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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

De quanta terra precisa um homem?


Leonardo boff


Numa roda, cercado de rústicos peões de sua fazenda Yasnaya Polyana, Léon Tolstói (1828-1910) o grande escritor russo, contou-lhes a seguinte estória que eu me permito resumir para exemplificar como funciona a cabeça de um capitalista.

“Havia um camponês pobre mas muito desejoso de possuir mais a mais terra para cultivar e ficar rico. Pensou: “Vou fazer um pacto com o diabo. Este vai me dar sorte”, disse ele à mulher, que torceu o nariz e advertiu-o: “Meu marido, cuidado com o diabo, nunca sai coisa boa fazendo um pacto com ele; essa sua vontade de ficar rico, vai ainda pô-lo a perder”.

Mas, por insistência do marido, resolveu acompanhá-lo.Com tal que partiram, levando poucos pertences.

Souberam que longe daí havia um grupo de ciganos que vendiam terras baratas. Para aquelas paragens rumou o casal. Chegando l, eis que o diabo já estava de pé, todo apessoado, dando ares de um influente mercador de terras. O camponês e sua mulher cumprimentaram educadamente os ciganos. Quando iam expressar seu desejo de adquirir terras deles, o diabo, sem cerimônias, logo se antecipou e disse:

“Bom senhor, vejo que veio de longe e é tomado por um grande desejo de  fazer  fortuna. Tenho uma excelente proposta para você, melhor do que aquela dos ciganos. Faço-lhe a seguinte proposta: você deixa uma quantia razoável de dinheiro  numa bolsa aqui onde estou de pé. Se você percorrer um território durante o tempo de um dia, do nascer ao pôr do sol, e estiver de volta antes de o sol se pôr, toda a terra percorrida será sua. Caso contrário perderá as terras percorridas e o dinheiro da bolsa”.

Os olhos do camponês, ávido por riqueza, brilharam de emoção e disse:

“Acho uma excelente proposta. Tenho pernas fortes e aceito. Amanhã bem cedo, ao nascer do sol, ponho-me a correr e todo o território que minhas pernas puderem alcançar, será meu”.

 O diabo, sempre malicioso, sorriu todo faceiro.

De fato, bem cedo, mal o sol rompeu a fímbria do horizonte, o camponês, tomado de cobiça, se pôs a correr. Correu e correu muito. Pulou cercas, atravessou riachos e, não contente, sequer parou para descansar. Via diante de si uma ridente planície verde e logo pensou: “aqui vou plantar trigo em abundância”. Olhando à esquerda, se descortinava um vale muito plano e pensou: “aqui posso fazer toda uma plantação de linho para dar e vender”.

Subiu, ofegante, uma pequena colina e eis, que lá em baixo se abria um campo de terra virgem. Logo pensou: “quero também aquela terra. Aí vou criar gado e ovelhas e vou encher as burras com muito dinheiro.

E assim percorreu muitos quilômetros, não satisfeito com o que tinha conquistado, pois os lugares que via, eram atraentes e alimentavam ainda mais seu desejo incontido de também possui-los.

De repente olhou para o céu e se deu conta de que o sol estava se pondo atrás da montanha. Disse de si para consigo mesmo:

“Não há tempo a perder. Tenho que voltar correndo, senão perco todos os terrenos percorridos e, por cima ainda, o dinheiro. “Um dia de dor, uma vida de amor”, pensou como dizia seu avô.

Pôs-se a correr com uma velocidade espantosa para suas pernas cansadas. Mas tinha que correr sem reparar os limites dos músculos retesados. Sempre olhava a posição do sol, já perto do horizonte, enorme e vermelho como sangue. Mas não se havia ainda posto totalmente. Mesmo cansadíssimo, corria mais e mais e já nem sentia as pernas. Pesaroso pensou: “talvez abarquei demais terras e posso perder tudo. Mas vamos em frente”.

