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domingo, 10 de outubro de 2010

O SUS E EU


por FREI BETTO


Todos sabemos que o sistema de saúde do Brasil está longe da perfeição. O que explica cerca de 40 milhões de inscritos em planos privados de saúde. Esses privilegiados preferem pagar mensalmente pela atenção médica, convencidos de que, ao dela necessitarem, os cuidados recebidos farão jus ao dinheiro despendido.
Ora, na prática a teoria é outra. Quase nunca o cliente lê as miúdas letrinhas dos contratos e quase sempre se sente lesado ao passar de cliente a paciente. Há sempre um senão... um tipo de exame não incluído, uma certa qualidade de internação não prevista, uma cirurgia a ser paga “por fora” etc. Os Procons estão repletos de queixas desse tipo.
Também sou privilegiado. Pago todo mês mais de um salário mínimo para me manter sob os eventuais cuidados de um dos mais conhecidos planos de saúde do Brasil.
Ocorre que mal-estar e acidentes não mandam aviso prévio. Nem escolhem dia da semana. No domingo, 3 de outubro, pouco depois das oito da manhã, a caminho de minha seção eleitoral, senti forte dor no lado esquerdo do peito, como nunca me havia passado. A impressão era de que tinha levado um soco no tórax. Continuei o percurso do convento à PUC-SP, uma distância de duzentos metros, desconfiado de ter sido acometido de um infarto. Não senti tontura, apenas a dor que se irradiava pelo lado avesso do peito.
Subi com dificuldade a rampa da PUC e quase me sentei para recuperar o fôlego. Teimoso, prossegui rumo ao meu dever cívico. (Sinto-me honrado em votar e serei a favor do voto facultativo no dia em que for também facultativo pagar impostos).
Ao me apresentar na seção eleitoral, a dor persistia. Não consegui me debruçar sobre a mesa para assinar o termo de comparecimento. Precisei erguer o papel. Pensei ao entrar na cabine: “Morro, mas com meu dever de cidadão cumprido.”
Eis que, na saída, me bateu forte ardor cívico. “Votei em prol da melhoria deste país. Tenho direito, como cidadão, a atendimento médico pelo SUS. Por que não recorrer a ele no dia da eleição?”
Devido às minhas relações de amizade, poderia ter buscado um atendimento privado. Ou internação em hospital conveniado com o meu plano de saúde. Anos atrás, ao apresentar o doutor Adib Jatene a Fidel Castro, num evento científico em Havana, o destacado cardiologista me disse à guisa de agradecimento: “Se um dia precisar de meus serviços médicos, estarei à disposição.” Respondi-lhe: “Agradeço, doutor, mas queira Deus que eu nunca me sinta obrigado a recorrer a eles.”
Tomei um táxi à porta da PUC e mandei tocar para o Hospital das Clínicas. Na recepção do Pronto Socorro, informei a uma funcionária que necessitava de atendimento. Talvez estivesse com um princípio de infarto.
Fui encaminhado à enfermeira Adriana, que me tirou a pressão: 14x8. Fez a minha ficha e mandou me apresentar a um funcionário que me pediu números de identidade, CEP e telefone. Não consegui lembrar de nenhum deles, embora a dor já se mostrasse menos agressiva. É que andava com a mente e o coração em ação de graças pela vida que me foi dada viver. Talvez tivesse chegado a minha hora. Um pouco mais cedo do que eu esperava. Mas quem é capaz de prever dia e hora da própria morte? Não diz Jesus que ela virá como o ladrão...
Tranquilizou-me não temê-la. Não tanto pela fé que me anima, e sim pelo sentido que imprimo à minha vida.
Da burocracia fui remetido a uma sala de espera, onde deixei a ficha sobre um balcão. Havia ali outras pessoas à espera de atendimento. Quinze minutos depois a ficha foi recolhida e, em menos de dez minutos, chamado a um consultório. A doutora Seila tirou-me a pressão, agora 13x8, e me encaminhou à doutora Beatriz A. Martins, diplomada ano passado.
Enquanto me movo de um lado a outro no Pronto Socorro, vejo o “circo dos horrores”: macas espalhadas pelos corredores; policiais trazendo vítimas de facadas, tiros e atropelamentos; mulheres grávidas preocupadas com o parto precoce; gritarias; e sangue, muito sangue. Mas havia em tudo aquilo uma lógica: todos que necessitavam de atendimento de emergência mereciam os devidos cuidados, ainda que os primeiros socorros fossem prestados nos corredores.
Doutora Beatriz retirou-me sangue e me fez ingerir dois comprimidos de AS. Em seguida, na sala de eletrocardiograma a enfermeira Ester me cobriu de fios. O eletro deu “normal”. Frequência cardíaca: 78 batidas por minuto. Ester me comunicou que infarto não tive. (A essa altura, a dor se resumia a um ponto no fundo do coração).
Fui remetido de novo à dra. Beatriz, que se fazia acompanhar pelo dr. Francisco Mazon. Pediu que eu retornasse à sala de espera até o resultado do exame de sangue ficar pronto.
Eram 10h. Preocupava-me a ida para Curitiba, convidado a participar, na tarde do mesmo dia, de debate na Bienal do Livro do Paraná. Meu voo sairia às 14h. Esperei até as 12h. Retornei à dra. Beatriz para avisar que iria embora. Ela me advertiu que deveria aguardar mais 40 minutos. Insisti que não podia esperar. Ela disse enfática: “Não podemos lhe dar alta. Se o senhor se for, será caracterizado como evasão hospitalar. E corre o risco de morrer em pleno voo.”
Em nome de meu oficio de escritor, optei pelo risco de morte e cometi o delito da evasão. Cheguei a tempo no aeroporto.
Ninguém no Hospital das Clínicas me identificou pelo nome que sou conhecido. Fui tratado como qualquer outro cidadão. E concluí que, ao menos ali, o SUS funciona. E muito bem. Eu é que sou um paciente impaciente...
Tudo indica que a dor adveio de uma contração muscular. Na véspera, indiferente à minha hérnia de disco, ajudei a arrastar uma mala com 70kg de livros. Fiz um esforço superior às minhas forças. Menos de vinte e quatro depois o organismo emitiu o seu protesto...


Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Leonardo Boff, de “Mística e Espiritualidade”, que a editora Vozes faz chegar esta semana às livrarias. www.freibetto.org – twitter:@freibetto


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AS UTOPIAS E AS MEDIAÇÕES


Por MARCELO BARROS


Faltam poucos dias para as eleições que darão ao Brasil novos/as gestores no Governo Federal, Estados e no Legislativo. Há muitas promessas de solução para os grandes problemas nacionais e a maioria dos brasileiros votará na esperança de um futuro melhor. Muitas discussões políticas incidem sobre o projeto de sociedade que nos é oferecido. Este coincide ou não com aquele que muitas pessoas cultivam na mente e no coração. De um modo ou de outro, estas eleições brasileiras e estas discussões sobre o projeto político tem a ver com o processo dos fóruns sociais mundiais. Ainda hoje, dez anos depois, quem acompanha este processo se recorda do refrão cantado por todos desde 2001: “Aqui, um outro mundo é possível, se a gente quiser!”. Este grito, lançado em todos os continentes, provocou diversas conferências temáticas e muitos fóruns regionais. Alguns criticaram que aquelas discussões aparentemente não levavam a nada. Talvez, hoje, não possam dizer isso ao ver que a Bolívia tem, pela primeira vez em sua história, um índio como presidente da República e vários países do continente tem novas constituições cidadãs e um caminho político novo e mais popular.

Em um de seus livros, Eduardo Galeano faz um de seus personagens perguntar a um companheiro: - Para que me serve a esperança (a utopia) se quando dou um passo em sua direção, percebo que ela se afasta mais um passo?

