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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Uma outra agenda (mundial): libertemos a vida ou um outro paradigma civilizatório?

 Leonardo Boff 


 

Nota préviaOrganizou-se um grupo internacional que se propunha “uma outra agenda mundial para libertar a vida”. Realizou-se a primeira sessão no dia 5/5/2022. Cada participante (ao todo uns 20 mas nem todos participaram) tinha 10-15 minutos para apresentar sua visão do tema. O articulador era o conhecido economista italiano, trabalhando na Comunidade Europeia,em Bruxelas.O propósito básico é como democratizar os conhecimentos científicos que reforçam a busca de uma agenda que tenha por objetivo libertar a vida. Apresento aqui minha curta apresentação, feita em francês, com as ideias que tenho proposto e defendido em outros escritos. Até agora, pelo visto, a nova agenda se situa ainda dentro do velho paradigma (a bolha dominante), não se colocando a questão da profunda crise que este paradigma, o da modernidade tecno-científica, provocou e que está pondo em risco o futuro de nossa vida e de nossa civilização. Daí a oportunidade de expor claramente minha posição crítica e totalmente descrente das virtualidades deste paradigma de libertar a vida, antes a está celeremente destruindo. Lboff

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Vou direto o ponto: dentro do atual paradigma civilizatório, da modernidade, é possível outra Agenda ou tocamos nos seus limites intransponíveis e temos que buscar um outro paradigma civilizatório se quisermos continuar ainda viver sobre este planeta?

Minha resposta se inspira em três afirmações de grande autoridade.

A primeira é da Carta da Terra, assumida pela UNESCO em 2003. Sua frase de abertura assume tons apocalípticos: ”Estamos diante de um momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro…A nossa escolha é: ou formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a destruição da diversidade da vida”(Preâmbulo).

A segunda afirmação severa é do Papa Francisco na encíclica Fratelli tutti (2020):”estamos no mesmo barco, ninguém se salva por si mesmo, ou nos salvamos todos ou ninguém se salva”(n.32).

A terceira afirmação é do grande historiador Eric Hobsbawn em sua conhecida obra A era dos extremos(1994) em sua frase final: Não sabemos para onde estamos indo. Contudo, uma coisa é certa. Se a humanidade quer ter um futuro aceitável, não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro milênio nessa base,  vamos fracassar. E o preço do fracasso ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade é a escuridão”(p.562).

 

Em outras palavras: o nosso modo de habitar a Terra, que inegáveis vantagens nos trouxe, chegou ao seu esgotamento. Todos os semáforos entraram no vermelho. Construímos o princípio da autodestruição, podendo exterminar toda a vida com armas químicas, biológicas e nucleares por múltiplas formas diferentes. A techno-ciência que nos fez chegar aos limites extremos de suportabilidade do planeta Terra (The Earth Overshoot) não tem condições, por si só, como o mostrou o Covid-19, de nos salvar. Podemos  limar os dentes do lobo pensando que lhe tiramos,ilusoriamente, sua voracidade. Mas esta não reside nos dentes mas em sua natureza.

Portando, temos que abandonar o nosso barco e ir além de uma nova agenda mundial. Chegamos ao fim do caminho. Temos que abrir um outro diferente. Caso contrário, como disse em sua última entrevista antes de morrer Sigmund Bauman: “vamos engrossar o cortejo daqueles que rumam na direção de sua própria sepultura”. Somos forçados, se quisermos viver, a nos recriar e reinventar um novo paradigma de civilização.

Dois paradigmas: do dominus  e do frater

 

Vejo nesse momento o confronto entre dois paradigmas: o paradigma do dominus e o paradigma do frater. Em outra formulação: o paradigma da conquista, expressão da vontade de poder como dominação, formulada pelos pais fundadores da modernidade com Descartes,Newton,Francis Bacon,dominação de tudo, de povos, como nas Américas, na África e na Ásia, dominação das classes, da natureza, da vida e dominação da matéria até em sua última expressão energética pelo Bóson Higgs.

O ser humano (maître et possesseur  de Descartes) não se sente parte da natureza, mas seu senhor e dono (dominus) que nas palavras de Francis Bacon “deve torturar a natureza como o torturador faz com sua vítima até que ela entregue todos os seus segredos”. Ele é o fundador do método científico moderno, prevalente até os dias de hoje.

Esse paradigma entende a Terra como mera res extensa e sem propósito, transformada num baú de recursos tidos como infinitos que permitem um crescimento/desenvolvimento também infinito. Ocorre que hoje sabemos cientificamente que um planeta finito não suporta um projeto infinito. Essa é a grande crise do sistema do capital como modo de produção e do neoliberalismo como sua expressão política.

