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quinta-feira, 12 de maio de 2016

O PT PODERÁ SE REINVENTAR?

por Frei Betto



      Ver Dilma ser enxotada do Planalto me traz profunda indignação. Éramos vizinhos na década de 1950, na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Fomos vizinhos de cela no Presídio Tiradentes, em São Paulo, na década de 1970. E, pela terceira vez, vizinhos na Esplanada dos Ministérios, ela ministra e eu assessor especial de Lula, em 2003-2004.

      Minha indignação tem a ver com a mesquinhez da política institucional brasileira. Sem convencer a mim e a muitos que Dilma cometeu algum crime, o rolo compressor da oposição ressentida e do oportunismo ontofisiológico de caciques do PMDB, abriu a machadadas um atalho na ordem constitucional para fazer coincidir oposição e deposição. O precedente está criado! Daqui pra frente a tribuna parlamentar cede lugar ao tribunal de Justiça. A judicialização da política brasileira faz com que a soberania popular, através do voto nas urnas, passe a ter insignificância.

      Os três primeiros governos do PT representam o que há de melhor em nossa combalida história republicana. Saíram da miséria 45 milhões de brasileiros. Os programas sociais, do Bolsa Família ao Mais Médicos, estenderam à parcela mais pobre da nação uma rede de proteção social. O acesso à universidade foi deselitizado. O FMI deixou de se meter em nossas contas. A América Latina ganhou maior unidade, e Cuba foi retirada do limbo.

      Lástima que o PT se deixou picar pela mosca azul. Não ousou implementar reformas de estruturas, como a política, a tributária e a agrária. Permitiu que o Fome Zero, de caráter emancipatório, fosse substituído pelo Bolsa Família, compensatório. Erradicou, em fins de 2004, Comitês Gestores em mais de 2 mil municípios, e entregou às mãos dos prefeitos o cadastro do Bolsa Família.

      Como se a retórica fosse suficiente para encobrir gritantes desigualdades, o PT tentou, em vão, ser o pai dos pobres e a mãe dos ricos. Para renovar o Congresso, não confiou no potencial político de líderes de movimentos sociais. Preferiu alianças promíscuas cujos vírus oportunistas acabaram por contaminar alguns de seus dirigentes. Em 13 anos de governo, não se empenhou na alfabetização política da nação nem na democratização da mídia, sequer no modo de distribuir verbas publicitárias para veículos de comunicação.

      Graças ao crédito facilitado, ao controle da inflação e ao aumento real (e anual) do salário mínimo acima da inflação, a população teve mais acesso a bens pessoais. Dentro do barraco de favela, toda a linha branca favorecida pela desoneração tributária e, ainda, computador, celular e, quem sabe, no pé do morro, o carro comprado a prestações.

      Porém, lá está o barraco ocupado pela família sem acesso à moradia, segurança, saúde, educação e ao transporte coletivo de qualidade. A prioridade deveria ter sido o acesso aos bens sociais. Criou-se, portanto, uma nação de consumistas, não de cidadãos, nação feita de eleitores que votam como quem cumpre um preceito religioso ou retribui um favor de compadrio, enternecidos com os laços de família que se estendem do netinho evocado em pleno parlamento à protuberância glútea exibida ministerialmente.

      Entre avanços e desvios, o PT deixa como legado programas sociais que merecem figurar como políticas de Estado, e não ocasionalmente de governos. Mas terá o partido a ousadia de se reinventar?

      Agora, os pobres, os excluídos, os sem-terra e os sem-teto, que tinham a esperança de ser felizes, terão que buscar outras agremiações partidárias ou forjar novas ferramentas de fazer política, fundadas na ética, na supressão das causas de desigualdades sociais, e na busca de um outro Brasil possível.

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016

A UNIDADE E A MISERICÓRDIA


Por Marcelo Barros



No Brasil e em toda a América do Sul, várias Igrejas cristãs dedicam essa semana à oração e ao trabalho pela unidade das Igrejas e pelo diálogo entre as religiões. A iniciativa de propor uma Semana de orações pela unidade dos cristãos nasceu em 1898. O papa Leão XIII propôs que a oração pela unidade das Igrejas fosse o tema principal da novena do Espírito Santo que, a cada ano, se faz em preparação à festa de Pentecostes que os cristãos celebram no próximo domingo. Orar pela unidade é importante porque, como a unidade verdadeira é dom divino, para vivê-la, precisamos nos colocar disponíveis ao Espírito de Deus e lhe pedir essa graça.