Vendo, porém, ao longe o diabo, solenemente, de pé e ao seu lado a sacola de dinheiro, recobrou mais o ânimo, certo de que iria chegar antes do pôr do sol. Reuniu todas as energias que tinha e fez um derradeiro esforço. Pulou uma cerca, atravessou um riacho e corria, quase voando. Não muito longe da chegada, atirou-se para frente, quase perdendo o equilíbrio. Refeito, deu ainda alguns passos longos.

Foi então que, extenuado e já sem nenhuma força, se estatelou no chão. E morreu. A boca sangrava e todo o corpo estava coberto de arranhões e de suor.

 O diabo, maldosamente, apenas sorriu e tomou para si a bolsa de dinheiro. Indiferente ao destino do morto, deu-se ainda ao trabalho de fazer uma cova com o tamanho do camponês e ajeitou-o lá dentro. Eram apenas sete palmos de terra, a parte menor que lhe cabia de todos os terrenos andados. Não precisava de mais do que isso. A mulher, petrificada, assistia a tudo, chorando copiosamente”.

Esse conto nos faz lembrar o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999) que nos deixou a comovente obra Morte e Vida Severina (1995). No funeral do lavrador diz:

Esta cova em que estás, com palmos medida, é a conta menor que tiraste em vida; é a parte que te cabe deste latifúndio”.

A mulher do camponês estava certa em sua advertência: “Cuidado com o diabo, pois, te estimula a ter mais e mais e, por fim, acaba contigo e toma todo o teu dinheiro”. É a lógica do capital. Nele vivemos e sofremos. Avançando sobre as florestas ele nos trouxe o Covid-10. Como nos livraremos dele?

Leonardo Boff é escritor e escreveu:Habitar a Terra:qual o caminho para a fraternidade universal? Vozes 2021.

 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

SERÁ NOVO ESTE ANO?

Frei Betto


 

       Esse novo ano ainda tem cara de velho. Temos de aguentar um genocida negacionista no poder até 31 de dezembro. Não vai ser fácil! E tudo isso agravado pela Covid-19, que muitos pensam ser possível erradicar, com medidas paliativas e a vacinação de apenas uma parcela da população mundial, quando tudo indica que o vírus, que não faz distinção de classe ou etnia, não deixará de nos contaminar enquanto houver quem não tenha sido vacinado.

       Ano de comemorar o bicentenário da independência do Brasil. Escrevi comemorar, e não celebrar ou festejar. Comemorar significa avivar a memória, resgatar o passado e livrá-lo das peias que nele imprimiram o selo do equívoco. 

       Que independência é essa se ainda somos colonizados pelos EUA e os países da União Europeia? Se a nossa economia depende das importações da China? Como celebrar a independência se as nossas autoridades e os próceres do mercado vivem clamando aos céus que venham investimentos estrangeiros? 

       Num país em que políticos não se envergonham de defender a privatização do patrimônio público, como falar de independência? Somos, sim, dependentes do capital estrangeiro, da tutela estadunidense, da tecnologia estrangeira, da mentalidade subserviente com que miramos as nações prósperas. E pensar que, ao final da Segunda Grande Guerra, a China e o Japão eram mais subdesenvolvidos que o Brasil!

       Em 200 anos tínhamos tudo para ser uma nação altamente desenvolvida, sem bolsões de pobreza. Temos um imenso oceano e uma bacia hidrográfica invejável. Figuramos entre os cinco maiores produtores de alimentos do mundo, e apenas de frutas contamos com cinco mil variedades. Como observou Caminha, aqui, “em se plantando, tudo dá”.  Possuímos abundantes riquezas minerais e a maior floresta tropical do planeta. 

       O Brasil quase não é afetado por catástrofes naturais. Nada de vulcões, furacões e terremotos de grandes proporções, nada de secas prolongadas e tornados frequentes, nem grandes extensões territoriais cobertas por neve. 

       Mas não temos governo! Mais da metade de nossa população vive na pobreza. Hoje, 19 milhões de brasileiros passam fome e 106 milhões sobrevivem em insegurança alimentar. Chega a 13 milhões o número de desempregados e 40,6% dos trabalhadores atuam na informalidade (Pnad/IBGE). 