 

O outro paradigma é o do frater: o irmão e a irmã de todos os seres humanos entre si e os  irmãos e as irmãs de todos os demais seres da natureza. Todos os seres vivos possuem como Dawson e Crick mostraram nos anos de 1950, os mesmos 20 aminoácidos e as 4 bases nitrogenadas, a partir da célula mais originária que surgiu há 3,8 bilhões de anos, passando pelos dinosauros e chegando até  nós humanos. Por isso, diz a Carta da Terra e o enfatiza fortemente o Papa Francisco em suas duas encíclicas ecológicas, Laudato Si: sobre o cuidado da Casa Comum (2015) e a Fratelli tutti (2020): um laço de fraternidade nos une a todos,”ao irmão Sol, a irmã Lua, o irmão rio e a Mãe Terra”(LS n.92;CT preâmbulo). O ser humano se sente parte da natureza e possui a mesma origem que todos os demais seres, “o humus”(a terra fértil) de onde se deriva o homo, como masculino e feminino, homem e mulher.

Se no primeiro paradigma vigora a conquista e a dominação (paradigma Alexandre Magno e Hernan Cortes), no segundo se mostra o cuidado e a corresponsabilidade de todos com todos( o paradigma Francisco de Assis e Madre Teresa de Calcutá).

Figurativamente representando podemos dizer: o paradigma do dominus é o punho cerrado que submete e domina. O paradigma do frater é a mão estendida que se entrelaça com outras mãos para a carícia essencial e o cuidado de todas as coisas.

O paradigma do dominus é dominante e está na origem de nossas muitas crises e em todas as áreas. O paradigma do frater é nascente e representa o anseio maior da humanidade, especialmente aquelas grandes maiorias impiedosamente dominadas, marginalizadas e condenas a morrer antes do tempo. Mas ele possui a força de uma semente. Como em toda semente, nela estão presentes as raízes, o tronco, os ramos, as folhas, as flores e os frutos. Por isso por ele passa a esperança, como princípio mais que com virtudes, como aquela energia indomável que sempre projeta novos sonhos, novas utopias e novos mundos, vale dizer, nos fazem caminhar na direção de novas formas de habitar a Terra, de produzir, de distribuir os frutos da natureza e do trabalho, de consumir e de organizar relações fraternais e sororais entre os humanos e com os demais seres da natureza.

A travessia de um paradigma do dominus para o paradigma do frater.

Sei que aqui se põe o espinhoso problema da transição de um paradigma ao outro. Ele se fará processualmente, tendo um pé no velho paradigma do dominus/ conquista pois devemos garantir nossa subsistência e outro pé no novo paradigma do frater/cuidado para inaugurá-lo a partir de baixo. Aqui vários pressupostos devem ser discutidos, mas não é o momento de fazer isso. Mas uma coisa podemos avançar: trabalhando o território, o bioregionalismo, se poderá implantar regionalmente o novo paradigma do frater/cuidado de forma sustentável, pois tem a capacidade de incluir a todos e criar mais igualdade social e equilíbrio ambiental.

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Nosso grande desafio é este: como passar de uma sociedade capitalista de superprodução de bens materiais para uma sociedade de sustentação de toda a vida, com valores humano-espirituais, intangíveis como o amor, a solidariedade, a compaixão, a justa medida, o respeito e o cuidado especialmente dos mais vulneráveis. 

 

O advento de uma biocivilização

 

Essa nova civilização possui um nome: é uma biocivilização, na qual a centralidade é ocupada pela vida em toda a sua diversidade, mas especialmente a vida humana, pessoal e coletiva. A economia, a política e a cultura estão a serviço da manutenção e da expansão das virtualidades presentes em todas as formas de vida.

O futuro da vida na Terra e o destino de nossa civilização está em nossas mãos. Temos pouco tempo para fazer as transformações necessárias, pois já entramos na nova fase da Terra, seu aquecimento crescente. Falta a suficiente consciência nos chefes de estado sobre as emergências ecológicas e é muito rara ainda no conjunto da humanidade.

Leonardo Boff,teólogo,filósofo e escreveu: Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres,1999/2018; Habitar a Terra:qual é o caminho para a fraternidade universal? Vozes 2022.

 

quinta-feira, 12 de maio de 2022

LULA, CANDIDATO A PRESIDENTE


Frei Betto

 

      Uma boa notícia neste mês de maio é a oficialização da candidatura de Lula à presidência da República. Diante do descalabro promovido pelo (des)governo Bolsonaro, o candidato do PT desponta como a alternativa preferencial dos eleitores nas eleições do próximo mês de outubro.

      Ainda é cedo para cantar vitória. Não se pode ignorar que, da parte do candidato à reeleição, todas as tramoias são possíveis. E a Justiça Eleitoral se encontra debilitada, acuada diante das frequentes ameaças que o Executivo e as Forças Armadas fazem a todo o sistema judiciário, a começar pelo STF, desmoralizado pelo indulto concedido por Bolsonaro a um deputado federal comprovadamente criminoso. 

