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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Vil e Repugnante

Prof. Martinho Condini


Desde de o início da república nunca vivemos um momento com tantos ignorantes falando tanta asneira e se orgulhnado de sua burrice e estupidez.

Se partirmos do princípio que o território brasileiro tem oito milhões de quilômetros quadrados, estaremos sendo injustos com muita gente que se espalha por essa gigantesca área territorial e que não pode ser incluída neste seleto rol. Mas quando este primoroso grupo se manifesta em suas redes sociais, já sabemos quem são, e mais,  eles têm um patrono, o mito inominável.

Vou elencar alguns fatos que comprovam o que digo acima, não com as falas deles, mas com suas atitudes e apoios nos últimos anos, me perdoem se eu esqueci alguma outra patacoada desta laia de gente.

- Apoiaram a Máfia Jato e o justiceiro Moro, que se tornou ministro da justiça desse desgoverno genocida;

- Foram às ruas apoiar o afastamento da Presidente Dilma Housseff e o golpe, que está provado que não havia motivos administrativos para afastá-la do poder, era uma questão política;

- Acreditaram em todas as acusações que foram feitas ao ex-presidente Lula (qualquer cidadão com as faculdades mentais em ordem perceberia que aquilo era uma armação política), tanto que o ex-presidente Lula foi absolvido pelo STF;  

- Acreditaram em um capitão da reserva (vagabundo profissional), que admira o torturador (Carlos Brilhante Ustra) e apoiava suas práticas na ditadura militar, e dizia que se fosse eleito presidente da república iria acabar com a corrupção no Brasil, mesmo ele sendo ligado a milícia na cidade do Rio de Janeiro a mais de trinta anos;

- Acreditaram que a maior pandemia do planeta, era uma simples gripezinha e que a vacina não era eficaz para combate-la; e estão negando-a até hoje;

- Acreditaram que o presidente inominável , daria um golpe no dia 7 de setembro de 2021, fecharia o congresso nacional e o STF, em nome da democracia;

- Acreditaram num ministro da educação terrivelmente evangélico, pastor, reacionário e homofóbico, que em pronunciamento afirmou que a criança tem que receber castigo;

- Acreditaram em um imbecil que se dizia filósofo e era chamado de guru intelectual do inominável, e que defendia a ideia que a pandemia era uma grande bobagem;

- Acreditaram na fala do inominável que afirmava e continua afirmando que as urnas eletrônicas não são seguras, e que pode haver fraude nas eleições deste ano;

- Acreditaram desde a época do golpe em 2016 nas informações da Rede Bobo e na Bobo News;

Enfim é uma infinidade de fatos e apoios que mostram o quanto esse país retrocedeu nos últimos seis anos. Mas estou convencido que as pessoas que acreditaram e continuam acreditando em tudo isso, hoje estão vivendo num país destroçado, por causa da ignorância e do negacionismo, além da falta de vergonha na cara (no mínimo) dos que apostaram no pior e apoiaram o ser mais vil e repugnante que apareceu na sociedade brasileira desde o início da nossa república: o Bolsonaro, acompanhado do gado bolsonarento e do bolsonarismo. Que igualmente ao nazifascismo tem como ideais o desrespeito ao outro, o ódio as diferenças e a indiferença a morte. Sem contar é claro, o orgulho que eles têm de serem terrivelmente xucros.

O nosso alento é que ainda vivemos numa democracia política e quem sabe teremos este ano a oportunidade, com as pessoas de boa vontade desse país, eliminarmos esse câncer social do nosso meio e sermos feliz de novo.

O Prof. Martinho Condini é historiador, mestre em Ciências da Religião e doutor em Educação. Pesquisador da vida e obra de Dom Helder Camara e Paulo Freire. Publicou pela Paulus Editora os livros ‘Dom Helder Camara um modelo de esperança’, ‘Helder Camara, um nordestino cidadão do mundo’, ‘Fundamentos para uma Educação Libertadora: Dom Helder Camara e Paulo Freire’ e o DVD ‘ Educar como Prática da Liberdade: Dom Helder Camara e Paulo Freire. Pela Pablo Editorial publicou o livro ‘Monsenhor Helder Camara um ejemplo de esperanza’. Contato profcondini@g

  

       

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Há maneiras de evitar o fim do mundo?