Cresce também a desigualdade social. A renda média dos 10% mais ricos é 29,25 vezes maior que a dos 50% mais pobres (Relatório do Laboratório de Desigualdade Mundial). Os 10% mais ricos detêm em mãos 59% da renda nacional, e os 50% mais pobres ficam com apenas 10%. 

Hoje, apesar do Auxílio Brasil, a desigualdade aumenta devido à inflação, o aumento do preço dos combustíveis, o desemprego e a desarticulação do ensino público durante a pandemia, por força das restrições sanitárias e da falta de apoio do governo federal aos mais vulneráveis.

       Aqui, a desigualdade tem cor. Os brasileiros brancos, homens e mulheres, que integram o seleto grupo dos 10% mais ricos somam 8,6 milhões de pessoas (6,9% da população), e abocanham 41,6% da renda nacional. As pessoas negras, que são 53,8% da população, ficam com apenas 35% da renda total (Dados Made). Os adultos brancos são sete vezes mais ricos que os negros (Oxfam Brasil).

     A grande esperança para o nosso país neste ano de 2022 reside nas eleições de outubro. É hora de tirarmos este governo nefasto, necrófilo, que defende a “pátria armada, Brasil”, e elegermos Lula presidente com um programa de reformas estruturais que favoreçam a maioria da população. Mas isso não basta. É preciso renovar radicalmente o Congresso Nacional, eleger deputados federais e senadores mais comprometidos com as pautas populares e ambientais. E também eleger governadores progressistas.

     Há muito a fazer para que este ano seja realmente novo!

 

Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do ouro” (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

Frei Betto é autor de 70 livros, editados no Brasil e no exterior. Você poderá adquiri-los com desconto na Livraria Virtual – www.freibetto.org  Ali os encontrará  a preços mais baratos e os receberá em casa pelo correio. 

 

 ®Copyright 2022 – FREI BETTO – AOS NÃO ASSINANTES DOS ARTIGOS DO ESCRITOR - Favor não divulgar este artigo sem autorização do autor. Se desejar divulgá-los ou publicá-los em qualquer  meio de comunicação, eletrônico ou impresso, entre em contato para fazer uma assinatura anual. – MHGPAL – Agência Literária (mhgpal@gmail.com) 

  

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Deus e a humanidade em um ano novo

 Marcelo Barros


 

É normal que no começo de cada ano, as pessoas renovem os seus votos de feliz ano novo. É verdade que o ano judaico começa em setembro; o ano chinês, muçulmano e andino, cada um, em datas diferentes. No entanto, a cultura ocidental se impôs. No mundo inteiro, o 1º de janeiro é considerado o começo do ano civil. Religiões e tradições populares se inserem nessa realidade. Videntes fazem previsões e as comunidades negras enchem as praias com lindas oferendas a Iemanjá.

Parece que no “salve-se quem puder”, instituído pelo individualismo capitalista, cada um se agarra com a divindade que pode para escapar do pior e ter algum sucesso na luta pela sobrevivência. As pessoas esperam em Deus, como o menino que, na prova do final de ano, escreveu que Paris é capital da Inglaterra e pediu a Deus para  ganhar uma nota boa. Deus nem teve como dizer ao menino que esse milagre nem Ele, a quem chamam de todo-poderoso, pode fazer.

Há alguns anos, agências norte-americanas de notícias informaram que, em um tribunal dos Estados Unidos, Ernie Chambers, senador democrático por Nebraska, tinha aberto um processo criminal contra Deus. A acusação era que Deus provoca terremotos, furacões, guerras e nascimentos de crianças com má formação. Também Deus teria distribuído documentos, considerados sagrados, que transmitem medo e insegurança às pessoas, só com o objetivo de conseguir obediência total e servil. O processo caminhou até o Tribunal de Justiça, mas o Juiz, encarregado do processo, respondeu que não poderia abrir o processo: “Se o senhor não tem endereço postal do acusado e um número de telefone com o qual possamos nos colocar em contato com ele, não temos como convocá-lo a uma audiência e julgá-lo”.