Em 1964, todos os bispos católicos reunidos no Concílio Vaticano II afirmaram que a divisão é contrária à vontade de Cristo. É consequência e expressão do pecado humano (U. R. 1). O caminho para reconstituir a unidade é um trabalho de conversão de todos, cristãos das mais diversas Igrejas, a Jesus Cristo e ao seu projeto de amor e justiça. Essa unidade não se fará como uniformidade institucional e sim no respeito à diversidade e autonomia das Igrejas.

Nesse ano, os subsídios de oração e reflexão para a Semana da Unidade foi elaborado por uma comissão ecumênica da Letônia, no norte da Europa. O tema proposto vem da carta de Pedro: “Chamados/as a proclamar os altos feitos do Senhor” (1 Pd 2, 9). Esse texto nos recorda que todos/as são chamados/as a ser povo de Deus, isso é, uma só comunidade de pessoas de várias raças e origens, chamadas a viver a aliança de intimidade divina na relação uns com  os outros.

Essa Semana de Orações pela Unidade pode ser vivida, principalmente pelos católicos, como expressão do jubileu da misericórdia. Não se trata apenas de uma atitude de piedade em relação a quem é carente. A palavra misericórdia deriva dos termos latinos misereor (tenho compaixão) cordis (a partir do coração). Portanto, é “a solidariedade que vem do coração”. É um movimento dinâmico que envolve todo o ser e a comunidade na direção de quem precisa. É urgente lembrar isso no mundo atual que, cada vez mais, discrimina  e exclui pessoas. Milhões de migrantes tentam escapar da fome ou da guerra e são impedidos de entrar nas fronteiras dos países ricos, muitos dos quais, responsáveis diretos pela situação que provoca a migração. E muitos dos que se recusam acolher os migrantes se dizem cristãos. Por isso, o tema dessa Semana da Unidade de 2016 nos faz retomar a raiz da nossa vocação de discípulos/as de Jesus: Somos chamados/as a proclamar, ou seja, testemunhar, por palavras e ações “os altos feitos”  do Senhor. Isso significa que, na base do nosso caminho humano não estão qualidades pessoais ou identidades nacionais, menos ainda riquezas ou diferenças raciais. Somos cristãos por termos sido beneficiados pelos “altos feitos do Senhor”. Deus nos chamou gratuitamente a nos unir em um só povo, sinal do seu amor misericordioso por toda a humanidade e pelo universo.

A nossa oração deve ser sempre ligada à prática da vida. A Semana da Unidade é principalmente constituída de oração em comum, mas supõe também gestos de unidade em relação a irmãos de outras Igrejas e religiões. No domingo 17 de janeiro, antes de abrir a Semana da Unidade em Roma, o papa Francisco fez uma visita à Sinagoga de Roma para expressar a sua comunhão com a comunidade judaica. Menos de um mês depois, encontrou Alexis II, patriarca de Moscou. Depois de muitas dificuldades entre a Igreja Católica e a Ortodoxa Russa, pela primeira vez, um patriarca de Moscou aceitava se encontrar com o papa de Roma. Para isso, o patriarca pedia que o encontro ocorresse em um lugar neutro e que a declaração comum fosse preparada por seus assessores. O papa Francisco cedeu em tudo o que era necessário para que o encontro ocorresse. Em sua viagem ao México, criou uma escala em Cuba só para encontrar o patriarca. Aceitou que o encontro se desse não em uma Igreja e sim no aeroporto de Havana. Tudo para abraçar o patriarca e chamá-lo sinceramente de “meu irmão”. No sábado 16 de abril, o papa se juntou a Bartolomeu I, patriarca de Constantinopla, para visitar e apoiar os milhares de migrantes e refugiados, impedidos de entrar na Europa e colocados, em um campo de concentração na ilha de Lesbos, na Grécia.


Nesse ano de 2016, em que seis Igrejas cristãs do Brasil (cinco membros do CONIC e a Aliança de Batistas do Brasil), assim como diversas entidades ecumênicas se reuniram para a 4a Campanha da Fraternidade Ecumênica - sobre o Saneamento Básico e o cuidado com a Terra, nossa casa comum, nós, cristãos de todas as Igrejas, essa Semana da Unidade prolonga e aprofunda esse caminho em comum. O cuidado com a casa comum e essa Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos colocam no caminho da misericórdia divina que recebemos e que devemos testemunhar e expressar aos outros irmãos. O texto bíblico que fundamenta o tema dessa semana se conclui por lembrar a misericórdia divina: “Vós sois o povo que Deus conquistou para si, para que proclameis os altos feitos daquele que das trevas vos chamou para sua luz maravilhosa. ... Vós que não tínheis alcançado misericórdia, agora alcançastes misericórdia” (1 Pd 2, 9- 10).  

Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo católico é especializado em Bíblia e assessor nacional do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, das comunidades eclesiais de base e de movimentos populares. É coordenador latino-americano da ASETT (Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo) e autor de 45 livros publicados no Brasil e em outros países. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

DANIEL BERRIGAN: FILHO DE DEUS

por Maria Clara Lucchetti Bingemer



     No sábado, quando ainda os judeus mantinham acesas as velas e os cristãos se preparavam para celebrar no domingo o Dia do Senhor, chegou a notícia da morte de um bem-aventurado.  Pois não foi o próprio Jesus de Nazaré que proclamou bem-aventurados os que constroem a paz porque serão chamados filhos de Deus?  O padre Daniel Berrigan foi alguém que deu cada minuto de sua vida por essa paz em que acreditava fiel e criativamente.

            Padre jesuíta, ativista antiguerra e poeta, Daniel Berrigan destacou-se quando, juntamente com seu irmão Philip, também padre naquela época, fez protestos ativos contra a guerra do Vietnam.  Como todos os outros ativistas que se posicionaram contra aquele conflito sem sentido que ceifava a vida de milhões de jovens e civis inocentes, isto lhe valeu admiração por parte de alguns e oposição por parte de outros. Mas nada o fazia parar.  E ele continuou.
        Porém, o que mais lhe valeu a primeira página da grande imprensa e os holofotes do país e do mundo foi o episódio chamado Catonsville Nine.  Ele, seu irmão Philip e mais sete ativistas católicos retiraram 378 arquivos de seleção de alistamento de civis para a guerra do Vietnam em Catonsville, no estado de Maryland, levaram para o estacionamento em cestas de arame, jogaram napalm sobre eles e os incendiaram.

    Este episódio o incluiu imediatamente na lista dos “mais procurados” do FBI e levou-o ao mesmo tempo à capa da revista Time e à prisão.  Ironicamente, ele desculpou-se por haver queimado “papeis em lugar de crianças”. A síntese única de sua personalidade, feita de militância e radical espiritualidade a serviço da justiça social e política, figurou entre as táticas de resistência à guerra do Vietnam nos Estados Unidos.

       O inquieto jesuíta era, além disso, um prolífico escritor e talentoso poeta. Tem mais de 50 livros publicados sobre teologia, espiritualidade, não violência.   Seus escritos, com uma clara marca militante, continham também uma sólida teologia.  E essa teologia era fulgurantemente cristocêntrica.  O pensamento, a reflexão, os ensinamentos e os retiros e jornadas de espiritualidade que padre Danny dava giravam em torno de Jesus e seu evangelho.  Toda a sua atividade não violenta pela paz igualmente.

            Através de seu ativismo e escrita, deixava muito claro que esta consistência em seu pensar e seu agir significavam uma declarada oposição à “cultura da morte” com relação a coisas diversas como a guerra, a pena de morte, a eutanásia, a pobreza e o aborto.

          Suas amizades eram muitas e de alta qualidade.  Foi interlocutor de grandes figuras do século XX, como Dorothy Day, Thomas Merton, entre outros.
            Mais para o final de sua vida, Berrigan continuava escrevendo e vivia sua atividade pacifista através de seu discípulo, o também jesuíta John Dear, que até hoje continua realizando ações não violentas em protesto à política violenta de seu país e em favor da paz.  O velho Daniel passou a ocupar-se de questões de espiritualidade, escrevia e falava sobre a oração, dava retiros e orientava pessoas.  Também acompanhava de perto doentes de AIDS e soro positivos, tratando de dar-lhes esperança.

        Quando de seu julgamento pelo episódio de Catonsville Nine, fez um pronunciamento inesquecível, que resume bem o legado que nos deixa: “A única mensagem que tenho para o mundo é esta: não temos permissão para matar pessoas inocentes.  Não temos permissão para ser cúmplices de assassinatos.  Não temos permissão para silenciar, enquanto se fazem preparações para assassinatos em massa em nosso nome, com nosso dinheiro, secretamente... É terrível para mim viver em um tempo em que não tenho nada para dizer aos seres humanos exceto “parem de matar”. Há outras coisas bonitas que eu adoraria estar dizendo às pessoas.  Há outros projetos nos quais eu poderia ajudar muito.  E não posso realizá-los.  Eu não posso. Porque tudo está em perigo.  Tudo é cobiçado.  Nossa situação é um tanto primitiva, mesmo se nos consideramos sofisticados.  Nosso objetivo é primitivo desde um ponto de vista cristão.  Estamos de volta ao ponto de onde começamos.  Não matarás; não temos a permissão de matar.  Tudo hoje se resume a isso – tudo.“

            Agora ele descansa em paz.  Nessa paz pela qual tanto lutou.  Apesar da impressão de fracasso que sentiu quanto aos objetivos pelos quais lutou, certamente hoje o mundo está um pouco menos violento devido à sua passagem entre nós. E as novas gerações terão sempre em sua pessoa uma referência inspiradora e produtora de esperança.