 Leonardo Boff


Em todas as épocas, desde as ancestrais, como por ocasião da invenção do fogo,surgem imagens do fim do mundo. De repente, o fogo poderia queimar tudo. Mas os seres humanos conseguiram domesticar os riscos e evitar ou protelar o fim do mundo. Atualmente não é diferente. Mas a nossa situação possui uma singularidade: de fato, não imaginariamente, podemos, efetivamente, destruir toda a vida visível,assim como a conhecemos. Construímos o princípio de autodestruição com armas nucleares, químicas e biológicas que,ativadas,podem de fato eliminar a vida visível sobre a Terra,salvaguardados os micro-organismos que aos quintilhões de quintilhões se ocultam debaixo do solo.

Que podemos fazer diante deste eventual Armageddon ecológico? Sabemos que cada ano, milhares de espécies de seres vivos, chegados ao seu clímax,desaparecem para sempre, depois de terem vivido milhões e milhões de anos neste planeta. O desaparecimento de muitos deles é causado pelos comportamentos vorazes de uma porção da humanidade que vive um super-consumismo e dão de ombros aos eventuais desastres ecológicos.

Será que chegou a nossa vez de sermos eliminados da face da Terra, seja por nossa irresponsabilidade, seja porque ocupamos quase todo o espaço terrestre de forma não amigável mas agressiva? Não teríamos, desta forma, criado as condições de um não retorno e daí de nosso desaparecimento?

 O planeta inteiro, afirmam alguns microbiólogos (Lynn Margulis/Dorion Sagan), seria uma espécie de “placa de Petri”: são duas placas contendo bactérias e  nutrientes. Ao perceberem o esgotamento deles, elas se multiplicam furiosamente e, de repente, todas morrem. Não seria a Terra uma placa de Petri com  o nosso destino semelhante a estas bactérias?

 Com efeito, os  humanos ocupamos 83% do planeta, exaurimos quase todos os nutrientes não renováveis (the Earth Overshoot), a população cresceu, no último século e meio, de forma exponencial e assim entraríamos na lógica das bactérias da “placa de Petri”. Iríamos fatalmente ao encontro de um fim semelhante?

Como somos portadores de inteligência e de meios técnicos além de valores ligados ao cuidado da vida e de sua preservação,não teríamos condições de “protelar o fim do mundo” (na expressão do líder indígena Ailton Krenak) ou de “escapar do fim do mundo,”expressão usada por mim? Não esqueçamos a advertência severa do Papa Francisco em sua encíclica Fratelli tutti (2021): “estamos todos no mesmo barco: ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”. Temos que mudar, caso contráro vamos ao encontro de um desastre ecológico-social sem precedentes.

Aduzo algumas reflexões que nos apontam para uma possível salvaguarda de nosso destino, da vida e de nossa civilização. Parece-nos esperançadora a afirmação recente de Edgar Morin:

“A história várias vezes mostrou que o surgimento do inesperado e o aparecimento do improvável são plausíveis e podem mudar o rumo dos acontecimentos”. Cremos que ambos – o inesperado e o plausível – sejam possíveis. A humanidade passou por várias crises de grande magnitude e sempre conseguiu sair e de forma melhor. Por que agora seria diferente?

Ademais, existe em nós aquilo que foi aproveitado pelo Papa na referida encíclclica:”convido-os à esperança que nos fala de uma realidade enraizada no profundo do ser humano, independentemente das circunstâncias concretas e dos condicionamentos históricos em que vive”(n.55).Esse princípio esperança (Ernst Bloch) é fonte de inovações, novas utopias e práticas salvadoras.

O ser humano é movido pela esperança e comparece como um ser utópico, vale dizer, um projeto infinito. Sempre poderá escolher um caminho de salvação, pois, o desejo de vida, mais e melhor,  prevalece sobre o desejo de morte.