      Um processo eleitoral não deveria estar focado na figura do candidato. A centralidade seria o programa de governo, os objetivos que persegue e os princípios que o norteiam. Mas isso é um luxo na atual conjuntura brasileira. Há tempos os partidos se transformaram em meros trampolins eleitorais. Não há seleção ideológica de novos militantes, formação de quadros ou impedimento de filiação daqueles cujas vidas pregressas não se coadunam aos princípios estatutários do partido. São todos caldeirões que contêm os mais variados, estranhos e antagônicos ingredientes. E como na história de José Leon Machado – “A bruxa e o caldeirão”- todos os caldeirões têm seus furos.

      As prioridades dos candidatos que polarizam a eleição estão definidas. Para Bolsonaro, trata-se de reeleger-se e prosseguir o desmonte Brasil e minar as instituições democráticas até que ele possa governar como senhor absoluto da nação. Para Lula, enfrentar as graves questões que afetam o país: desigualdade social, desemprego, inflação, sucateamento da saúde e da educação e retomada dos investimentos. 

      Aqueles que rejeitam as duas candidaturas preferenciais não encontraram, até agora, uma alternativa viável. Prevejo um volume expressivo, nas eleições de 2022, de abstenção e votos nulos e brancos. 

      O que mais me preocupa é o marasmo no qual se encontra a nação. Vide as pífias manifestações no 1º de Maio em pleno ano eleitoral! Nada de protestos de rua, como se a oposição estivesse desarticulada e desprovida de bases populares organizadas. Nada do entusiasmo que se viu em campanhas eleitorais precedentes. Será que os setores progressistas estão intimidados?

Acredito, porém, que o problema maior se resume a dois pontos: os partidos progressistas não têm clareza do Brasil que querem, das reformas estruturais urgentes, da relação orgânica com os marginalizados e excluídos. Há que valorizar a agricultura familiar e acabar com as isenções tributárias para o agronegócio? Há que continuar a manter a economia dependente das exportações de produtos primários (elegantemente chamados “commodities”) ou investir mais em inovações científicas e tecnológicas? 

      O segundo ponto é a falta de trabalho de formação política de militantes e fortalecimento dos movimentos sociais. O poder de mobilização popular dos partidos é mínimo. Paulo Freire permanece na estante. 

Não há tempo para reequacionar todos esses fatores. Resta a todos nós, convencidos de que é preciso tirar Bolsonaro do Planalto definitivamente, abraçar com disposição e ânimo a candidatura Lula. 

 

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do poder” (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

 

Frei Betto é autor de 70 livros, editados no Brasil e no exterior. Você poderá adquiri-los com desconto na Livraria Virtual – www.freibetto.org  Ali os encontrará  a preços mais baratos e os receberá em casa pelo correio. 

 

 

 

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quarta-feira, 11 de maio de 2022

PALAVRAS DE PEDRO

      


Somos perseguidos porque estamos com o povo, defendendo seus direitos. A Prelazia de São Félix é uma Igreja perseguida porque não quis misturar-se com o poder da política e do dinheiro. E seremos cada vez mais perseguidos porque, com a força de Deus, continuaremos ao lado dos oprimidos e dos pobres.

Eu sei, irmãos, que está perseguição vai atemorizar alguns e vai afastar outros de nossa amizade e até da missa e dos sacramentos. Alguns vão se "envergonhar" do Evangelho...

Alguns posseiros e outros moradores abandonarão assustados a região. As crianças e os jovens sofrerão sérias dificuldades de ensino...

É tempo de prova, irmãos. E é também tempo de fé, tempo de unidade e de firmeza.

Sinto às vezes que esta nossa luta (...) é uma luta "simbólica": tudo se perderá, menos a voz, menos o intento de salvar a dignidade humana, menos a pequena dor-comunhão de uma pequena Igreja particular.

Estamos lutando contra um "deus". E, como Luther King, deve-se renunciar à vitória, à vitória humana. Tudo isso deve ser o mistério da cruz. E sei que por meio de tudo isso o Senhor liberta seu povo e nos salva. Roguem para que sejamos fiéis à vida dos irmãos e à graça do Pai.

É preciso saber esperar, sabendo ao mesmo tempo forçar as horas daquela urgência que não permite esperar...

Esta é uma hora de esperança. De plena comunhão na Páscoa do Senhor. Façam-se rogos para que sejamos alegremente fiéis, lucidamente evangélicos. Não é uma hora precisamente de heroísmos, mas sim de fé.