Isso nos lembra que, nestes dias do começo de janeiro, no Centro-oeste e em várias regiões do Brasil, os grupos de folias de Reis cantam “Deus vos salve, casa santa, onde Deus fez a morada, onde mora o cálix bento e a hóstia consagrada”. Conforme estes devotos, o endereço de Deus é a casa dos companheiros, o lugar dos pousos e da alegria da festa dos Santos Reis que foram os primeiros intelectuais do mundo a cultuar a Deus, através do menino Jesus que, conforme a tradição, acabara de nascer.

A intuição que estes pobres transmitem ao mundo em suas canções é que Deus não é todo poderoso e culpado de tudo o que acontece. Se fosse assim, eles culpariam a Deus de tantos sofrimentos e desventuras de suas próprias vidas. Ao contrário, agradecem a Deus por estar sempre com eles na resistência. O padre Ernesto Balducci, filósofo e espiritual italiano, dizia com convicção: “Enquanto não renunciarmos à idéia de um deus onipotente, não compreenderemos o que é o Natal”.

De fato, o mundo está cansado de guerras e violências, cometidas em nome de Deus. Esta imagem clássica de um Deus todo-poderoso, responsável por tudo o que acontece e sem o qual nada acontece, merece mesmo a acusação e o processo do senador Chambers. Antes dele, o escritor José Saramago tinha escrito ao 2º Fórum Social Mundial protestando contra todas as mortes cometidas em nome da religião e da fé. Em pleno século XXI, em nome de Deus, grupos católicos e evangélicos fazem cruzadas, querem impor os seus dogmas como se fossem de Jesus e justificam o que dizia o cineasta Woody Allen: “Deus deve ser um cara bom, mas os amigos dele, eu não recomendaria a ninguém”.

Em um livro de meditações cotidianas, o irmão Roger Schutz, que foi pastor evangélico, fundador da comunidade ecumênica de Taizé, deixou claro: “Deus não castiga ninguém. Deus só pode amar e só ama. Se não, não seria Deus”.

Na realidade, Jesus transformou a imagem de Deus e, “ao derrubar do trono os poderosos”, como cantou Maria, sua mãe – neste sentido, parece até que Herodes tinha razão de temer – derrubou também o próprio trono de Deus. Atualmente somos todos chamados a nos tornar crianças para aprender de Jesus a espiritualidade dos reis.  

O Evangelho insiste na infância espiritual e na alegria das bem-aventuranças. Muitas vezes, a tradição ocidental fixou-se em métodos de espiritualidade que tornam as pessoas sérias demais, artificialmente adultas. O Mestre Eckhart, místico medieval, ensinava que “cada um de nós tem uma dimensão mística. Esse ser místico é a criança que existe dentro de nós”. Sta Mectildes, abadessa medieval, ensina: “Deus conduz a criança que existe dentro de nós de maneira maravilhosa. Deus leva a alma a um local secreto e brinca com ela. Deus afirma: “Eu sou teu companheiro de brinquedos. Tua infância é a companhia para meu Espírito. Conduzirei a criança que existe em ti nas formas mais maravilhosas, pois te escolhi[1].

Não é esta uma boa descrição das folias de Reis? Milton Nascimento canta: “Dentro de mim mora uma criança, um moleque. Quando em mim, o adulto fraqueja, a criança vem e me dá a mão[2].

 

Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, autor de 57 livros dos quais o mais recente é "Teologias da Libertação para os nossos dias", Ed. Vozes, 2019Email: irmarcelobarros@uol.com.br  

 



[1] - cit. por MATTHEW  FOX,  idem. p. 276.

[2] - MILTON NASCIMENTO, Canção: Bola de gude, bola de meia (gravada em várias ocasiões).

sábado, 1 de janeiro de 2022

Sem medo de ser feliz de novo

 Prof. Martinho Condini 



Neste ano de 2022 teremos a mais importante eleição da história da nossa república, mas acredito que nem todos concordem com essa minha afirmação.

  Alguns vão dizer que a eleição de Getúlio Vargas em 1950 ou a de JK em 1955 foram as mais importantes, devido aos contornos que esses governos tiveram em relação ao desenvolvimento industrial no país.