Geralmente, este novo possui a natureza de uma semente: começa em pequenos grupos, mas carrega a vitalidade e o futuro de toda semente. Dela brota lentamente o novo até ganhar sustentabilidade e inaugurar uma nova etapa do experimento humano.

Por todas as partes no mundo estão atuando os novos Noés, construindo suas arcas salvadoras, vale dizer, ensaiando uma nova economia ecológica, a produção orgânica, formas solidárias de produção e de consumo e um novo tipo de democracia popular, participativa e ecológico-social.

Estas são sementes, portadores de um futuro de esperança. São elas que poderão garantir uma forma nova de habitar a Casa Comum, cuidando dela, todos os ecossistemas incluídos, vivendo, quem sabe, o sonho andino do bien vivir y convivir.

Leonardo Boff é ecoteólogo, filósofo e escritor e escreveu Cuidar a Terra-proteger a vida:como escapar do fim do mundo, Record,Rio 2010.

 

CARNAVAL E SEU CONTRÁRIO

 Frei Betto



       Todo efeito tem uma causa, perceberam os gregos antigos. Quando causas nefastas não são eliminadas, efeitos danosos costumam ocorrer em cascata.

       Agora, temos a triste notícia de que o rei Momo estará impedido de desfilar em muitas ruas do Brasil, pelo segundo ano consecutivo. E deverá, como é aconselhado a todos nós, permanecer recluso na medida do possível e guardar distanciamento. Medidas que muitos não observaram entre o Natal e o Ano-Novo ao promover ou participar de aglomerações em festas e encontros familiares. Agora,  padecem de influenza e Covid.

       As causas? O surto de gripe e as variantes da Covid. Mas serão essas as “causas primeiras”, indagaria Aristóteles?

       Tudo indica que a culpa é do ecocídio praticado por nós, seres humanos, nos últimos 200 anos. Vírus que sempre transitaram entre animais supostamente irracionais, sem afetá-los seriamente, agora se transferem para os seres humanos, supostamente inteligentes, já que os ecossistemas são destruídos e as interações biológicas, rompidas. 

       Em busca de lucros e convencida de que os humanos são sujeitos e a natureza mero objeto, a concepção capitalista (também presente em países socialistas) devasta o Planeta e altera seu equilíbrio socioambiental, como denuncia o papa Francisco em sua encíclica “Laudato Si”. Agora, assistimos, como alertou Lovelock, “à vingança de Gaia”. A riqueza de uns poucos resulta em sofrimento de muitos. Como o excesso de chuvas que castiga regiões do Brasil, coincidindo com o período extremo de seca em regiões altamente produtivas, como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. 

   Querer fazer de uma coisa o seu contrário é próprio da festa de Momo. Foi o que observou Goethe ao visitar Roma, no Carnaval de 1787: “Rapazes disfarçados de mulheres do povo, com seus trajes de festa, o peito descoberto, audaciosos até a insolência, acariciam os homens com quem cruzam; tratam, com familiaridade e sem cerimônia, as mulheres como suas colegas e se deixam levar por todos os excessos, ao sabor dos caprichos, do espírito e da vulgaridade. As mulheres também se divertem prazerosamente ao mostrar-se em trajes masculinos”. Produzem resultados que o poeta não hesita em definir como “muito interessantes”. 

 “Aqui, basta um sinal”, prossegue Goethe, “para anunciar que cada um pode enlouquecer do modo que deseja e, à exceção de golpes de porrete ou faca, quase tudo é permitido. A diferença entre castas alta e baixa parece, por um instante, suspensa; todos se aproximam uns dos outros, todos aceitam com desenvoltura seus destinos, enquanto a liberdade e a permissividade são mantidas em equilíbrio pelo bom humor universal”. 

        O escritor alemão constatou que os cocheiros se fantasiavam de senhores e os senhores, de cocheiros. E mesmo os abades, com suas túnicas negras, geralmente merecedores do maior respeito, viravam alvos ideais dos lançadores de confetes.

   Não por acaso, observou Goethe, o Carnaval não é uma celebração oferecida ao povo pelas autoridades, mas sim uma “festa que o povo oferece a si mesmo” (Viagem à Itália, São Paulo, Companhia das Letras, 1999). 