Não exigimos que ninguém concorde conosco. O importante é que todos procuremos sinceramente concordar com o Espirito de Jesus. Peçam para nós uma humilde fidelidade momento após momento. A Eucaristia tem nestes dias uma profunda verdade. Seja tudo pelo Evangelho. Seja tudo pela total libertação do nosso povo. Demos graças àquele que nos chamou a compartilhar com ele o vinho da Redenção do mundo.

Pedro Casaldáliga, trecho da carta escrita ao povo da Prelazia em 15 de junho de 1973


#Casaldàliga!

#PedroCasaldáligaPresente!

#NãoQueremosGuerraQueremosPaz!

quinta-feira, 5 de maio de 2022

A ESCALADA DOS PREÇOS DOS ALIMENTOS

 Frei Betto


 

          Em mais de trinta anos de monitoramento, a FAO jamais havia constatado uma alta tão rápida dos preços dos alimentos no mundo como atualmente. Em março último, subiram 12,6%. Isso se deve aos desequilíbrios ambientais que prejudicam as commodities, o aumento do preço dos combustíveis (gás, gasolina, etanol e energia elétrica), à pandemia e, agora, à guerra em dois celeiros do mundo, a Rússia e a Ucrânia, que são também importantes exportadores de fertilizantes.

          Todos os dias, o Programa Alimentar Mundial da ONU destina alimentos a 125 milhões de pessoas em países africanos ou em desenvolvimento. Desse total, 50% eram produzidos na Ucrânia.

      Os cereais tiveram, em média, aumento de 20%: trigo (43%), milho (31%) e soja (26%). Com efeitos sobre óleos vegetais (+ 23%), açúcar (+ 6,7%), carnes (+ 4,8%) e laticínios (+ 2,6%). Os cereais não apenas ocupam lugar preferencial nas cestas familiares, como dependem da Rússia e da Ucrânia, principais fornecedores de rações à criação de animais na Europa e exportadores de trigo, cevada, soja e óleo de girassol. A escassez de cereais, como trigo, milho e soja, eleva os custos das empresas agrícolas que, em busca de compensação, sobem o preço das carnes, o que gera espiral inflacionária, a maior dos últimos 32 anos. 

          No Ocidente, a carestia joga milhões de pessoas na pobreza. Somada à pandemia, a guerra e a especulação do mercado (que tabela os preços dos cereais na Bolsa de Chicago), devem gerar ao menos 100 milhões de novos pobres. Exceto na Europa Ocidental, onde a União Europeia assegurou a autossuficiência com medidas de proteção às empresas agroalimentares: adiou as rotações obrigatórias de terras e aumentou os recursos destinados à pecuária, de modo a garantir o lucro das empresas.

          Dados da FAO indicam que, neste ano de 2022, o comércio mundial de cereais deve decrescer. Carnes, grãos, óleos, açúcar e derivados de leite atingem, agora, preços exorbitantes. O presidente Biden vê sua popularidade cair, porque o consumidor dos EUA se depara com a escalada de preços. Em março, os alimentos tiveram aumento médio de 8,5% naquele país, a mais veloz subida dos últimos 40 anos. A cesta básica familiar subiu 10% para os estadunidenses. Na França, 4,5%, o que engordou os votos dados a Marine Le Pen, candidata da extrema-direita. Enquanto no Brasil a inflação atinge o índice de 11,3%, na França chega a 7,5%.

          Há esperança de dias melhores? Tudo depende do fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia, da melhoria da produção industrial mundial e da erradicação da Covid-19, principalmente na China. A cada novo surto da epidemia os chineses fecham portos, fábricas, cidades e até regiões, o que afeta o comércio globalizado. 

          O agravamento dessa conjuntura só poderá ser evitado se for encontrada uma solução que ponha fim da guerra russa contra a Ucrânia. Enquanto os EUA e a União Europeia insistirem em expandir as garras da Otan e aumentarem o fornecimento de armas ao governo de Zelensky e as sanções à Rússia, será difícil estabelecer um diálogo que favoreça a paz. E a fome se agravará no mundo, pois os países periféricos receberão, até o fim deste ano, 35 milhões de toneladas de cereais a menos em relação ao ano passado. 

          Resta ainda a esperança de uma reação mais contundente da China em prol da paz, já que para alimentar sua população de 1 bilhão e 400 milhões de pessoas o gigante asiático comprou vastas extensões de terras na Ucrânia e na Rússia. E no país de Zelensky a produção agropecuária está suspensa, bem como a exportação de alimentos e fertilizantes.

 

Frei Betto é escritor, autor de “Comer como um frade – divinas receitas para quem sabe por que temos um céu na boca” (José Olympio), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

 

 

Frei Betto é autor de 70 livros, editados no Brasil e no exterior. Você poderá adquiri-los com desconto na Livraria Virtual – www.freibetto.org  Ali os encontrará  a preços mais baratos e os receberá em casa pelo correio. 

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