corporeidade feminina – coisa que a arte, com relação a Maria, já andou fazendo – apresentando positivamente a erótica feminina, impossível sem essa glorificação do corpo da mãe judia do homem Jesus.

            O culto a Maria exorciza em parte a culpabilidade imposta à mulher desde Eva e suas filhas.  E torna possível uma ética para a modernidade, que sem o concurso das mulheres, não poderá ser construída. Trata-se de uma ética que não se confunde com a moral, que não evita a iniludível problemática da lei; ao contrário, lhe dá corpo, linguagem e fruição. 

            Em Jesus, o próprio Deus assumiu a carne humana, carne de homem e de mulher.  O Filho de Deus é igualmente o filho de Maria de Nazaré...nascido de mulher. Este que vigilantes esperamos e cujo nascimento celebraremos no Natal não é diferente daquele que nasceu da carne de Maria.  Desta mulher galileia, Jesus de Nazaré recebeu a carne reconhecida e aclamada pela Igreja e pela fé cristã como carne de Deus. 

            Nascido de Maria, Jesus de Nazaré andou pelos caminhos de terra da humanidade.  Tendo nascido do útero desta jovem mulher nazarena, nutrido e alimentado por sua carne e seu leite, cresceu em graça e sabedoria, e surpreendeu seus contemporâneos, os quais, vendo os maravilhosos e poderosos sinais que realizava disseram um ao outro: “É este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria e não está no meio de nós? “ 

            No centro do mistério da Encarnação, o Novo Testamento situa o homem e a mulher, Jesus e Maria, Deus que assume a carne humana dentro e através da carne de uma mulher, “nascido de mulher”. Deus não se fez homem, não se identificou apenas com uma metade da humanidade.  Ele se fez carne, carne de homem e de mulher, a fim de que o caminho para o Pai possa passar necessariamente através da condição humana total, masculina e feminina, porque Deus criou a criatura humana macho e fêmea.

            A afirmação “Deus se fez carne” deve ser completada por outra de análogo valor: “Deus nasceu de uma mulher”.  Ambas significam um extraordinário salto qualitativo na consciência histórica da relação da humanidade com Deus.  A descoberta de que não há mais necessidade de buscar a Deus no estrito ritualismo ou na letra da Lei.  Deus pode e quer ser descoberto no nível mais frágil dos homens e mulheres.  Nos pobres e nas vítimas da injustiça e da violência, nas mulheres grávidas e nas crianças pequenas está a definitiva interpelação para a humanidade. 

            O mistério da Encarnação de Jesus na carne de Maria ensina que o ser humano não está dividido entre um corpo de pecado e defeito e um espírito de grandeza e transcendência.  O mistério da Encarnação está enraizado exatamente na fragilidade, na pobreza, e é nos limites da carne humana – carne de homem e de mulher – que a inefável e infinita grandeza do Espírito pode ser contemplada e adorada.  

Professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio, teóloga e autora Testemunho: profecia, política e sabedoria, Editora PUC-Rio e Reflexão Editorial.

Copyright 2017 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato: agape@puc-rio.br> 

sábado, 16 de dezembro de 2017

O SILÊNCIO DO NEGO VEIO



Por Rejane Menezes 

Essa sexta-feira, 15 de dezembro, foi um dia muito triste para o jornalismo em Pernambuco. E, de maneira especial, para o nosso blog O PORTA VOZ.  A partir de hoje as primeiras quartas-feiras do mês nunca mais serão as mesmas.

Desde os tempos em que nem existiam os blogs e o Porta Voz era inserido no site da Edite.Com, que o mês ia terminando e o artigo dele chegando. As únicas poucas vezes que isso não aconteceu foi por motivo de doença, dele ou na família.

Há tantos anos que a primeira quarta-feira tinha um colaborador cativo, que não consigo imaginar como, a partir de hoje, iniciarei o mês sem ter o seu artigo já programado para entrar no blog. Ele era tão pontual que em novembro, quando seu artigo não chegou, eu sabia que alguma coisa estava errada. Foi um dos primeiros e grandes incentivadores do Porta Voz.

Quando enviei um e-mail perguntando o que houve e a resposta não veio, meio coração se apertou. Havia algo de muito errado, que foi confirmado por sua esposa, quando respondeu, dias depois, falando sobre sua cirurgia.

A partir de então ela me dava notícias sobre ele e de sua luta pela vida. Mas a melhora nunca vinha.

Irreverente, polêmico, desafiador, foi uma das poucas vozes denunciava os desmandos de dom José Cardoso, substituto de Dom Helder Camara na Arquidiocese de Olinda e Recife e os equívocos da Igreja Católica. Nos na década de 1990, ao trilharmos esse mesmo caminho de resistência ao desmonte da Arquidiocese.

Nascido em 28 de julho de 1932 em Vitória de Santo Antão, foi seminarista no Seminário Menor de Olinda e Mossoró, estudou filosofia no Seminário Central de São Leopoldo – RS e  teologia em Roma e Lyon, na França.

Trabalhou na UFPE na equipe de Paulo Freire sendo demitido em 1964 e também foi preso.

AO sair da prisão começou  a trabalhar em jornalismo, EM Recife, São Paulo e no Rio. Em Brasília trabalhou a editora UnB. Com a Lei de Anistia foi reintegrado à UFPE, onde trabalhou até a aposentadoria.
E participou do que ele chamava de ressurreição do Jornal de Commercio a partir dos anos 1980, de onde foi colaborador por muitos anos.
Atualmente escrevia para o seu blog – O blog do Nego Veio (http://blogdenegoveio.blogspot.com.br/) e  para o Porta Voz, onde escrevia sobre temas religiosos (http://jornaloporta-voz.blogspot.com.br/.

Em 2006 lançou o livro Padres Comunistas, integrante da coleção Repórter Especial, das editoras Terceiro Nome e Mostarda. No livro uma discussão muito delicada: se o comunismo é ateu fazia sentido ainda existirem padres comunistas? Por que para esses padres o próprio Evangelho é um texto de esquerda?

Nos solidarizamos com a sua esposa e com a sua família nesse momento de dor e saudade.


Vai em paz meu amigo Juracy Andrade. O Porta Voz se sente honrado por você ter sido nosso colaborador por tantos anos, por divulgar o nosso blog e valorizar o nosso trabalho. As primeiras quartas-feiras do mês, com toda certeza, nunca mais serão as mesmas.