        Contudo, há algo que, neste ano, podemos fazer dele o seu contrário além do Carnaval: o Brasil. Nos últimos três anos, nosso país tem sido vítima de genocídio e ecocídio. Seria exaustivo reproduzir aqui os índices de desmatamento de nossas florestas; a contaminação dos rios pelo mercúrio do garimpo e da engrenagem química das mineradoras; o retrocesso nos direitos trabalhistas; os aumentos do desemprego, da inflação, do custo de vida, da fome, da violência, da pobreza extrema; os retrocessos na saúde e na educação. 

   O Brasil merece ter um futuro contrário a tudo isso. Mas não basta desejar. É preciso participar, desde agora, do processo eleitoral que se inicia, e encará-lo como um grande mutirão plebiscitário. Mudar os governos estaduais, o Congresso Nacional e a presidência da República. 

   Neste ano do bicentenário da nossa independência de Portugal, o Brasil merece comemorá-lo dando um basta a tudo isso que o impede de ser um país soberano e uma nação com menos desigualdade social e mais autoestima. 

 

Frei Betto é escritor, autor de “O diabo na corte – leitura crítica do Brasil atual” (Cortez), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

 

 

Frei Betto é autor de 70 livros, editados no Brasil e no exterior. Você poderá adquiri-los com desconto na Livraria Virtual – www.freibetto.org  Ali os encontrará  a preços mais baratos e os receberá em casa pelo correio. 

 

 

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

 Caras irmãs, caros irmãos,

Neste dia tornamos pública a Carta-denúncia aos poderes do Estado – Mais um inocente assassinado. A carta foi enviada para representantes dos três poderes no Estado de Pernambuco. Mais de 50 entidades, artistas e defensores dos Direitos Humanos se manifestaram cobrando justiça e o fim da violência no campo que cresce em nosso país.

Além disso, se colocando em vigília permanente até que “a justiça corra como um rio e o direito brote como ribeiro impetuoso” (Amós 5, 24). Segue abaixo o link de acesso à carta, com os signatários até o momento, assim como, em anexo, segue a carta em PDF.

Caso desejem assinar ou colocar o nome de alguma entidade que tenha autorizado a sua inclusão, é só nos informar, retornando essa mensagem ou enviando a informação para o e-mail: contato@jornalistasweb.com.br



 

Carta-denúncia aos poderes do Estado Mais um inocente assassinado

 

Em nossos corações tem habitado a tristeza e revolta, não apenas pelo assassinato de Jonatas Oliveira, uma criança de nove anos, mas também pela tentativa de homicídio que sofreu Geovane da Silva Santos, pai de Jonatas e presidente da Associação de Lavradores do Antigo Engenho Roncadorzinho, em Barreiros, PE. Os sete pistoleiros encapuzados que, no dia 10 de fevereiro,   invadiram a casa de Geovane para perpetrar esse ato cruel foram apenas o dedo que apertou o gatilho em mais um episódio da escalada de violência sofrida pelos lavradores e suas organizações naquela região.

Essa tragédia é consequência direta da omissão do Estado em relação à Mata Sul de Pernambuco. Há pelo menos cinco anos se arrastam conflitos ininterruptos decorrentes da ação de empresários que, apoiados por milícias armadas, tentam tomar terras de camponeses que vivem há décadas naquele território. Antes desse último acontecimento trágico já aconteceram várias tentativas de homicídio, torturas, ameaças, invasões de casas, destruição de plantações; muitos desses atos foram apoiados pela polícia militar, ou seja, pelo Estado. E não faltaram avisos e denúncias. Somos obrigados a concluir que diante de sua inércia – e às vezes colaboração – o Estado é co-autor desses crimes.

Unimo-nos a todas as entidades e organizações da Sociedade Civil para exigir dos poderes constituídos uma solução imediata. Que a insegurança e o medo não mais dominem e os lavradores e suas famílias possam viver pacificamente seus direitos à Vida, à Moradia e ao Trabalho. Que o sangue de inocentes nunca mais banhe essa terra. O Papa Francisco tem insistido que é preciso garantir a todo ser humano o acesso justo e livre à Terra, ao Teto e ao Trabalho.