 Outros irão dizer que a eleição indireta de Tancredo Neves em 1985 foi a mais importante porque deu início ao processo de redemocratização no Brasil, após 21 anos de ditadura militar.

 Outros dirão que foi a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994, quando foi criado o plano real que trouxe estabilidade econômica e o fim da inflação que afligia a sociedade brasileira há décadas.

Outros afirmarão que a eleição mais importante foi a de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, por ser o primeiro operário a chegar à presidência da república. E por ter realizado um governo com políticas públicas que deram ao Brasil índices de desenvolvimento humano nunca atingidos em nossa história, principalmente para as camadas mais carentes da nossa sociedade. E o Brasil em seu governo chegou a ser a sexta economia do mundo.

 E a eleição de Dilma Roussef em 2010 pode ser considerada por alguns a eleição mais importante, pelo fato de ter sido a primeira mulher presidente da nossa república, e por ter dado continuidade às políticas públicas do seu antecessor. Mas ela sofreu um golpe liderado pela elite econômica do país e congressistas do centro-direita e direita que tinham a maioria no congresso nacional, que a retiraram e foi retirada do poder em 2016, em seu segundo mandato.

Enfim, as opiniões sobre a mais importante eleição da nossa república podem ser divergentes, mas como afirmei no início, será a mais importante eleição da nossa república, sim.

A justificativa para essa afirmação é muito simples. Nós estamos diante do pior governo que a nossa república já teve. E olha que se nós olharmos para trás, já tivemos cada coisa, mas esse é insuperável e imbatível, em todos os sentidos. Mas a cereja do bolo fecal, é claro, é o capetão cloroquina e a corja que o acompanha.

 Depois de tudo o que esse desgoverno fez em plena pandemia e continua fazendo em relação à saúde, economia, educação, ciência e meio ambiente, o nosso dever cívico e ético é impedir que o  capetão cloroquiana se reeleja. Sua reeleição seria o caos.

  Sabemos que 15% a 20% de acéfalos chamado de gado estarão com o capetão cloroquina até o final. Mas os outros 75% ou 80% da população tem a oportunidade de tirá-lo do lugar que ele nunca deveria ter chegado. Não só o capetão cloroquina, mas todo um projeto reacionário, fascista, racista e neoliberal que nos acompanha ao longo da história e que foi retomado com ênfase a partir do golpe de 2016 e a eleição do ignóbil presidente.  

 E não será na companhia de “Alencares”, “Temers”, “Alckmins” ou qualquer outro representante da direita, que por ventura a turma da Av. Faria Lima queira nos enfiar goela abaixo que iremos restabelecer a democracia em nosso país e a consolidação de um governo progressista e socialista como sempre sonhamos e nunca tivemos.

 Durante toda a nossa história tivemos a elite política conservadora de direita atrelada ao poder, para manterem os seus privilégios e continuarem de certa maneira dando as cartas. Nós já sabemos o que significa a esquerda e a centro-esquerda governar acompanhado da direita e centro-direita. Isto é, estabelecer uma agenda em que as camadas populares recebem migalhas (que para quem não tem nada é muito) e as classes privilegiadas continuarem obtendo os seus lucros exorbitantes e explorando de maneira avassaladora a classe trabalhadora desse país.   

 Por isso, é chegada a hora, companheiras e companheiros, sem medo de ser feliz, de começarmos a nossa caminhada para sermos feliz de novo, de verdade.

O Prof. Martinho Condini é historiador, mestre em Ciências da Religião e doutor em Educação. Pesquisador da vida e obra de Dom Helder Camara e Paulo Freire. Publicou pela Paulus Editora os livros 'Dom Helder Camara um modelo de esperança', 'Helder Camara, um nordestino cidadão do mundo', 'Fundamentos para uma Educação Libertadora: Dom Helder Camara e Paulo Freire' e o DVD ' Educar como Prática da Liberdade: Dom Helder Camara e Paulo Freire. Pela Pablo Editorial publicou o livro 'Monsenhor Helder Camara um ejemplo de esperanza'. Contato profcondini@gmail.com