O companheiro respondeu: - Serve para fazer você caminhar.

Neste caminho para um mundo de paz, justiça e igualdade social, é importante de um lado termos sempre sob os olhos a meta que queremos atingir, mas, ao mesmo tempo, saber que isso só se dará se assumirmos as dificuldades e etapas necessárias do caminho. Não existe utopia sem mediações. Tanto no plano social e político, como mesmo no caminho da fé, é importante termos claro a sociedade nova que desejamos construir, mas, ao mesmo tempo, não descuidar das etapas necessárias para nos aproximar da meta. Sem mediações, nossa luta social e política se tornaria não histórica e sim meciânica, no sentido negativo do termo. No caminho da fé, todos os dias os cristãos oram “Venha a nós o vosso reino”, ou seja, realize-se aqui no mundo em que vivemos o projeto divino para a humanidade e o planeta. Mas, é preciso ter em vista como este reino ou projeto divino poderá se concretizar em nosso dia a dia.

As mediações são, em geral, limitadas, incompletas e até ambíguas, como tudo o que é humano. No entanto, rejeitá-las ou simplesmente ignorar a sua necessidade é cair na arrogância. É preciso sempre apontar o que se almeja como ideal, mas, ao mesmo tempo, ter a humildade de assumir o que é possível na realidade do aqui e agora. Na sua regra para os monges, São Bento fala da humildade como a capacidade de ter os pés na terra e viver a fragilidade de cada dia. É claro que isso poderia nos levar a uma acomodação conservadora ou pouco profética. Não cairemos nisso se soubermos articular bem a utopia (o que almejamos) e as mediações ou etapas do caminho.

Concretamente, no Brasil atual, esta humildade social e política nos faz reconhecer as conquistas sociais e o caminho positivo já percorrido nos últimos anos. Este ganho acumulado se deve, sem dúvida, a um governo competente e que governou o Brasil com nova sensibilidade social. Entretanto, estas conquistas sociais representam, sobretudo, uma conquista dos movimentos populares e de toda a sociedade civil que, nos últimos anos, amadureceu em sua consciência social e política. É preciso salvaguardar as conquistas feitas. Apesar da guerra suja, deflagrada pelos maiores meios de comunicação social do país contra o caminho até aqui percorrido, a população mais pobre tem sabido distinguir as coisas e mostra sua independência no julgamento. Não apenas porque recebe uma ajuda social que é direito de todos, mas porque se sente envolvido neste processo como um povo de cidadãos e não de mendigos aos quais se jogam apenas migalhas do que sobra às classes altas do país. A internet e a multiplicação de blogs democratizam mais esta discussão e permitem uma forma de comunicação mais horizontal e justa.

Neste caminho para a utopia, não há receitas ou regras estabelecidas para as mediações. Entretanto, alguns princípios podem ser úteis: 1º - a palavra de Gandhi: “comece por você mesmo a mudança que propõe ao mundo”. 2º - sozinho, ninguém transforma nada. Não se sinta acima e independente do caminho comum. Aceite a mediação do grupo e da comunidade. 3º - Não adianta pensar que vamos para o leste, caminhando para o oeste. Mesmo que seja em passos pequenos ou curtos, a utopia se faz caminhando na direção correta. Podemos corrigir estratégias e rever etapas, mas sempre no mesmo rumo.

Antoine de St Exupery, autor do “O Pequeno Príncipe” dizia: “Um viajante que sobe uma montanha guiado por uma estrela, se se deixar absorver demais pelos problemas e dificuldades da escalada, se arrisca a perder de vista a estrela que o guia”.