Exigimos os representantes eleitos do Poder Legislativo, do Executivo e dos responsáveis pela Justiça no Estado para que não prevaleça a arbitrariedade do poder do dinheiro e das armas sobre o direito da lei e da justiça. Se os responsáveis não punirem os mandantes deste e de outros crimes na região e não garantirem aos lavradores o justo direito à Terra e à moradia, continuarão a perpetuar as estruturas escravizantes que continuam vigorando na Zona da Mata de Pernambuco.

Esperamos que esta nota seja respondida com atos eficientes de Justiça capazes de devolver a Paz à região do Engenho Roncadorzinho. Deixamos claro  que nos  colocamos em  vigília permanente, até que “a


justiça corra como um rio e o direito brote como ribeiro impetuoso” (Amós 5, 24). Por nosso compromisso de amor, imitando Jesus Cristo, nos colocamos e permaneceremos em meio ao povo que sofre na certeza que um dia a paz e a justiça reinará.

 

Assinam esta carta:

 

Bremen Comunidade Ecumênica de Espiritualidade Libertadora CNLB Conselho Nacional do Laicato do Brasil

Movimento Laudato Si’ – Capítulo Nordeste Observatório da Evangelização PUC Minas

Rede Emancipa – Movimento Social de Educação Popular MEL Movimento de Juventudes e Espiritualidade Libertadora CONIC Conselho Mundial de Igrejas Cristãs

Fórum Ecumênico ACT-Brasil

KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço

Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político CESE Coordenadoria Ecumênica de Serviço

Aliança de Batistas do Brasil Diaconia

CAIC – Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs Diocese Anglicana da Amazônia

Observatório de Educação Ambiental da UNILA

Cátedra Laudato Si’ Universidade Católica de Pernambuco

Catedral  Anglicana  do  Bom  Samaritano, Recife/PE, IEAB Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Associação dos Poetas e Prosadores de Tabira

Comissão Socioambiental da Diocese de São José dos Campos Rede Nordeste de Mulheres Negras

Iser Assessoria - Rio de Janeiro FAOR - Fórum da Amazônia Oriental

Observatório    Educador    Ambiental   Moema    Viezzer,   Universidade Latinoamericana (UNILA)

Teia dos Povos - Pernambuco

ÁGORA Habitantes da Terra - Coletivo Brasil Centro de Estudos Bíblicos - CEBI Nacional FBES - Fórum Brasileiro de Economia Solidária

Cátedra Dom Helder Câmara de Direitos Humanos Universidade Católica de Pernambuco


CORDEL Coletivo Revolucionário de Libertação SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia Trapeiros de Emaús

CENDHEC – Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social CEBI Pernambuco

Fórum Interreligioso Gente de

MCC – Movimento de Cursilho da Arquidiocese de Olinda e Recife MTC Movimento de Trabalhadores Cristãos Regional Nordeste 2

CESEEP Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular

Núcleo Ecumênico e Inter-religioso PUCPR URI Iniciativa das Religiões Unidas

Grito dos/as Excluídos/as Recife

Grupo Mulher Maravilha      

 

Gabi da Pele Preta, cantora, atriz, arte educadora Almério, cantor e compositor

José Geneci Cristóvão, poeta Surama dos Reis Gonçalves, cantora Sara da Silva Cristóvão, poetisa

Mônica Mirtes de Lima Cordeiro, poetisa Andreia Lopes Miron, poetisa

José Rufino da Costa Neto (Dedé Monteiro), poeta Maria Ivani Ferreira Bispo, poetisa

Marcelo Santa Cruz, militante dos direitos humanos e advogado

Pra Romi Bencke, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, secretária-geral do CONIC

Pra Mara Parlow, Comunidade Luterana em Belo Horizonte, Diretoria CONIC/MG

Ivo Lesbaupin, sociólogo Marquinho Mota, indigenista Cylene Araújo, cantora e compositora

Pe. José Oscar Beozzo, teólogo