  Maria Clara Lucchetti Bingemer é professora do Departamento de Teologia da PUC-RJ. A teóloga é autora de “Simone Weil – Testemunha da paixão e da compaixão" (Edusc) 


 Copyright 2016 – MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização. Contato: agape@puc-rio.br>



sexta-feira, 6 de maio de 2016

O BRASIL REAL E O BRASIL VIRTUAL

Por Leonardo Boff


Há dois Brasis que correm paralelos  e que possuem lógicas e dinâmicas diferentes.

Há o Brasil dominante, profundamente desigual e por isso injusto,  reproduzindo uma sociedade malvada que não tem compaixão nem misericórdia para com as grandes maiorias.

Segundo o IPEA são 71 bilhardários ou cinco mil famílias extensas detém grande parte da riqueza nacional e mostram parquíssimo sentido social, insensíveis à desgraça de milhões que vivem nas centenas de favelas que circundam quase todas as nossas cidades. Desses se origina, em grande parte, o ódio e a discriminação que tributam aos pobres e aos filhos e filhas da escravidão que se verificam ainda nos dias atuais.

Distancio-me decisivamente do  pessimismo de Paulo Prado em seu ironizado livro de 1928 “Retrato do Brasil: ensaio sobre a tristeza brasileira” para quem a tristeza, a preguiça, a luxúria e a cobiça constituem os traços marcantes do brasileiro. E há gente que pensa ainda assim a despeito de tudo o que foi feito socialmente.

Ao lado dessas distorções, vigora um outro lado do mesmo Brasil, dos pobres que lutam bravamente para sobreviver, que no meio da miséria deixam transparecer uma alegria que vem de dentro, que dançam e veneram seus santos e santas fortes e que não têm necessidade de crer em Deus porque o sentem na pele e em cada passo de sua vida. É o Brasil dos menosprezados pelos setores conservadores que se orientam pelo PIB e pelo consumo, considerados jeca-tatus e óleo gasto, imprestáveis para o sistema porque produzem pouco e consomem ainda menos.

Esse Brasil cindido, com lados contrapostos, constitui uma contradição viva e escandalosa.  Possui uma herança sombria que nos vem do etnocídio indígena que ainda persiste, do colonialismo que nos deixou o complexo de vira-latas e que penetrou, em forma de arquétipo psicológico, a estrutura da Casa Grande do senhor branco e da Senzala dos escravos negros; ela se manifesta pelo fosso que cinde o país de cima a baixo e nos faz herdeiros de uma república com uma democracia, mais farsa que realidade, pois é composta, como atualmente, em sua grande maioria, por  corruptos que se beneficiam do bem público para realizar o bem privado (patrimonialismo).

O povo brasileiro, feito da amálgama de representantes de 60 países diferentes que para cá vieram, não acabou de nascer ainda. Está em  processo de fazimento. Apesar das contradições, aponta para uma mestiçagem bem sucedida que poderá configurar um rosto singular do Brasil, como  uma potência nos trópicos. O Brasil descrito acima, me parece ser o real, repleto de injustiças e contradições.

Mas há um outro Brasil ainda. É o Brasil do imaginário, que está nos sonhos do povo, o Brasil grande, o Brasil pátria amada, abençoado por Deus, o Brasil da humanidade cálida, da música popular e dos ritmos africanos, do futebol, do carnaval, das praias e de gente bonita. Ele move os sentimentos do povo.

É a utopia Brasil, utopia como nos ensinou o mestre Celso Furtado “que é fruto de dimensões secretas da realidade, um afloramento de energias contidas que antecipa a ampliação do horizonte de possibilidades aberto a uma sociedade” que queremos justa, fraterna e feliz (cf. Em busca de novo modelo: reflexões sobre a crise contemporânea, 2002 p.37).

Esse Brasil só existe em sonho  mas está em estado nascente; ele confere energia para suportarmos as agruras do presente. O sonho e a utopia pertencem à realidade em seu caráter potencial e virtual. O dado é feito e não esgota as virtualidades do real. São essas virtualidades que antevemos como realidades futuras que nos mantém na jovialidade e nos alimentam a esperança de que os corruptos de hoje, os inimigos da democracia que votam o impedimento da presidenta Dilma, não triunfarão. Serão apagados da memória coletiva. Estigmatizados, cinza e pó cobrirão seus nomes.

Nosso desafio é fazer o encontro do Brasil real com o Brasil virtual de modo que o virtual que contem mais verdade que o outro, moldará a verdadeira figura de nosso país.

Leonardo Boff é articulista do JB on line  escritor;escreveu Que Brasil queremos? Vozes 2000.