PARA DILMA ROUSSEF: O FEMININO E A POLÍTICA ATUAL


por LEONARDO BOFF

A reflexão antropológica dos últimos anos tem mostrado que masculino-feminino não são entidades autônomas, mas princípios ou fontes de energia que continuamente constroem o humano como homem e mulher. Estes são resultado da ação destes princípios anteriores e subjacentes que se realizam em densidades diferentes em cada um deles.
O feminino no homem e na mulher é aquele momento de integralidade, de profundidade abissal, de capacidade de pensar com o próprio corpo, de decifrar mensagens escondidas sob sinais e símbolos, de interioridade, de sentimento de pertença a um todo maior, de cooperação, de compaixão, de receptividade, de poder gerador e nutridor e de espiritualidade.
O masculino na mulher e no homem exprime o outro pólo do ser humano, de razão, de objetividade, de ordenação, de poder, até de agressividade e de materialidade. Pertence ao masculino na mulher e no homem o movimento para a transformação, para o trabalho, para o uso da força, para a clareza que distingue, separa e ordena. Pertence ao feminino no homem e na mulher a capacidade de repouso, de cuidado, de conservação, de amor incondicional, de perceber o outro lado das coisas, de cultivar o espaço do mistério que desafia sempre a curiosidade a a vontade de conhecer.
Observe-se: não se diz que o homem realiza tudo o que comporta o masculino e a mulher tudo o que expressa o feminino. Trata-se aqui de princípios presentes em cada um, estruturadores da identidade pessoal do homem e da mulher.
Continua sendo o drama da cultura patriarcal o fato de ter usurpado o princípio masculino somente para o homem fazendo com que ele se julgasse o único detentor de racionalidade, de mando, de construção da sociedade, relegando para a privacidade e para tarefas de dependência a mulher, não raro, considerada um apêndice, objeto de adorno e de satisfação. Ao não integrar o feminino em si, se enrijeceu e se desumanizou. Por outra parte, impedindo que a mulher realizasse o seu masculino, fragilizou-a e lhe fez surgir um sentimento de implenitude. Ambos se depauperaram e mutilaram a construção da figura do ser humano uno e diverso, recíproco e igualitário.
A superação deste obstáculo cultural é a primeira condição para uma relacionamento de gênero mais integrador e justo para cada uma das partes.
O movimento feminista mundial colocou em xeque o projeto do patriarcado que dominou por séculos e desconstruiu as relações de gênero organizadas sob o signo da opressão e da dependência. Inaugurou relações mais simétricas e cooperativas. Tais avanços deixam entrever os albores de uma virada no eixo cultural da humanidade. Esboça-se por todas as partes um novo tipo de manifestação do feminino e do masculino em termos de parcerias, de colaboração e de solidariedade nas quais homens e mulheres se acolhem em suas diferenças no horizonte de uma profunda igualdade pessoal, de origem e de destino, de tarefa e de compromisso na construção de mais benevolência para com a vida e a Terra e de formas sociais mais participativas e solidárias.
Mas no momento atual, vivemos uma situação singular da humanidade. Como espécie, estamos num novo limiar. O aquecimento global, a exaustão dos bens e serviços naturais, a escassez de água potável e o estresse do sistema-vida e do sistema-Terra no colocam esse dilema: ou nos parimos como outra espécie humana, com outra consciência e responsabilidade ou iremos ao encontro da escuridão. O Brasil, dada a sua situação ecogeográfica privilegiada, deve assumir seu lugar central na construção do novo equilíbrio da Terra ou corremos risco de um caminho sem retorno.
É nesse momento que se exigem como nunca antes na história a vivência dos valores do feminino, da anima, como os descrevemos acima: dar centralidade à vida, ao cuidado, à cooperação, à compaixão e aos valores humanos universais.
Dilma Rousseff, como mulher, desperte para sua missão histórica única. Sua candidatura é providencial para o Brasil e para o equilíbrio da Mãe Terra. Que os eleitores, homens e mulheres, ao elegê-la Presidenta, se tornem artífices de um processo de regeneração e de um destino bom para todos.

LITURGIA DO VOTO:FÉ NA DEMOCRACIA


por: Maria Clara Bingemer, professora do Departamento de Teologia da PUC-Rio

O brasileiro foi às urnas no território nacional e fora dele, maciçamente, após uma campanha tensa e que baixou muito o nível nos últimos momentos. É por isso e mais que nada que o segundo turno é algo positivo.
Positivo para quem? Podemos e devemos perguntar sem medo. Certamente alguns intransigentes de plantão discordarão. Prefeririam a vitória da candidata petista já no primeiro turno. Fim das agonias, das expectativas, vitória líquida, certa. Mas trata-se apenas da certeza da continuidade da política do presidente Lula, ou de crescer na democracia na qual ainda engatinhamos como nação?
Creio que, se é importante o primeiro ponto, o segundo não fica atrás. Certamente o Brasil fez um gesto simbólico colocando um operário na cadeira de presidente da República. Isso marcou nossa história para sempre. Nunca mais o país será o mesmo depois disso. Acresce o fato de a política econômica do operário-presidente ter surpreendido todos, a direita, a esquerda e o centro. E como se não bastasse, o país dos vira-latas com complexo de inferioridade, pedindo desculpas por existir, foi guindado à convivência com grandes potências, sendo a palavra de seu presidente respeitada e a nação olhada como uma das mais promissoras para o futuro da humanidade.
Quanto a este ponto, mesmo os que não gostam de Lula, que discordam de seu governo em um ou vários pontos, devem concordar. Hoje Brasil é palavra respeitada onde quer que se vá. Olham para nós com respeito e admiração. Esperam de nós sinalizações de futuro e liderança como nunca aconteceu.
Porém, uma vitória no primeiro turno para Dilma Rousseff não faria bem ao Brasil novo que hoje somos. Seria fácil demais, rápido demais. Fará bem a todos e a todas que acreditamos na democracia, no voto livre como expressão da vontade da maioria, ir outra vez às urnas e depurar nosso exercício cívico e democrático.
Para isso a entrada de Marina Silva no cenário eleitoral foi tão fundamental. Figura de alto coturno ético, comprometida com as lutas mais nobres de nosso país, da pobreza à ecologia, entrou na disputa com ínfima percentagem, menos de 10%. Mas cresceu, cresceu e encerrou a eleição com quase 20%. Porém, mais importante que tudo, introduziu um “terceiro” na equação da campanha que lhe deu mais qualidade, mais vibração e mais seriedade na disputa.
A medida do crescimento de Marina foi a medida pela qual a campanha se dinamizou, se abriu e não ficou restrita às brigas feias e de baixo nível dos dois candidatos que agora vão ao segundo turno. A frágil magreza do norte da candidata que é a cara do Brasil fez a diferença e levou a eleição ao segundo turno.
Ganhou a democracia, ganhou o povo brasileiro, que terá a oportunidade de pensar mais detida e profundamente sua escolha agora decisiva. Ganhamos todos os que apoiamos Marina. Saímos do primeiro turno dessa eleição orgulhosos de nossa candidata e esperançosos de vê-la em Brasília em outra futura eleição, oxalá não tão longínqua.
Há liturgias sagradas, onde o ser humano cultua a divindade em que crê através de gestos, símbolos, cantos e expressões corporais. E há liturgias seculares, nas quais o ser humano expressa suas atitudes cívicas, suas utopias, suas esperanças intra-históricas. A eleição é uma delas. Ao marcar na urna o número do candidato que escolhemos, estamos realizando e fazendo acontecer o ritual que, esperamos, dará o rumo que desejamos à história e criará fatos políticos compatíveis com nossas crenças e esperanças.
Ao participar da imensa liturgia de 200 milhões de cidadãos neste domingo, introduzindo na urna nosso voto, reafirmamos uma vez mais nossa fé na democracia. O resultado que leva ao segundo turno reafirma e confirma essa fé. Uma vez mais, aqui vamos nós. É preciso celebrar a liberdade e participar, para que esse país cumpra seu destino histórico e ocupe seu lugar no mapa do mundo. Que venha o segundo turno!